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Apesar da repressão, estudantes resistem por educação de qualidade e se mobilizam no Rio Grande do Sul

Contra lei da mordaça, privatização do ensino público e sucateamento das escolas, secundaristas se unem nas ruas de Porto Alegre

RS1

 

Da UBES

Em ato convocado pelo Comitê de Escolas Independentes, secundaristas se reuniram nas ruas de Porto Alegre, nessa segunda-feira (06/06) para protagonizar mais um dia de luta e resistência por uma educação de qualidade. Previsto para as 15h 30 min, o evento organizado por intermédio do Facebook contabilizou a confirmação de 1,3 mil participantes.

O “Ato das Escolas de Luta pela Educação” caminhou até a Secretaria da Educação do Estado (Seduc/RS) com estudantes que protestavam contra o sucateamento do ensino público, que inclui a má qualidade das merendas e estrutura das escolas. O movimento se opõe ainda às PL 44/16, que visa a privatização das escolas e PL 190/15, a lei da mordaça, que veta a discussão de política, religião e sexo nas salas de aula.

Brenda Sampaio, estudante da Escola Estadual Protásio Alves, em Passo Fundo (RS), que está ocupada há 22 dias, integra o movimento estudantil. Ela fala um pouco mais sobre a lei da mordaça e os reais motivos de sua criação. “O deputado que lançou essa PL quer que ela aconteça porque assim não haverá debate político dentro das escolas e os estudantes vão acabar como massa de manobra. Se não há debate político dentro das escolas, como os estudantes vão aprender a ir atrás de seus direitos?!”, questionou.

REPRESSÃO À LUTA ESTUDANTIL

Entre hoje e ontem, as ocupações tem recebido uma carta intitulada “Proposta Para Desocupação De Escolas”, assinalada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e pela Secretaria da Educação. Caso o acordo não seja aceito em até 48h, o governador do estado, Sartori, afirma que irá entrar na justiça para solicitar um documento de reintegração de posse e colocará a polícia nas escolas.

Empossado nessa segunda-feira (06/06), Luís Alcoba de Freitas assumiu a Seduc e já confirmou seu apoio às desocupações no prazo de até 48 horas. Apesar das ameaças de ambas as autoridades, ainda não há um mandato de reintegração de posse, o que configuraria ação irregular por parte do estado.

Em oposição à precariedade da educação e às medidas do novo secretário e do governo do estado, o movimento estudantil vai organizar uma Sessão de Mediação Judicial nessa quarta-feira (08/06) para debater a atual situação da educação pública no Rio Grande do Sul. Entidades estudantis, além dos poderes estaduais e municipais devem integrar o encontro, que foi formalizado através de documento oficial.

Na noite de ontem, dois integrantes de grupos contrários ás ocupações estiveram no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul (RS), para tentar desmobilizar os estudantes. Após corte de energia, os dois homens foram vistos soldando os portões da escola. Veja o vídeo:

 

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