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Depois do massacre de Orlando, “colonista” da Folha defende liberação total de armas, inclusive no Brasil

Mais realista que o rei, Kataguiri, expoente do fascismo tupiniquim, defende liberação total de armas também no Brasil e critica Obama, que quer lei nos EUA que proíba acesso a armas pesadas. A Folha e a grande mídia venal brasileira, por darem abrigo a este tipo de gente e programas policiais em que o sangue chega a pingar da televisão em determinados horários, não só mostra sua conivência, mas seu apoio a este tipo de gente. Vai artigo do    NO TIJOLAÇO

 kimfuzil

 

Cometi um erro aqui, domingo, ao dizer que, em razão do brutal massacre da discoteca em Orlando, durante algum tempo os energúmenos que defendem a venda indiscriminada de armas, inclusive as automáticas com que aquele infeliz matou tanta gente, ficariam quietos por um tempo.

Não, parece não haver mais limites para a estupidez dos grupos suspeitos que se articulam, sob a proteção da mídia, para destruir a convivência civilizada no Brasil.

Kim Kataguiri, a quem a Folha de S. Paulo empresta as páginas para que diga barbaridades, afirma hoje que  o episódio está sendo usado  para fazer proselitismo contra o porte de armas, veja, por ninguém menos que o “bolivariano” Barack Obama.

“O discurso do presidente americano faz parecer que quem é contra sua proposta de proibir armas é um monstro que defende que as pessoas tenham o direito de matar umas às outras em “escolas, cinemas e clubes noturnos”. Afinal, “não fazer nada” é “uma decisão”, e, para Obama, essa decisão é o mesmo que defender assassinos.”

Será que o raciocínio doentio de Kataguiri, se todos os 300 presentes à boite estivessem também portando um AR-15 o desastre teria sido menor?

Mais esperto que todo o FBI, que ainda investiga o caso, “Quinzinho” já tem certeza de que foi o Exército Islâmico o responsável pelo massacre, embora os agentes federais americanos duvidem disso e que, agora, tenha sido revelado que o próprio assassino frequentava a boate.

Critica Obama por dizer que  “o massacre nos lembra como é fácil pôr as mãos numa arma que permite a eles atirar em pessoas em escolas, cinemas e clubes noturnos. (…) E nós temos de decidir se esse é o tipo de país em que queremos estar.” Sim esta é a pergunta, porque num país onde 9 milhões de rifles semi-automáticos estão de posse dos cidadãos basta que que um transtornado – pelo radicalismo islâmico ou não, pela homofobia ou não, por um distúrbio psicótico entre numa loja e saia com um fuzil não pode deixar de acontecer, como acontece lá, um massacre atrás do outro.

Kataguiri não é apenas primário na sua argumentação, como ao dizer que a esquerda apóia o Estado Islâmico.

É covarde, ao não explicar porque, tal como Bolsonaro, defende a liberação de armamento pesado ao público e se presta, até, à cena ridícula de posar com uma versão “fake” de um fuzil.

Mas a um pequeno monstro como este nossa mídia ainda promove.

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