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COM LULA, PETROLEIROS CULPAM LAVA JATO PELA DESTRUIÇÃO DE EMPREGOS

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A Federação Única dos Petroleiros liderou nesta quinta-feira, 25/08, um ato em frente ao estaleiro Mauá, em Niterói, em defesa da Petrobrás, da indústria naval e pela geração de empregos; “Não dá para aceitar que os caras que roubaram cumpram prisão domiciliar em suas mansões, como o Nestor Cerveró e o Sérgio Machado, por terem feito delação premiada, e o trabalhador pague o pato com a sua demissão”, critica o coordenador da FUP José Maria Rangel; Lula participa do encontro

Da FUP A Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizam nesta quinta-feira, 25/08, um ato em frente ao estaleiro Mauá, em Niterói, em defesa da Petrobrás, da indústria naval e pela geração de empregos. O ato contará com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será transmitido ao vivo pelo facebook, através das fanpages da FUP e da CUT: @fupetroleiros, @CUTRJ e @cutbrasil

O coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, defende a apuração rigorosa de todos os casos de corrupção que envolvam a Petrobrás, mas alerta que os trabalhadores não podem ser prejudicados pela operação Lava-Jato.

“Esse ato é para sensibilizar a sociedade sobre os efeitos nefastos que a Lava-Jato tem causado na indústria nacional, como o desmonte da construção naval e a paralisação dos setores de óleo e gás, impactando toda a cadeia produtiva. Uma coisa é investigar, e para a investigação ser correta é preciso que não tenha preferência partidária, que se investigue corruptos de todas as siglas. Outra coisa é paralisar um setor que já respondeu por 13% do PIB”, declara o petroleiro, destacando que o ideal seria que as delações premiadas fossem substituídas por acordos de leniência, aquele em que o empresário fecha a colaboração com a investigação, é punido, mas a empresa pode continuar a operar.

“Não dá para aceitar que os caras que roubaram cumpram prisão domiciliar em suas mansões, como o Nestor Cerveró e o Sérgio Machado (ex-diretores da Petrobrás), por terem feito delação premiada, e o trabalhador pague o pato com a sua demissão”, critica o coordenador da FUP.

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Paulo Cayres, destaca que Lava-Jato impede, inclusive, a conclusão de obras prestes a serem finalizadas e que seriam fundamentais para o destravamento da economia. “Queremos corrupto na cadeia, mas, do ponto de vista econômico, o que a Lava-Jato faz é um tiro no pé. Estávamos com a contratação definida para conclusão de obras como o porto de Suape e não pudemos renovar por determinação da operação. Por isso, precisamos alertar a sociedade e o trabalhador para que se mobilize e pressione quem não tem responsabilidade com o país”, aponta.

Veja a convocatória para o ato:

A crise política e econômica que paralisa o país desde o início da operação Lava-Jato já desempregou 1,5 milhão de brasileiros. Enquanto isso, os criminosos corruptos usufruem dos benefícios das delações premiadas, descansando em suas mansões.

É preciso investigar e punir sem discriminação todos os empresários e políticos que praticam os crimes de corrupção que sangram há décadas o nosso país. Mas é inaceitável que essa conta seja imposta também a classe trabalhadora.

Os impactos da Lava-Jato fizeram encolher em 3,8% a economia nacional. As indústrias naval e petrolífera são as mais afetadas. Só o setor de óleo e gás teve uma redução de 27% nos investimentos nos últimos dois anos. Sem os investimentos da Petrobrás, que é a principal locomotiva da indústria nacional, a economia do país encolheu 3,8%.

O setor metalúrgico foi o que mais sofreu o impacto desse desmonte. Entre janeiro de 2015 e abril de 2016, foram fechados mais de 335 mil postos de trabalho.

A indústria naval demitiu 21 mil trabalhadores e passa hoje pela maior crise desde a retomada do setor, em 2003, quando, por decisão do presidente Lula, a Petrobrás passou a encomendar seus navios e plataformas no Brasil.

A região de Niterói e Itaboraí, principal polo da indústria naval, que chegou a ter 10 estaleiros, hoje só conta com a metade, em funcionamento precário. O resultado são 12,7 mil trabalhadores desempregados.

É preciso reagir à crise causada pela Lava-Jato e interromper o desmonte da indústria nacional. Que os corruptos paguem pelos seus crimes, sem prejudicar a classe trabalhadora.

Todos juntos, no ato do dia 25, com Lula, em defesa da Petrobrás, da indústria naval e pela geração de empregos!

Federação Única do Petroleiros – FUP
Confederação Nacional dos Metalúrgicos – CNM
Central Única dos Trabalhadores – CUT

2 pensamentos sobre “COM LULA, PETROLEIROS CULPAM LAVA JATO PELA DESTRUIÇÃO DE EMPREGOS

  1. É verdade que baixas da Petrobrás são grandes perdas para as famílias e o desenvolvimento do Brasil. Não é certo os trabalhadores estarem sofrendo as consequências mas a justiça tem que ser feita. Os delatores que contribuíram com o esclarecimento desse esquema não ganham nada com a delação, só não recebem a pena máxima pelo o que aconteceu. Falando como tudo aconteceu eles estão contribuindo para que as coisas sejam resolvidas rapidamente e assim os trabalhadores poderão ter suas vidas normalizadas.

    • Os delatores são corruptos que levaram muita grana e ficam com boa parte dela, tendo que devolver apenas de 10 a 20% do que roubaram. Não ´só redução de pena. E o objetivo final não é a corrupção em si, mas a destruição ou desvalorização de empresas que eam rferência mundial em tecnologias. E não estamos falando apenas da Petrobras, mas também de várias empresas privadas que vão quebrar. As empresas não são corruptas. São as pessoas, mas a justiça e a mídia condenam as empresas. E não recuperaremos mais os milhões de empregos perdidos não. Boa parte das obras em outros países, já esta sxndo assumida por empresas de ouros países e o mesmo ocorrerá aqui no Brasil. Sobrarão aos brasileiros os empregos de baixa qualificação. É isto.

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