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E AGORA, JANOT: VAI OU NÃO DENUNCIAR ELISEU PADILHA?

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Um grupo de 13 parlamentares protocolou nesta tarde, na procuradoria-geral da República, um pedido para que o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, seja investigado por obstruir a Justiça; o motivo é a denúncia feita, neste fim de semana, por Fábio Medina Osório, ex-advogado-geral da União, que o acusa de tentar conter investigações da Lava Jato; pedido de investigação também atinge a advogada Grace Mendonça, que substituiu Osório na AGU; “Por muito menos, o procurador Rodrigo Janot denunciou o ex-presidente Lula por obstruir a Justiça”, disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS); ele afirma que Janot não pode usar a PGR de forma seletiva

Brasília 247 Um grupo de 13 parlamentares, dos partidos Rede, PT, PMDB e PC do B, protocolou nesta tarde, na procuradoria-geral da República, um pedido para que o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, seja investigado por obstruir a Justiça.

O motivo é a acusação feita, neste fim de semana, por Fábio Medina Osório, ex-advogado-geral da União, que o acusa de tentar obstruir a Lava Jato. Em entrevista a Veja, Osório acusa Padilha e o governo Temer de tentar “abafar” investigações sobre o caso (leia mais aqui).

O pedido de investigação também atinge a advogada Grace Mendonça, que substituiu Osório na AGU. “Por muito menos, o procurador Rodrigo Janot denunciou o ex-presidente Lula por obstruir a Justiça”, lembra o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). “O uso espúrio e distorcido do poder político deve ser objeto de averiguação pelo Ministério Público com relação a todos os agentes do Estado, de forma não seletiva”, diz trecho da peça.

No caso de Lula, a acusação partiu do ex-senador Delcídio Amaral, que, em delação premiada, disse ter sido procurado para tentar evitar a delação de Nestor Cerveró.

O caso de Padilha, conforme o relato de Osório, seria, de fato, mais grave. O chefe da Casa Civil teria procurado o então ministro da AGU e terminado que não se envolvesse em nenhuma ação de reparação de prejuízos causados pelas empresas ou agentes públicos envolvidos na operação, porque isso traria prejuízos para o governo Michel Temer.

Leia, abaixo, material distribuído pela senador Fátima Bezerra (PT-RN):

Senadores protocolam representação contra Eliseu Padilha e nova AGU

Parlamentares do PT, Rede e PCdoB protocolaram, nesta terça-feira (13), na Procuradoria-Geral da República (PGR), uma representação contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e a advogada-geral da União, Grace Mendonça.

O grupo pede que o Ministério Público apure as declarações do ex-advogado-geral da União Fábio Medina Osório, exonerado na última sexta-feira (9), à revista “Veja”, de que teria sido demitido porque o governo estaria querendo abafar a operação Lava Jato.

Na entrevista, Medina disse que pretendia mover ações de ressarcimento de dinheiro desviado por políticos, alguns da base do governo, e que Padilha o teria orientado a ficar fora da Lava Jato. Ele também afirmou que a hoje advogada-geral da União teria contribuído para atrasar seu acesso aos inquéritos da Lava Jato, enviados pelo Supremo Tribunal Federal, com a desculpa de que o órgão não teria um HD para copiar os documentos.

Segundo a senadora Fátima Bezerra, a iniciativa de abafar a operação Lava Jato já derrubou dois ministros do governo. O primeiro foi o senador Romero Jucá, ex-ministro do Planejamento, que foi flagrado em uma gravação com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado dizendo que tinham que tirar a presidenta Dilma do governo para barrar a Lava Jato. “Agora, temos essa gravíssima denúncia do ex-advogado-geral da União. Esperamos que o Ministério Público realize essa investigação com toda rigorosidade e seriedade. A conduta do ministro Eliseu Padilha é inaceitável. É uma atitude condenável”, disse.

Além de Fátima Bezerra, assinaram a representação os senadores Humberto Costa (PT-PE), Gleisi Hoffman (PT-PR), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Ângela Portela (PT-RR), Paulo Rocha (PT-PA), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Regina Sousa (PT-PI), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), Paulo Paim (PT-RS), Roberto Requião (PMDB-PR) e pelo líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA).

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