Brasil/Fascismo

Como os fascistas chegam ao poder, ou como atuam os “camisas negras” da “República de Curitiba”

“1-Um pequeno núcleo DETERMINADO imbuído da ideia salvacionista e messiânica produz ações impactantes e surpreendentes para mostrar força perante a opinião pública.

2.Esse pequeno núcleo não descansa, opera por “ondas” contínuas, sem intervalo e sem descanso, mostrando garras moralizadoras, para não dar tempo às forças contrárias de esboçar reação. Essas ondas vão em um crescendo de ousadia e audácia, deixando os opositores e os neutros surpreendidos a cada dia.
 
3.A audácia e a ousadia só são possíveis pela existência de um fator central: O Fascismo opera CONTRA um regime desgastado, desorganizado, incapaz de reagir, após crises politicas sucessivas ”  

E não é que é bem parecido com o que sucede no Brasil? Mas neste caso, é uma descrição sintética de como Mussolini e os fascistas chegaram ao poder na Itália). 

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Ao atacar petistas e o PT, Moro e sua turma do MP e da PF encastelados na “República de Curitiba, atacam o próprio Estado de Direito. A partir das ações de Moro de prender e manter preso sem provas concretas, até que a pessoa confesse e entregue outros através delações então regiamente premiadas, já virou regra. E embora possa a primeira vista ser bom, autoriza no entanto qualquer juiz a fazer a mesma coisa com qualquer um. E isto não faz parte nem da Constituição, nem do Estado de Direito dos cidadãos na democracia. Com a escandalosa anuência do STF, Moro continua agindo contra um grupo político,  o do PT, uma outra demonstração de que o Estado de Direito já esta suspenso, embora ainda não anunciado formalmente. Prender Guido Mantega em um Hospital, onde acompanhava cirurgia da Esposa, é só mais uma demonstração de que a “república de Curitiba” tudo pode, por que esta imbuída desta força messiânica que “limpará o país de todo mal”. Mal estes, que para os fascistas, que são as políticas sociais que trouxeram milhões de pessoas da pobreza para a classe média. Aliás,  o messianismo está até expresso pelo procurador Dalagnol que já atribuiu até a deus a constituição da “Lava Jato”. Esta insanidade só é possível por que a Justiça deixou de fazer justiça e passou a atuar como coadjuvante e depois como atriz principal da grande mídia, serviçal de interesses internacionais inescrupulosos e ansiosos por tomarem as riquezas nacionais. A democracia no Brasil começou a ser sacrificada em 2005, com o advento da teoria do “domínio do fato”. Estamos numa ditadura. É a Ditadura do Judiciário. As regras escritas já não valem. O que vale é a “convicção” deste ou daquele Procurador do MP ou então de algum juiz de qualquer lugar. Há uma clara associação entre os justiceiros moralistas de Curitiba e os corruptos de sempre, que tomaram de assalto o governo federal. É impressionante a similaridade do grupo da “república de Curitiba” com o nascimento do fascismo na Itália. Me valho da sintética descrição de André Araújo, em Artigo no Jornal GGN “Como os Fascistas chegam ao poder“:

1-Um pequeno núcleo DETERMINADO imbuído da ideia salvacionista e messiânica produz ações impactantes e surpreendentes para mostrar força perante a opinião pública.

2.Esse pequeno núcleo não descansa, opera por “ondas” contínuas, sem intervalo e sem descanso, mostrando garras moralizadoras, para não dar tempo às forças contrárias de esboçar reação. Essas ondas vão em um crescendo de ousadia e audácia, deixando os opositores e os neutros surpreendidos a cada dia.
 
3.A audácia e a ousadia só são possíveis pela existência de um fator central: O Fascismo opera CONTRA um regime desgastado, desorganizado, incapaz de reagir, após crises politicas sucessivas. Esse quadro de ESGOTAMENTO do regime cujo poder se assalta ocorreu na Itália com o País

Pra quem quiser conferir, vai o artigo na Íntegra:

Como os fascistas chegam ao poder

Ao contrário do que muitos pensam, o Fascismo não chega ao poder pela força das armas. O fascismo é uma ideologia salvacionista diante de um estado inerte.


Renzo de Felice, professor de História da Universidade de Roma, falecido em 1997, é por unanimidade considerado o maior historiador do Fascismo italiano. Sua monumental biografia de Benito Mussolini, em 4 volumes e 6.000 páginas se alinha com mais 8 livros, do qual o mais importante é La Interpretazione del Fascismo. Para De Felice , o Fascismo é uma IDEOLOGIA REVOLUCIONÁRIA E MODERNIZADORA DA CLASSE MÉDIA COM ORIGEM NO ILUMINISMO. De Felice era comunista histórico, rompeu com o PCI e entrou para o Partido Socialista.

Minha interpretação (não é a de De Felice) é alinhavada em certos princípios.

Ao contrário do que muitos pensam, o Fascismo não chega ao poder pela força das armas. O roteiro do Fascismo:

1-Um pequeno núcleo DETERMINADO imbuído da ideia salvacionista e messiânica produz ações impactantes e surpreendentes para mostrar força perante a opinião pública.

2.Esse pequeno núcleo não descansa, opera por “ondas” contínuas, sem intervalo e sem descanso, mostrando garras moralizadoras, para não dar tempo às forças contrárias de esboçar reação. Essas ondas vão em um crescendo de ousadia e audácia, deixando os opositores e os neutros surpreendidos a cada dia.

3.A audácia e a ousadia só são possíveis pela existência de um fator central: O Fascismo opera CONTRA um regime desgastado, desorganizado, incapaz de reagir, após crises politicas sucessivas. Esse quadro de ESGOTAMENTO do regime cujo poder se assalta ocorreu na Itália com o País arruinado pela Guerra Mundial; na Áustria (com Dolfuss) com um regime desnorteado pela perda do Império; na Romênia (com o Marechal Antonescu) com um Rei repelido pelo Pais; na Hungria (com o Almirante Horthy) pela perda de referência nacional com o desmoronamento do Império Austro-Húngaro. Em um único País o Fascismo chegou pelas armas e pelo golpe militar: na Espanha de Franco.

Em Portugal o Fascismo ascendeu sem luta, pela ruína financeira do Estado que tornou possível convocar um modesto professor de economia para assumir o poder por 40 anos, criando seu próprio fascismo, a União Nacional.

Nos demais o grande elemento que favoreceu a ascensão do Fascismo foi a COVARDIA de todas as estruturas do Estado. COVARDIA do Rei, do Parlamento, da cúpula do Judiciário, dos empresários. Todos ficaram apalermados e inertes com a OUSADIA do pequeno grupo determinado, messiânico e salvacionista, que se considerava o único grupo capaz de salvar o Pais imbuídos de uma MISSÃO em que eles acreditam ou fingem acreditar.

O Fascismo não precisou de força armada para tomar o Poder nesses países. Bastou a AUDÁCIA. Mussolini liderou a Marcha sobre Roma com um punhado de arruaceiros. Meio batalhão do Exército liquidaria com o grupo em meia hora.

Mas quem daria a ordem de comando? Ninguém, pois todos se acovardaram. Os Fascistas são ousados e jogam com a sorte, como Hitler sabia que os aliados estavam acovardados de 36 a 39 e não reagiriam às suas investidas na Renânia, na Áustria, na Tchecoslováquia, só falhou na Polônia porque abusou da sorte, falhou porque não acreditava, até o último instante, que a Inglaterra reagiria e, com a invasão da Polônia, se iniciasse uma nova guerra mundial.

Na Alemanha, onde um desdobramento do Fascismo, mais agressivo e violento, chegou ao poder em eleições diretas, a audácia veio depois, com Hitler em pouco tempo rompendo a Constituição de Weimar para se tornar ditador.

O Fascismo é um movimento no início moralizador e de classe média. A corrupção inevitável vem depois. No começo veio para purificar as instituições, prender os corruptos, modernizar o País. Depois se torna ditadura e cria sua própria corrupção, afastando a corrupção do antigo regime.

De Felice é um Historiador visionário porque decifra o Fascismo em dois ângulos: como História de uma época e como Ideologia Salvacionista. Nesta segunda visão, se aplica a qualquer tempo, pois o Fascismo é uma ideologia atemporal.

Um pensamento sobre “Como os fascistas chegam ao poder, ou como atuam os “camisas negras” da “República de Curitiba”

  1. Pingback: Patrus sobre prisão de Guido Mantega: “Assim se expõe o fascismo” | Luíz Müller Blog

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