Eleições 2016/política

A derrota acachapante…da política

Foram 382, 5 mil votos nulos, brancos e abstenções em Porto Alegre. Mais de 35% dos votos e muito mais do que o 1º colocado das eleições (Marchezan (PSDB) fez 213 mil ). E não foi diferente no restante do Brasil. Em São Paulo por exemplo, Nulos, Brancos e Abstenções somaram 3.096.304, ou quase 40% do total de eleitores.

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Quanto a “Derrota acachapante” era este o termo usado por âncoras da Globo de diferentes lugares do Brasil, ontem, ao se referirem ao PT. No entanto, ao verificar os números, vemos outra coisa. O povo mais consciente esta de saco cheio da velha política. E  é exatamente por esta velha política que o PT se enveredou nos últimos anos. Por isto o PT também foi derrotado. E como o PT era o único que ainda sinalizava para as pessoas uma nova política e nas gestões sempre encontrava novas formas de participação popular, de criação de programas e serviços públicos afinados com as reais necessidades da população, a tal ponto de vários autores e pesquisadores lhe auferirem um titulo de “Modo Petista de Governar”. Este “Modo Petista” significava redução dos índices de violência nas, cidades, incentivos a cultura, investimentos na Educação, saúde e outras áreas, e principalmente a intersetorialidade entre as várias políticas, para melhorar a vida dos cidadãos. Esta intersetorialidade foi aprofundada com a criação do Cadastro Único da Políticas Sociais, a época de Lula, e através deste, sob a coordenação da Assistência Social e do SUAS – Sistema Único de Assistência Social, a focalização de cada política pública ou programa de acordo com a necessidade de cada indivíduo das famílias cadastradas.Com o contante ataque midiático ao PT, foi possível a classe dominante usurpar o governo responsável por estas políticas. Para a classe dominante, se trata de liquidar o que foi construído até aqui e que possa se constituir em autonomia para os cidadãos. As eleições municipais foram mais um passo na liquidação destas políticas, na medida em que a maioria dos eleitos defende justamente o contrário, qual seja, políticas assistencialistas e clientelistas. O PT por sua vez, também se enveredou por políticas tradicionais, deixando de sinalizar novidades e acuado pelos ataques midiáticos, que procuram destruir não só as lideranças, mas o próprio partido. A boa política foi derrotada, e por isto o PT, que para o povo representava esta boa política, sofreu um revés eleitoral. Ma revezes eleitorais fazem parte da democracia. O PT ainda tem tempo de resgatar a sua tradição de boa politica de gestão pública nos mais de 300 municípios que governará a partir de 2017. Mas principalmente, o PT precisa se reconciliar com a sociedade hoje descrente da política e que vota nulo, em branco ou que sequer se dá ao trabalho de ir votar. Aliás, em Porto Alegre haverá um segundo turno com um representante da Direita (Marchezan) e outro de Centro (Melo), que apesar da montanha de partidos que apoiarão cada qual, amargarão um índice maior ainda de votos nulos, brancos e abstenções. O povo esta falando através da sua atitude eleitoral. Falta quem o ouça.

PS: E para quem acha que classes sociais não existem, clique no link a seguir e veja o que esta acontecendo com a “política” brasileira:

23 milionários se elegem prefeitos de grandes cidades no 1º turno (Tem que desenhar?)

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