Fascismo/política/Porto Alegre

Juliana Brizola é agredida em ato político . O fascismo avança !

Juliana Brizola foi agredida. Mas a democracia no Brasil foi agredida muito antes, com o Golpe parlamentar avalizado pelo judiciário e fomentado pela grande mídia. A Constituição está suspensa para aqueles que não concordam com o discurso único (e mentiroso) veiculado diuturnamente pela mídia, de que o PT é o culpado e Lula precisa ser preso. E a Dilma foi cassada sem nada haver contra ela o que foi reconhecido até por quem a cassou, ou apoiou, a suspensão do Estado de Direito, com a qual um Juiz de 1ª instância para o Brasil, quebra grandes empresas, gera o caos e o desemprego e acusa, prende e condena por sua convicção e não por provas concretas. Não ´tem nada a ver com a agressão a Juliana? Tem sim. E tem a ver com a morte do Plínio. E tem a ver com  o aumento do sentimento de insegurança, medo, ódio e violência que campeia do Oiapoque ao Chuí. Deram um golpe na democracia e desorganizaram as estruturas do Estado Brasileiro. E vem fazendo isto a muitos anos. Mas aceleraram depois da vitória de Dilma em 2014. A grande mídia, ao difundir o sentimento de insegurança, medo, ódio, violência e propagar a criminalização da política, abriu as portas ao fascismo, as gangues e a facções criminosas que operam a margem do Estado, mas guerreiam para se apropriar dele, quando ele deixa de cumprir sua função. O esdrúxulo disto é ver Deputados que apoiaram  o golpe, agora tentarem se fazer passar por defensores do “Estado de Direito”. Vários se solidarizaram com Juliana, fazendo declarações de defesa  do Estado de Direito. Deviam começar pedindo desculpas pelo golpe que deram no país ou apoiaram. Por que é ali que a ascensão fascista, antes escondida atrás de camisetas amarelas da CBF, abre caminho para  a legalização de entidades que o defendem ou praticam. Nunca é demais dizer que em outros países, inclusive onde o fascismo e o nazismo foram gerados, as organizações que os defendem não podem ser legalizadas e são vistas como criminosas. Mas vamos a matéria do Jornal do Comércio, que dá conteúdo a manchete acima e que publico na íntega, a seguir:

Deputados acompanharam a candidata a vice-prefeita durante prestação de queixa na tarde de ontem

Deputados acompanharam a candidata a vice-prefeita durante prestação de queixa na tarde de ontem
Carolina Hickmann
No início da sessão de ontem na Assembleia Legislativa, a deputada Juliana Brizola (PDT) utilizou o seu tempo na tribuna para denunciar uma agressão sofrida por ela durante um ato político de sua coligação na Esquina Democrática, no Centro de Porto Alegre. A candidata a vice-prefeita de Sebastião Melo (PMDB) foi hostilizada e agarrada pelo braço por um homem em meio ao público presente no local.
Para relatar o caso, a parlamentar dirigiu-se à 17ª Delegacia de Polícia, onde registrou ocorrência na qual relata estar sendo perseguida nas ruas e sofrer calúnias nas redes sociais. “Vim relatar um fato, estou me sentindo ameaçada”, desabafou. A sessão de ontem da Assembleia foi suspensa em solidariedade a Juliana.
A pedetista lembrou ser mulher e mãe, responsável pelos seus dois filhos pequenos. “Acredito que demorei para fazer esse registro. Depois do falecimento do Plínio (Zalewski, coordenador na campanha do PMDB), vimos que as coisas podem não ter mais retorno”, comentou a deputada enquanto estava na delegacia.
De acordo com a parlamentar, os responsáveis pela agressão fazem parte do Movimento Brasil Livre (MBL), que, há um tempo, fez um vídeo acusatório a Melo e Zalewski em um canal do Youtube. Este também é o motivo de Juliana ligar a ação ao grupo. “Pelo modus operandi, os reconheço”, afirma a deputada.
Juliana narrou o acontecido. Após sua fala na Esquina Democrática, ela foi abordada por um sujeito “grande e intimidador” com um ponto eletrônico no ouvido, e a filmando com um telefone celular. “A Juju vai nos contar o motivo de ter votado em Dilma”, teria dito o homem, que foi fotografado por sua assessoria. “Sabe qual o meu crime para o MBL?”, perguntou a deputada, na tribuna da Assembleia. “Foi ter votado na presidenta Dilma.”
Durante a sessão, todos os parlamentares que também subiram à tribuna se pronunciaram em solidariedade a Juliana, inclusive de siglas que fazem parte da coligação de Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Frederico Antunes (PP) disse que agressões como as sofridas pela parlamentar não se restringem às eleições. “O extremismo jamais gera bons frutos, seja praticado por quem se diz de esquerda ou de direita”, reagiu. Miki Breier (PSB) propôs que a saída pacífica deve ser política e se dar no Parlamento. “Fora da política, resta a barbárie. Não podemos concordar com isso.”
A neta de Brizola mostra-se apreensiva. “Se acontecer algo comigo ou com minha família, tenho certeza que foi este movimento”, alerta.
Pedro Ruas (PSOL) solicitou o adiamento da sessão para que os deputados pudessem acompanhar Juliana à Delegacia de Polícia. O pedido não foi acatado, por isso, o quórum foi retirado, e a ordem do dia não teve início.
Por solicitação dos parlamentares, a presidente da Assembleia, Silvana Covatti (PP) colocou à disposição a Procuradoria da Casa, que a acompanhou no registro da ocorrência. A coligação Porto Alegre pra Frente, de Nelson Marchezan, emitiu nota repudiando a agressão e prestando solidariedade a Juliana.

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