Petróleo/Petrobrás

Governo e Petrobras se preparam para entregar novos lotes do Pré-Sal a estrangeiros

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, não perde tempo e já prepara uma nova entrega de lotes do pré-sal a estrangeiros; ele agora negocia a venda de uma das áreas mais cobiçadas do pré-sal, próxima aos megacampos de Lula e Sapinhoá, para o grupo francês Total; transação deve incluir também duas usinas térmicas e o aluguel de um terminal de gaseificação na Bahia; em seu “feirão”, Parente já se desfez de empresas na Argentina e no Chile, ativos de distribuição e transporte de gás, a distribuidora Liquigás e o campo de Carcará; também estão à venda a participação da Petrobras na petroquímica Braskem –onde é sócia da Odebrecht–, em refinarias de petróleo e em unidades de produção de etanol, entre outros empreendimentos

Brasil 247 O presidente da Petrobras, Pedro Parente, não perde tempo e já prepara uma nova entrega de lotes do pré-sal a estrangeiros. Agora, ele negocia a venda de uma das áreas mais cobiçadas do pré-sal, próxima aos megacampos de Lula e Sapinhoá, para o grupo francês Total. Transação deve incluir também duas usinas térmicas e o aluguel de um terminal de gaseificação na Bahia. Em seu “feirão”, Parente já se desfez de empresas na Argentina e no Chile, ativos de distribuição e transporte de gás, a distribuidora Liquigás e o campo de Carcará. Também estão à venda a participação da Petrobras na petroquímica Braskem –onde é sócia da Odebrecht–, em refinarias de petróleo e em unidades de produção de etanol, entre outros empreendimentos.

As informações são da Folha de S.Paulo.

“O objetivo é concluir a operação ainda neste ano, colaborando para a Petrobras obter US$ 15,1 bilhões com a venda de ativos até dezembro. Esses recursos serão utilizados para reduzir o nível de endividamento da estatal.

Os campos em negociação com a Total ficam nos blocos BMS-9 e BMS-11 na Bacia de Santos –região considerada a jóia da coroa do pré-sal por incluir os dois maiores campos em produção no país.

Lula e Sapinhoá não vão entrar no negócio, mas a infraestrutura montada nesses campos para escoamento de gás natural pode ser compartilhada, reduzindo os custos de novos investimentos.

Além disso, a operação na área permite usar em conjunto recursos como logística de transporte de suprimentos e pessoal para as plataformas.

Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo), Lula é o campo com maior produção do país, com 639,7 milhões de barris por dia, seguido por Sapinhoá, com 264 milhões de barris por dia.

Podem entrar no pacote dos franceses os campos de Iara, Berbigão, Sururu e Oeste de Atapu (situados no bloco BMS-11, onde está Lula) e também o campo Lapa (no BMS-9, vizinho a Sapinhoá).

A expectativa é que haja disputa entre a Total e a Shell pelos campos que estão no bloco BMS-11. A Shell e a portuguesa Galp já são sócias da Petrobras nesse bloco, com 25% e 10% de participação, respectivamente. Como sócias, tem direito de preferência e poderiam cobrir a proposta feita pela Total.”

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