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Epidemia de violência: para ZH, o RS não tem governador nem secretário de segurança

Da UGEIRM-Sindicato

capa_zhA edição desta segunda-feira (9) do Jornal Zero Hora, traz mais uma matéria especial sobre a violência no RS. O título “A capital onde a morte virou rotina”, fala de Porto Alegre e o aumento da violência nos últimos seis anos. São 778 mortes, somente em 2016, número 27,7% superior ao ano de 2015. Se comparado com o ano de 2011, corte temporal escolhido pelo jornal, o aumento chega a 88,4%. Muitos outros números são levantados na detalhada matéria do jornal do grupo RBS.

A reportagem faz um esforço para tentar explicar a explosão desses números. O principal foco são as chamadas facções criminosas que estão transformando a cidade em um verdadeiro campo de guerra. No texto, é feita uma descrição detalhada da forma de atuação dessas facções, ressaltando-se que elas não encontram obstáculos para sua atuação. A ação governamental também é citada na matéria. Um trecho diz que os policiais estão em compasso de espera por possíveis investimentos para o combate a homicídios. Em outro trecho, é citada a atuação da Força Nacional de Segurança que chegou à Capital para auxiliar no policiamento ostensivo. Além, dos 25 agentes e um delegado que vieram de outros estados para auxiliar na investigação de homicídios. Todas essas ações são da esfera federal.

Quem governa o Rio Grande do Sul?

Em duas páginas inteiras, o jornal Zero Hora consegue a proeza de falar sobre a violência em Porto Alegre e não citar, uma única vez, o nome do governador do estado. Nem mesmo a palavra governador existe no texto. Secretário de Segurança? Não, esse cargo se encontra vago no nosso estado. Seria o mesmo que falar sobre a seleção brasileira e não citar, uma única vez, o nome do técnico Tite. Em um texto publicado no início do ano passado, sobre outra matéria do jornal Zero Hora sobre a violência, a UGEIRM dizia: “Se uma criança ler a matéria, vai acabar o encarte sem saber o nome do nosso governador. Pois, o nome José Ivo Sartori não é citado uma única vez. Seu partido então, o PMDB, passa longe dos textos”. Pois é, essa criança, um ano depois, continuaria sem saber o nome do governador do estado.

Gráfico mostra evolução das mortes violentas.

Se escondendo atrás dos números

A reportagem, publicada nesta segunda-feira, traz um grande gráfico mostrando a evolução das mortes violentas em Porto Alegre. Através desse gráfico, ficamos sabendo que o ano de 2016 foi o mais violento desde 2011. Porém, o mais importante para o jornal: a violência vem crescendo desde então.

Mas, para o jornal Zero Hora, a ação dos governos não influencia em nada os índices de violência. Ou melhor, não existem governos, pois em nenhum momento esse dado da realidade é citado na matéria. Se não existem governos, a violência é responsabilidade da própria sociedade, que estaria se tornando cada vez mais violenta e os bandidos cada vez mais ousados. Só isso para explicar o fato do jornal não fazer uma análise dos números a partir dos mandatos dos governadores.

Por curiosidade, fizemos um cálculo simples: qual a média de mortes violentas de 2011 a 2014, período do último governo do estado? E qual a média de mortes violentas em 2015 e 2016, os dois anos do governo Sartori/PMDB? Os números são assustadores: último governo (2011 a 2014) = média de 466 mortes por ano; governo Sartori/PMDB (2015 e 2016) = média de 933 mortes por ano. Ou seja, o número de mortes violentas teve um crescimento de 100% no governo Sartori/PMDB! Esses números nunca vão aparecer nas páginas da Zero Hora.

Investimentos em Segurança Pública também não aparecem

Outra ausência sentida na matéria, são os números referentes aos investimentos em segurança pública efetuados pelo governo. Sobre o asssunto, nenhuma linha é gasta pelo jornal. Quanto a isso, existe uma certa coerência da Zero Hora. Se não existe governador, porque vamos perder tempo falando sobre investimentos do governo. Porém, para quem quer se informar melhor, basta ir ao site www.transparencia.rs.gov.br e verificar os números.

Para exemplificar, pegamos apenas uma rubrica da secretaria de segurança, a que se refere aos investimentos em Obras e Instalações. Esse item é o responsável pelos investimentos em manutenção das viaturas, dos coletes, armamentos e prédios, incluindo as penitenciárias, entre outros. No ano de 2016, o governo investiu o valor de R$ 1.842.814,87. Uma queda brutal, em relação ao ano anterior, que havia registrado o valor de R$ 9.407.931,81. Porém, o mais assustador é a comparação com o último ano antes da posse do governo Sartori/PMDB. Em 2014, o investimento em Obras e Instalações foi de R$ 123.858.200,38. É isso mesmo, somando os seus dois primeiros anos de governo, Sartori/PMDB investiu menos de 10% do total investido no último ano do governo anterior.

Essa queda brutal nos investimentos, aconteceu apesar do aumento de impostos promovido pelo governador em seu primeiro ano de mandato. Além disso, é importante lembrar que o governo Sartori/PMDB parou de pagar, em 2016, a dívida do estado com a União e parcelou os salários dos servidores durante todo o ano. Mesmo assim, Sartori/PMDB conseguiu a proeza de reduzir em mais de 90% os investimentos em segurança pública. O preço é inevitável, vidas de cidadãos perdidas estupidamente. Infelizmente, não são números que estão em discussão. São vidas e famílias destruídas, vítimas de uma política homicida de um governo que tem nome e partido: José Ivo Sartori/PMDB.

Uma coisa que o jornalismo governista da zero Hora não enxerga, ou prefere não enxergar, é que a guerra entre facções e a incapacidade da polícia em deter a violência é apenas consequência. A causa desses números está no Palácio Piratini. É a falta de política de segurança pública e a política de terra arrasada que o governo Sartori/PMDB faz no serviço público. Um corte de mais de 90% nos investimentos só pode ter essa consequência: uma explosão da violência no nosso estado.

E o Secretário de Segurança?

Quanto ao Secretário de Segurança, concordamos com a Zero Hora: o cargo está vago.

Um pensamento sobre “Epidemia de violência: para ZH, o RS não tem governador nem secretário de segurança

  1. Pois além disso tudo, essa Zero Hora tem a pretensão de ser o Jornal do Rio Grande do Sul. Pretensão e caldo de galinha não faz mal a ninguém, embora a cara dura de, um jornaleco se fazer passar por Jornal, eles seguem desinformado, fazendo política da pior espécie.

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