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MOVIMENTOS CRIAM FRENTE AMPLA PELAS DIRETAS JÁ

 Frente Ampla

Mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo espectro político, criaram nesta segunda-feira 5, em Brasília, a “Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já”; o movimento, que é suprapartidário, será lançado oficialmente no Congresso em um ato na próxima quarta-feira 7; iniciativa é mais uma demonstração de que a população quer a saída de Michel Temer do poder e escolher o novo presidente da República; pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta segunda-feira 5 apontou que 85% dos brasileiros querem a cassação de Temer e 89% defendem eleições diretas

Do Brasil 247 – Mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo espectro político, criaram nesta segunda-feira 5, em Brasília, a “Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já”. O movimento, que é suprapartidário, será lançado oficialmente no Congresso em um ato na próxima quarta-feira 7.

A iniciativa é mais uma demonstração de que a população quer a saída de Michel Temer do poder e escolher o novo presidente da República. Pesquisa CUT/Vox Populi divulgada nesta segunda-feira 5 apontou que 85% dos brasileiros querem a cassação de Temer e 89% defendem eleições diretas.

Neste domingo 4, um ato pelas diretas reuniu artistas de diversos gêneros musicais e uma multidão de 100 mil pessoas no Largo da Batata, em São Paulo (veja aqui). Confira a nota divulgada sobre o lançamento da Frente:

CRIADA A FRENTE AMPLA NACIONAL EM DEFESA DAS DIRETAS JÁ

Reunindo mais de 55 entidades representativas de diferentes setores da sociedade civil, de um amplo espectro político, conformou-se neste dia 5 de Junho, em Brasília, a “Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já”, cujas resoluções seguem em anexo, juntamente com a nota abaixo.

NOTA

Frente Ampla Nacional pelas Diretas Já

O Brasil atravessa uma grave crise política, econômica, social e institucional. Michel Temer não reúne as condições nem a legitimidade para seguir na presidência da República. A saída desta crise depende fundamentalmente da participação do povo nas ruas e nas urnas. Só a eleição direta, portanto a soberania popular, é capaz de restabelecer legitimidade ao sistema político.

A manutenção de Temer ou sua substituição sem o voto popular significa a continuidade da crise e dos ataques aos direitos, hoje materializados na tentativa de acabar com a aposentadoria, os direitos trabalhistas e as políticas públicas, além de outras medidas que atentam contra a soberania nacional.

As diversas manifestações envolvendo movimentos sociais, artistas, intelectuais, juristas, estudantes e jovens, religiosos, partidos, centrais sindicais, mulheres, população negra e LGBTs demonstram a vontade do povo em definir o rumo do país.

Por isso, conclamamos toda a sociedade brasileira a se mobilizar, tomar as ruas e as praças para gritar bem alto e forte: Fora temer! Diretas já! E Nenhum direito a menos! O que está em jogo não é apenas o fim de um governo ilegítimo, mas sim a construção de um Brasil livre, soberano, justo e democrático.

Assinam:

Frente Brasil Popular – FBP

Frente Povo Sem Medo – FPSM

Centra Única dos Trabalhadores – CUT

Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG

Associação das Mulheres Brasileira – AMB

Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG

Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho – ANAMATRA

Brigadas Populares

Central dos Movimentos Populares – CMP

Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB

Central Pública

Centro de Atendimento Multiprofissional – CAMP

Coletivo Quem Luta Educa/MG

Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB – CBJP

Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio – CNTC

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino – CONTEE

Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos – CNTM

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG

Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB

Conselho Federal de Economia – CONFECON

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC

FASE Nacional

Fora do Eixo / Mídia Ninja

Fórum de Lutas 29 de abril/PR

Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

Frente de Juristas pela Democracia

Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC

Central Intersindical – INTERSINDICAL

Juntos

Koinonia

Levante Popular da Juventude

Marcha Mundial das Mulheres – MMM

Movimento Camponês Popular – MCP

Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST

Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST

Movimento Humanos Direitos – MHUD

Movimento Nacional contra a Corrupção e pela Democracia – MNCCD

Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM

Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista – MAIS

Partido Comunista do Brasil – PC do B

Partido dos Trabalhadores – PT

Partido Socialismo e Liberdade – PSOL

Partido Socialista Brasileiro – PSB

Pastoral Popular Luterana

Rede Ecumênica da Juventude – REJU

Rua Juventude Anticapitalista – RUA

Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

União Brasileira de Mulheres – UBM

União da Juventude Socialista – UJS

União Geral dos Trabalhadores – UGT

União Nacional dos Estudantes – UNE

Um pensamento sobre “MOVIMENTOS CRIAM FRENTE AMPLA PELAS DIRETAS JÁ

  1. PROTESTO HOJE EM BRASÍLIA: TEMER AMEAÇA TOMAR MEDIDAS, CASO SAIA DO CONTROLE.
    O problema é que a situação saiu do controle na manifestação do dia 25/05 por causa da truculência da polícia militar e das forças especiais, que, sob o pretexto de conter os vândalos radicais que foram plantados no local, machucaram muita gente inocente, que manifestava pacificamente. Eu mesma fui vítima de uma bala de borracha e não estou na estatística dos feridos, que foram muito mais de 49 pessoas. Vi feridos por todos os lados. Publico de novo o meu relato sobre o que eu vi e o de uma outra pessoa.
    O QUE EU VI E SENTI LITERALMENTE NA PELE NO PROTESTO OCORRIDO EM BRASÍLIA, NA ÚLTIMA QUARTA-FEIRA
    (Por Lourdes Amorim Rocha)
    Caros compatriotas,
    Só agora pude vir ao Facebook para denunciar o que presenciei e sobre a agressão que sofri em Brasília, no dia 24 de maio. Vários relatos do ocorrido já foram amplamente divulgados nas redes sociais, dentre os quais destaco um trecho da carta endossada por sindicatos, movimentos sociais, artistas e intelectuais (vejam mais abaixo). Apenas quero acrescentar o que vi com os meus próprios olhos e senti literalmente na pele.
    Bem, eu estava acompanhando o trio que abriu a marcha, uma gigantesca marcha multicor, com todos os matizes da nossa sociedade, com todos os segmentos sociais e políticos unidos por uma causa maior. Foi algo lindo de se ver: os brasileiros mais uma vez unidos num único propósito, coisa que há muito tempo não víamos, sem desavenças, sem agressões entre si.
    Acontece que, quando esse trio estava se aproximando do Congresso, eu decidi ultrapassá-lo para fazer algumas fotos e foi aí que vi como foi que a confusão toda começou.
    Vários elementos com os rostos cobertos tentavam saltar a cerca que protegia o Congresso, e o locutor principal do evento, o que estava no trio da frente, alertou várias vezes a polícia para o que estava ocorrendo e pediu que os manifestantes das centrais sindicais não se dispersassem e se mantivessem próximos aos seus respectivos trios. Continuou denunciando o vandalismo à polícia, esclarecendo que os vândalos não pertenciam ao nosso movimento e não nos representava, já que a nossa proposta era fazer um protesto pacífico contra as reformas trabalhista e da previdência, além de pedir eleições diretas já. Isto inclusive ficou registrado no pedido de autorização feito à polícia militar para realizar o evento, e foi devidamente autorizado.
    Vi no YouTube umas senhoras de direita acusando a CUT e o MST de serem os responsáveis pelos atos de vandalismo, mas isto é uma maldosa mentira. Os representantes do MST e da CUT marcharam pacificamente, assim como os representantes de todas as outras centrais sindicais que estavam lá. A propósito, eram centrais de direita também e havia bandeiras de todas as cores, não só as vermelhas, como os direitistas sempre querem fazer crer.
    Continuando, o vandalismo começou a alastrar nos arredores, principalmente nas alas dos ministérios, mas, estranhamente, a polícia militar, ao invés de partir para cima dos baderneiros, começou a atirar bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha, e gás de pimenta na direção dos manifestantes pacíficos.
    Eu estava na frente do trio principal, onde se encontravam pessoas de todas as idades (inclusive muitos idosos e alguns cadeirantes), para ouvirmos o que os deputados da oposição a Temer falavam, e fomos sufocados pela nuvem de gás lacrimogêneo e gás de pimenta que se alastrou por toda a multidão. Mesmo sob o efeito destes gases, eu pude ver a agonia das pessoas, muitos passando mal e vários feridos.
    Então eu resolvi procurar um lugar mais distante para me recompor e fui para a área dos ministérios, onde não tinha fumaça e eu acreditei ser mais seguro. Foi aí que assisti de perto à depredação do primeiro prédio. Por incrível que pareça, nesse momento não tinha nenhum policial nesse local, pois a PM estava muito ocupada atirando bombas nos manifestantes pacíficos. Decidi então procurar outro lugar, pois receei que sobrasse alguma pedra para mim.
    Estava atravessando a rua, quando fui atingida na perna por algo que acreditei ser uma pedra. Cheguei até a xingar um dos vândalos que quebrava uma placa para não fazer aquilo, por não ser a proposta do movimento e que outras pessoas poderiam ser atingidas como eu fui. Ele não se importou e continuou atirando pedras e dando pauladas na placa.
    Olhei para os lados para ver se encontrava algum policial para denunciar a depredação e não vi nenhum. Continuei andando, mesmo machucada, e um rapaz, ao ver o ferimento, disse que aquilo era tiro de bala de borracha. Ele estava com uma bala na mão, que tem o formato de uma rolha de cortiça, e colocou sobre o local atingido, que tinha a circunferência exata do projétil. Isto quer dizer que fui atingida por um policial que não pude ver e que certamente estava distante, mirando alvos errados.
    Ao constatar que a polícia estava querendo acabar com o protesto à força, não contive a minha indignação, decidi que não iria mais recuar e resisti até o fim, assim como a maioria que estava lá. Recuávamos um pouco para nos recompor, mas voltávamos para perto do trio. Inclusive, tinha um outro trio do lado que reproduzia músicas de protesto e no momento mais crítico colocou o hino nacional. Foi emocionante. Levantamos os braços, e cantamos juntos o hino, num sinal de que iríamos resistir. Afinal, como disse um dos deputados que conclamava o povo para a resistência, era melhor “deixar arder” naquele momento, pois, se Temer continuar e as reformas forem aprovadas, o ardor e a dor serão muito maiores.
    Enfim, não quero acusar ninguém, mas acho no mínimo estranha a atitude da polícia, pois os baderneiros estavam muito à vontade, se divertindo como pinto no lixo. Inclusive vi algumas fotos em que alguns estão parados perto da tropa de choque para descansar, para tomar água, como se estivessem sendo protegidos. Se tivessem sido contidos a tempo, será que o caos teria tomado a proporção que tomou?
    Deixo então a pergunta no ar: quem esses maus elementos representam? Quem são esses idiotas, estúpidos e imbecis que prejudicaram tanta gente, atrapalhando um movimento que tinha tudo para ser magnífico? Será que não se dão conta de quantas pessoas ficaram feridas por causa da confusão que eles começaram? Se eles começaram a confusão, porque a polícia não montou um esquema tático para contê-los a tempo, perdendo tempo com os manifestantes pacíficos? O que eles ganham para depredarem o patrimônio público? Será que não sabem que a conta da restauração desse patrimônio virá para toda a sociedade? Será que eles agem por conta própria? Se não, quem está por trás deles? Será que fazem parte de alguma gang ou organização criminosa? E, por último, porque a polícia não os conteve a tempo, quando foi alertada pelos organizadores do evento???
    Por Lourdes Amorim Rocha
    ——————-
    Segue parte do relato contido na carta enviada à ONU, assinada pelos sindicatos e movimentos sociais, e endossada por artistas, intelectuais, etc., que traz mais detalhes sobre o ocorrido. A íntegra da carta está contida na matéria cujo link segue mais abaixo.
    “Cidadãs e cidadãos brasileiros de várias faixas etárias e de todo o território nacional, integrantes de movimentos sociais e sindicatos de todo Brasil se reuniram durante a manhã de 24 de maio em frente ao estádio Mané Garrincha e seguiram em uma marcha pacífica rumo à Esplanada dos Ministérios, centro do poder político do país. Esta manifestação, convocada contra as reformas previdenciária e trabalhista em curso no Congresso Nacional, e que recentemente inseriu dentre suas reivindicações as eleições diretas para a Presidência da República, foi duramente reprimida como há tempos não se via num Estado que se afirma democrático.
    A marcha transcorria pacificamente, com bandeiras multicoloridas, músicas e expressões criativas da cultura brasileira, até que policiais do Governo do Distrito Federal e da Força Nacional, com um aparato gigantesco e jamais visto no período pós-ditadura, impediram a instalação do ato.
    As agressões indiscriminadas aos manifestantes, inclusive contra mulheres, crianças e idosos se deram de diversas formas, desde cassetetes, uso da cavalaria, spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, balas de borracha, helicópteros e até mesmo o emprego de armas de fogo. Atitude criminosa que resultou em 49 feridos notificados em atendimento hospitalar. Ao agirem indiscriminadamente e sem controle, as forças de segurança feriram pessoas que exerciam seu direito de expressão e manifestação, ou trabalhavam na cobertura dos atos, como jornalistas e cinegrafistas.
    Deputadas (os) federais e senadoras (es) que participaram do ato também foram alvo da repressão e tiveram obstruída sua atribuição constitucional, não sendo ouvidos pelo comando das forças repressivas no local para que cessassem a violência.
    Após a lamentável atuação dos agentes do Estado, o presidente Michel Temer editou o Decreto de 24 de maio de 2017, que instituiu a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), autorizando às Forças Armadas atuarem na repressão à liberdade de manifestação em Brasília.
    Além disso, a decisão é arbitrária por não observar pressupostos legais para uso da medida, como a necessária comprovação do esgotamento de todos os instrumentos destinados à preservação da ordem pública, e não informou ao governador do Distrito Federal sua decisão, estabelecendo que durante oito dias, ficaria à cargo do Ministério da Defesa definir a área de atuação das Forças Armadas. http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1890473-governo-tomara-medidas-caso-protesto-saia-do-controle-diz-ministro.shtml?utm_campaign=a_nexo_201766&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

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