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Fazenda de Ricardo Teixeira é Ocupada por Trabalhadores Rurais Sem Terra

Cerca de 200 trabalhadores rurais participam da ocupação

Fania Rodrigues no Brasil de Fato
Trabalhadores rurais reivindicam terras para a reforma agrária - Créditos: Fania Rodrigues
Trabalhadores rurais reivindicam terras para a reforma agrária / Fania Rodrigues

Integrantes do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na manhã desta terça-feira (25), a Fazenda Santa Rosa, do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, localizada no município de Piraí, a 120 km do Rio de Janeiro. Cerca de 200 camponeses participam da ocupação da propriedade de 920 hectares (920 mil m²).

A fazenda está ligada a uma denúncia feita em 2012, que envolve um esquema de corrupção. Segundo notícias da grande imprensa, uma empresa chamada VSV Agropecuária Empreendimentos, que tinha como endereço oficial a Fazenda Santa Rosa, teria sido beneficiada com recursos superfaturados no valor de R$ 9 milhões. O dinheiro foi pago pelo governo do Distrito Federal para a CBF organizar um jogo amistoso entre a seleção brasileira de futebol e a seleção de Portugal, em 2008.

A ocupação faz parte da jornada de luta pela Reforma Agrária realizada pelo MST nesse 25 de julho, data em que se comemora o Dia do Trabalhador Rural. Além das ocupações de fazendas para cobrar sua destinação para a Reforma Agrária, a ação é uma forma de protesto para pressionar o Congresso a autorizar a denúncia contra o presidente golpista Michel Temer que será votada na primeira semana de agosto. No interior do estado de São Paulo, os sem-terra também ocuparam uma fazenda que está registada no nome de João Batista Lima Filho, conhecido como Coronel Lima, que seria o “testa de ferro” do presidente golpista Michel Temer .

Corrupção

Além da denúncia envolvendo a fazenda, a Procuradoria Geral da República recebeu no último dia 21 de julho um pedido de ordem de prisão da Espanha, referente ao ex-presidente da CBF.

O ex-cartola brasileiro foi acusado na Espanha de ser o “principal articulador” de um esquema de desvio de dinheiro de jogos da seleção brasileira. Outras quatro pessoas implicadas no mesmo esquema estão em prisão em Madri, sem direito à fiança. Um deles é Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona.

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