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Ex-premiê de Portugal chama Serra e FHC de golpistas e critica Moro e o STF

Em entrevista à imprensa estrangeira, José Sócrates disse que Temer não tem legitimidade

O ex-primeiro-ministro de Portugal José Sócrates, que esteve no comando do país entre 2005 e 2011, disse nesta quarta-feira (26), durante entrevista coletiva à imprensa estrangeira, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador e ex-ministro José Serra (PSDB) “são golpistas”.

“Os golpistas Fernando Henrique Cardoso e José Serra vieram a uma conferência aqui em Portugal para falar para os professores de direito portugueses e explicar o golpe. Como se nós não estivéssemos a ver o que se estava a passar”, afirmou.

Segundo a Folha de S.Paulo, Sócrates afirmou, ainda, que o juiz Sergio Moro e o Supremo Tribunal Federal (STF) “são cúmplices do golpe” que destitui a ex-presidente Dilma Rousseff da Presidência da República. Ele lembrou do vazamento para a imprensa de uma conversa entre a então presidente e o ex-presidente Lula.

“Os cúmplices do golpe foram também o Moro e o Supremo Tribunal Federal. Moro divulgou uma escuta [entre Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da SIlva] feita ilegalmente pela polícia. E o Supremo se omitiu”, criticou o ex-premiê.

Sócrates disse que direita brasileira tenta convencer o mundo sobre mudança do sistema de governo
Sócrates disse que direita brasileira tenta convencer o mundo sobre mudança do sistema de governo

O líder português também acusou a direita brasileira e grande parte dos deputados e senadores do Congresso Nacional de tentarem uma manobra para mudar o sistema de governo do regime presidencialista para o parlamentarista.

“O Brasil é um país de 200 milhões de habitantes. É muito difícil fazer um golpe de Estado sem que as pessoas se deem conta. O que aconteceu no Brasil foi uma coisa extraordinária. A direita política brasileira quis convencer o mundo de que podia mudar as regras no meio do jogo: de um regime presidencialista para um regime parlamentar”, comentou, acrescentando que Temer no comando do país significa “ilegitimidade”.

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