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Passaporte para o Inferno (I)

rsurgente

“O Zé do Passaporte ficava aberto a noite inteira, e era clássico, naqueles tempos em que a gente vestia paletó e gravata para ir a reuniões dançantes particulares ou aos bailes na Reitoria da Universidade, encerrar lá a madrugada”.

Flávio Aguiar
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades/ (…) E [o Tempo], afora este mudar-se cada dia,/Outra mudança faz de mor espanto:/Que não se muda já como soía”.

Luiz Vaz de Camões

Instado pelo Marco Aurélio e pela Katarina, passo a escrever uma série de crônicas rememorando tempos antigos de Porto Alegre. Não se trata de “sessão nostalgia”. Trata-se de evocar a vertiginosa passagem do tempo, coisa necessária hoje para se contrapor a estes arautos do “eterno retorno” às agruras do conservadorismo empedernido que faz questão de manter nosso país, nossa gente, mergulhados na injustiça e na condição subalterna no mundo e a suas vontades.

Chamei estas crônicas, presuntivamente, de “Passaporte…

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