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Auditores do TCU querem devolução dos milhões que o SENAC pagou a Merval Pereira e globais

 

O Sistema “S” (SENAC,SESC,SENAI,SESI,SENAT,SEST, SENAR E SESCOOP) arrecada 2,5% da Folha de pagamento de todas as empresas do País. O SENAC arrecada para fazer de forma gratuita, Aprendizagem, ensino Técnico e Profissional. Mas há muito vem se discutindo se de fato as entidades comandadas pelo empresariado fazem de fato o que lhes é de responsabilidade ou gastam em outras coisas. A arrecadação chamada de compulsória, é na verdade um Imposto, que como todos os demais impostos, as empresas jogam sobre o valor final dos seus produtos e serviços e quem paga é o consumidor. Segue uma matéria bastante simbólico do que ocorre com entidades deste tipo, se não colocadas sob controle público.
merval senac
Durante o Governo Lula alguns tipos de freio foram impostos ao Sistema S. Um deles foi a obrigação de investirem 70% do que arrecadam em gratuidade. Talvez por isto o Sistema S tenha financiado a campanha golpista contra Dilma. Quando Getúlio Vargas criou o Sistema, a Lei determinava, e continua determinando, que o que arrecadam seja investido em Formação e Qualificação Técnica e Profissional de forma gratuita, o que a bem da verdade só foi feito em grande escala com o advento do PRONATEC. Segue matéria  Do VIOMUNDO com informações do The Intercept

 

O nome do global Merval Pereira está metido num imbroglio entre a Fecomércio-RJ e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), por causa de palestras contratadas sem licitação e fora dos objetivos do Senac.

O caso deriva de uma auditoria na gestão de Orlando Diniz, amigo do ex-governador Sergio Cabral, que dirige o Senac-RJ e o SESC-RJ.

O relatório, publicado pelos repórteres George Marques e Ruben Berta no Intercept, pode levar à intervenção no Senac local se o Conselho Fiscal do Senac nacional considerar que houve irregularidades.

Segundo o Intercept, desde janeiro de 2016 o Senac do Rio já demitiu mais de mil funcionários.

O relatório da auditoria chama a atenção por várias dúvidas levantadas.

Uma das principais diz respeito aos gastos com propaganda.

Segundo os auditores, em 2015 o Senac-RJ gastou R$ 89,9 milhões em sua principal missão institucional, educação profissional, e R$ 74,5 milhões em eventos e publicidade.

Uma empresa de intermediação de publicidade recebeu R$ 91,1 milhões adiantados nos anos de 2015 e 2016.

Seria dinheiro repassado depois a empresas de mídia. A Fecomércio-RJ é uma das patrocinadoras do RJ-TV, o principal telejornal local da Globo.

Outro ponto que chamou a atenção dos auditores foi o gasto com palestras sem a realização de licitação e fora dos objetivos da entidade — sempre de acordo com a auditoria.

O objetivo do Senac: “Promover educação profissional com objetivo de gerar empregabilidade, competitividade e desenvolvimento econômico e social para o setor de comércio de bens, serviços e turismo do Estado do Rio de Janeiro”. Os auditores sugerem que seja devolvido aos cofres do Senac-RJ o dinheiro pago por palestras fora deste âmbito.

A devolução caberia aos responsáveis pela contratação irregular, não àqueles que foram contratados.

Foram R$ 2,979 milhões pagos a jornalistas, comentaristas e analistas, todos ligados à Globo.

“Verificamos que a ligação dos prestadores de serviços com as Organizações Globo é uma das características singulares apresentadas com vistas a justificar a não observância do dever de licitar”, diz o texto da auditoria.

Quem mais recebeu em palestras foi Merval Pereira: R$ 375 mil.

Merval fez “análise prospectiva sobre o que o Governo Dilma pode fazer para evitar o impeachment no Congresso, e avaliação do que seria um novo governo de união nacional com a derrubada da presidente e a chegada de Michel Temer ao governo”.

O governo de “união nacional” é supostamente aquele liderado por Temer em parceria com o PSDB.

No caso de Giuliana Morrone, apresentadora do Bom Dia Brasil em Brasília, os auditores apontaram falta de “eficiência, economicidade e razoabilidade” do Senac-RJ, que aceitou romper contrato firmado e fechar um novo — com aumento de 94% no cachê das palestras.

Os auditores também questionam R$ 330 mil pagos à comentarista Cristiana Lobo, da GloboNews, “sem a comprovação da natureza singular dos serviços prestados”, o que exigiria licitação.

A auditoria também sugere que sejam devolvidos aos cofres da entidade R$ 464 mil referentes à Semana Fecomércio de 2013, realizada no Copacabana Palace, que contou com uma palestra do ex-presidente Lula.

Procurada pelo Intercept, a Fecomércio se disse vítima de perseguição política: “Desde 2011, temos a convicção de que a CNC, que tem como presidente Antonio Oliveira Santos e Gil Siuffo na tesouraria, patrocina uma perseguição política contra a Fecomércio-RJ”.

Depois, disse que já encaminhou um relatório de 238 páginas rebatendo ponto-a-ponto a auditoria.

Abaixo, os documentos da auditoria relevantes ao texto acima (íntegra aqui):

10 pensamentos sobre “Auditores do TCU querem devolução dos milhões que o SENAC pagou a Merval Pereira e globais

  1. Para variar materia tendenciosa…..explica ai como o senhor advogado Zanini recebeu quase dois milhoes do SENAC-RJ ?? Advogado de plantão dos comunas…..kkkkk…..explique aí como depois de 16 anos administrando o sistema S o PT utilizou o mesmo como cabide de emprego inclysive criando escritórios fajutos para colocar os amigos no esqurma como ocorreu no ABC…..

    Curtido por 1 pessoa

  2. Sã6o cursos pagos e tudo lá é pago. Eles dizem q oferecem vagas gratuitas, mas durante 5 anos q frequentei, nao conheci NENHUM aluno que frequentasse cursos de graça!

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  3. Existe algumas mentiras aí nesta publicação. Não houve de forma nenhuma o dedo de Lula, na obrigatoriedade de posicionar 70% dos cursos para a gratuidade. Veja o estatuto da entidade, que desde a sua fundação isso já era previsto.
    Então, assim não houve uma obrigatoriedade da parte de Lula ou Dilma. E por isso houve pressão e financiamento para a impedimento da presidente. Existe sim uma falta de postura de todos os regionais, em fazer cumprir este preceito estatutário desde 1978. Data está que prece a gratuidade escalonada de cursos gratuitos.

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    • Caro, Fui do Conselho do SENAC e do SESC de 2003 a 2009 e sei exatamente do que estou falando. O acordo que Lula propôs foi justamente que os Ss cumprissem seu papel de dar cursos gratuitos e para tanto destinassem 70% do valor. Não destinaram. Foi só com o advento do PRONATEC, já no governo Dilma, com um aporte grande de recursos do Tesouro, que o Sistema S deu sua contrapartida com os 70% da gratuidade, também incluida em boa parte no PRONATEC.

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