política/Rio Grande do Sul

Assinatura de “pré-Acordo” entre Temer e Sartori é como assinatura em papel de pão, denuncia Deputada

Stela sobre adesão ao RRF

Guerreiro/ALERGS

Guerreiro/ALERGS

A líder da Bancada do PT, deputada Stela Farias, disse nesta quarta-feira (20) que prestes a entrar em seu último ano, a gestão de José Ivo Sartori, vem causando prejuízos, humilhação e atrasos para o Estado. Ela classificou a tentativa do governador José Ivo Sartori (PMDB) de conseguir tirar uma foto da assinatura o protocolo de intenção do governo gaúcho para o pré-acordo de adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) proposto por Michel Temer como mais uma falácia do governo. “Não passa de uma assinatura em um papel de pão”, criticou a líder. A intenção de Sartori, que foi a Brasília para assinar o protocolo com Temer, era garantir junto à União um documento que desse aval ao início da votação dos projetos de adesão ao RRF no Legislativo estadual. O governo pretende votar as propostas na sexta-feira (22).

Na visão da líder petistas, “quando se estabelece uma agenda perniciosa, imposta sem qualquer diálogo, baseada em inverdades, manipulação de números, altas somas investidas em publicidade para induzir a opinião popular, é fundamental que parlamentares de Oposição sejam os guardiões do interesse público e a linha de frente da resistência a esse projeto político”. Stela acredita que essa atitude é necessária, diante de um governo que, em três anos, “não teve capacidade de constituir qualquer canal de diálogo com a sociedade gaúcha, de propor um grande pacto para superação da grave situação financeira do Estado”.

Stela Farias afirmou que Sartori é um “entusiasta do golpe que colocou Temer e seus cúmplices à frente do Governo Federal”, e por isso recebeu de imediato a suspensão total do pagamento da dívida pública por três anos. “Só os juros, resultante desta operação, devem chegar a R$ 25 bilhões.” Agora, explica a parlamentar, o governador precisa “devolver a gentileza, entregando a autonomia financeira do RS para a União em troca de um empréstimo de R$ 9 bilhões que resolve apenas o seu governo, mas no final, vai elevar em 70% a dívida gaúcha”.

A líder petista considerou que a pressa, as manobras contábeis e a humilhação que Sartori submeteu o Rio Grande do Sul, diante da Secretaria do Tesouro Nacional e da Advocacia-Geral da União, que negaram a adesão do estado ao RRF, evidenciaram a irrelevância e a falta de liderança política do governador.

Texto: Roger da Rosa (MTE 6956)

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