Lula

Três não podem substituir 144 milhões (por Maister F. da Silva)

Ato cultural do Alto Jequitinhonha, em Diamantina | Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Maister F. da Silva (*)

Aproxima-se a primeira etapa do pleito eleitoral de 2018, só que nesse primeiríssimo turno o povo não vota. O Brasil e o mundo estão atentos à cidade de Porto Alegre nos próximos dias, onde repousa sobre os ombros de três magistrados o futuro de mais de 207 milhões de brasileiros e brasileiras.

A elite disputa o voto de 3 desembargadores do TRF4. A cidadania brasileira consciente não quer seu direito de escolher o Presidente da República seja usurpado num processo político conduzido ao arrepio da Constituição.

Dia 24 de Janeiro de 2018, será mais um dia que ficará marcado na história do país assim como o fatídico 1º de abril de 1964, o dia que durou 21 anos. Quando a quatro paredes, três cidadãos brasileiros terão a oportunidade de entrar para a história como verdadeiros guardiões da Constituição Brasileira e da Justiça, tal qual deve ser, imparcial e justa ou gravar seu nome no panteão dos golpistas e vendilhões da pátria, dando seguimento a maior farsa jurídica de que se teve conhecimento até hoje no Brasil.

Diante de um processo controverso e claramente político, sem provas, recheado de nulidades, com a competência do juiz de primeira instância questionada – visivelmente comprometido com o projeto político da burguesia mais atrasada, aliada e subserviente à política norte-americana – a saída mais sábia e correta será anular o julgamento e absolver o réu.

Diante de todos os fatos de que a sociedade tomou conhecimento nos últimos dias, especialmente o aceite da penhora do Triplex para pagamento de contas da OAS pela Juíza Luciana Torres de Oliveira, da Segunda Vara de Execuções de Títulos Extrajudiciais de Brasília. Destruído o alicerce, cai por terra o edifício. Como Lula pode ter recebido como propina o que está provado que não é dele? Resta o julgamento político, mas este pertence ao povo, aos 144 milhões de eleitores.

Os três desembargadores do TRF4 tem em suas mãos o imponderável, ceifar os anseios golpistas, pôr fim aos vis ataques a classe trabalhadora, permitir que o Ex-Presidente Lula possa concorrer ao cargo de Presidente e o mais importante, não impedir sem mandato constitucional que 144 milhões de brasileiros e brasileiras possam decidir nas urnas que futuro querem para si, para seus filhos e seus netos.

(*) Militante do Movimento dos Pequenos Agricultores

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