Lava Jato

Bretas, o do duplo auxílio-moradia, aluga imóvel ao Bradesco por R$ 10 mil

Bretas é uma versão carioca de Moro e tem apoio de próceres “esquerdistas” como Freixo, Caetano, Molon e outros que tais na sua cruzada moralista no RJ. Salários bem acima do Teto, Auxilio Moradia (no caso de Bretas em dobro), casas alugadas ao Bradesco, casas compradas do Minha Casa Minha vida para “investimento”, altas granas por palestras sobre “corrupção”…são alguns dos itens no currículo da camarilha da Lava Jato. E claro, uma grande campanha a favor da moral e dos bons costumes, chegando alguns deles a convicção de se acharem representantes de deus na terra. Esta é a turma que persegue Lula e defenestra a política e os políticos, abrindo caminho para a ditadura fascista que parece cada vez mais aparente. E tem o apoio de parte da dita “esquerda”. Ou mudaram de ideia?

Caetano, Molon

Moral de cuecas:  Uma parte da trupe de artistas que apoiou as manifestações de 2013, inicio do golpe, estão aí na foto com políticos que se julgam de “esquerda”

 

É incrível a desfaçatez duplicada do juiz federal Marcelo Bretas ao defender que tanto ele quanto a mulher, também juíza, Recebam mais de R$ 8.700 como auxílio moradia, para trabalharem na mesma cidade onde residem e têm, pelo menos, um bom imóvel próprio no Rio de Janeiro.

É que se depreende do processo 1016977-14.2014.8.26.0405, da 6a. Vara Cível de Osasco, São Paulo, onde é a sede do Bradesco, seu inquilino. Bretas e  Simone, sua mulher, requereram judicialmente a revisão do aluguel, de R$ 10.685,80 mil para R$ 20 mil, naquela cidade porque é lá a sede do banco, embora o imóvel fique aqui.

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Bretas e a mulher perderam a ação, por dois motivos: o contrato é de 20 anos e eles perderam o prazo para revisão e a perícia indicou que o valor era absolutamente justo. Pela sentença da juíza Renata Soubhie Nogueira Borio ( aqui, em PDF),vê-se que o casal Bretas comprou o imóvel em 2002, do próprio Bradesco – segundo ela, a preço abaixo do mercado – com o  compromisso de locá-lo por 20 anos, sendo o prazo para revisão o marco de 10 anos.

Como se vê, o casal já contava, em 2002, com recursos para a compra de um “baita” imóvel, que lhe rendeu, em aluguéis, considerado o valor mencionado em contrato, valores equivalentes a R$ 2 milhões, não levando em conta a capitalização dos recebimentos feitos há 15 anos, isto é, o investimento do que receberam.

O casal judicial tem o direito de fazer negócios e de ganhar dinheiro. Mas não o de considerar moral, tendo as posses que têm, sangrar os cofres públicos com um duplo “auxílio-moradia” e muito menos dizer que negá-lo é “um ataque à magistratura”, como diz, num acesso de corporativismo, o presidente da Associação dos Juízes Federais do Rio e do Espírito Santo, Fabrício Fernandes, em  nota oficial, onde diz que criticar Bretas interessa a corruptos.

E aceitar passivamente o que fazem juízes assim ajuda aos imorais no trato com o dinheiro público.

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