América Latina

Nicarágua sob ataque de uma “revolução colorida” financiada pelo império e pelo capital financeiro

Em 2011 foram as revoluções coloridas do mundo árabe; em 2013 o Brasil teve a intentona que não se concluiu naquele ano, mas acabou se convertendo na rebelião dos patos amarelos que culminou com a derrubada de Dilma. Tudo muito igual: Pelas redes sociais, grupos de todos os tipos são incentivados a ir as ruas protestar contra tudo e contra todos. E não faltam nem os blackblocs mascarados.

Nicarágua 2Mas o foco é a Reforma na Previdência, que o Governo já retirou e diz estar disposto a negociar, mas mesmo assim os ataques continuam. Novamente este humilde blogueiro insiste que as Redes Sociais são instrumento da Guerra Semiótica que a burguesia internacional esta travando contra a classe trabalhadora e urge a esquerda discutir a comunicação como instrumento de luta e construção dos meios  para a resistência a esta guerra de novo tipo. Depois de tempos duros no Brasil, a prisão de Lula por hora deu vitória a narrativa da esquerda, muitas vezes sustentada por uma militância voluntária nas redes sociais, ma que precisa urgentemente de centralidade política na luta de classes.

Conforme informações da Deutsche Welle, Através de duas resoluções, o país havia decidido aumentar de 6,25% para 7% a alíquota que os trabalhadores pagam à previdência social, além de elevar de 19% para 21% a cota patronal.  Ou seja, a alíquota para os trabalhadores subiria 0,75%, mas ficando ainda bem abaixo da paga pelos trabalhadores brasileiros por exemplo. Seria mesmo motivo para uma rebelião com mortes? Nada. Os motivos são outros, já que o empresariado também chamou paralisação de setores inteiros da indústria e do comércio e liberou seus trabalhadores para irem aos protestos. Semelhanças com o que aconteceu no Brasil de 2013 e depois com a “rebelião dos patos amarelos” seriam mera coincidência?

Segue matéria do Opera Mundi e com informações da Deutsche Welle sobre os acontecimentos na Nicarágua:

Nicarágua: após mortes em protestos, presidente Daniel Ortega pede negociação e paz

Grupos vão às ruas contra reformas propostas no sistema previdenciário no país; ao menos dez pessoas já morreram desde a última quarta-feira

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, fez, neste sábado (21/04), um chamado ao diálogo e à negociação após uma reunião para discutir a onda de protestos contra a reforma no sistema previdenciário que, há três dias, atinge o país e já deixou ao menos dez mortos. O mandatário também pediu os nicaraguenses façam esforços para alcançar a paz na região.

 

“A maior responsabilidade da juventude nicaraguense é lutar pela paz, que tanto custou a esse povo, a esta nação”, afirmou. “Não estamos falando de protestos cívicos. Isto que está acontecendo no nosso país não tem nome. (…) Com uma boa manipulação das redes sociais, claro, os estudantes creem que se está fazendo um mal com a lei [de reforma na previdência], disse Ortega. “O diálogo é imprescindível para solucionar os problemas.”

Ortega afirmou crer que seu governo sofre tentativas de desestabilização de grupos políticos, financiados pelos Estados Unidos, que “recebem dinheiro e usam para destruição, para práticas conspirativas”. Ele lembrou que, na época em que a FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional) estava na oposição, não se buscou desestabilizar os governos vigentes, mesmo que eles não tenham cumprido acordos previamente estabelecidos.

Ortega pediu paz e diálogo na Nicarágua

Os protestos violentos contra a reforma no Instituto Nicaraguense de Seguridade Social (INSS) começaram na última quarta-feira (18/04) e, além dos mortos, já deixaram cerca de 40 feridos. O objetivo da reforma é cobrir um déficit de 75 milhões de dólares no sistema de aposentadorias.

Através de duas resoluções, o país havia decidido aumentar de 6,25% para 7% a alíquota que os trabalhadores pagam à previdência social, além de elevar de 19% para 21% a cota patronal. Além disso, os aposentados teriam que fornecer 5% do valor de suas pensões em conceito de cobertura de doenças. (Deutsche Welle)

Na sexta-feira (20/04), a vice-presidente do país, Rosario Murillo – esposa de Ortega – anunciou que o governo iria aceitar a proposta de diálogo sobre o tema com o setor privado para evitar “derramamento de sangue”.

No entanto, na noite do mesmo dia, grupos incendiaram as instalações do Centro Universitário da Universidade Nacional (CUUN), em León, que guardava arquivos históricos do país. Os atos de vandalismo prosseguiram neste sábado.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s