Porto Alegre

PORTO ALEGRE ENVERGONHADA (Por Aldacir Oliboni)

PM CÂMARA

Polícia de Choque encurrala servidores e cidadãos em um corrdor da Câmara de Vereadores de Porto Alegre em tarde de violência policial e atitudes fascistas do Presidente da casa mancomunado com o Prefeito tucano (Foto reproduzida do SUL21)

 

Talvez nem mesmo durante a ditadura militar se tenha visto na Câmara de Porto Alegre, a Casa do Povo, cenas de violência e repressão tão lamentáveis como as dessa quarta-feira, 11/07. Fruto da decisão de um governo municipal que fala em diálogo nos jornais e exerce ações autoritárias no seu dia-a-dia. De maneira conflituosa e sem acordo com oposição e parcela dos vereadores independentes, inverteu a ordem de votação no parlamento colocando projetos que retiram direitos dos trabalhadores e aumentam o IPTU à frente dos demais. Atitude que demonstra a falta de diálogo e a tentativa de impor ao conjunto da cidade a sua visão ideologizada e neoliberal.

Na Câmara, uma série de restrições foram impostas, acabando por cercear a possibilidade da população assistir a sessão plenaria. Se o espaço era pequeno, a necessidade era de acolher a população da melhor forma possível e evitar o acirramento de ânimos.

Não foi o que ocorreu. O próprio plenário onde se realizam as sessões, possivelmente pela primeira vez na história, tinha a presença de agentes da Brigada Militar. O acesso da população às galerias foi restrito e aos corredores da Câmara também. Os atos de repressão e violência eram descabidos. Uma senhora presa, colegas vereadores impedidos de acessar locais do legislativo, funcionários do próprio parlamento vítimas de intimidamento e até agressões, gás lacrimogêneo e bombas que colocaram em risco a saúde de dezenas de pessoas socorridas graças à solidariedade, humanidade e presteza da equipe do ambulatório da Câmara.

Ao final, devido ao cheiro insuportável do gás, a sessão foi encerrada e até gabinetes tiveram que ser evacuados para preservar seus funcionários.

Lamentamos muito que a democracia tenha sido atacada dessa forma em nossa cidade. Lamentamos a praça de guerra gerada a partir das manobras do prefeito. Lamentamos ainda mais a decisão do presidente do parlamento de realizar sessões fechadas ao público.

Não vamos nos calar mesmo diante de tudo isso. Continuaremos lutando ao lado dos servidores e da população em defesa de uma cidade democrática, justa e com direitos. Não vamos deixar uma gestão municipal que busca sempre o confronto, a retirada de direitos e a venda do patrimônio público acabar com Porto Alegre.

Eles passarão, a cidade ficará.

vereador Aldacir Oliboni
líder do PT na Câmara de Porto Alegre

 

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