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Lula “fecha” o Nordeste com acordo com o PSB

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O episódio da adesão do PSB – especialmente de sua porção nordestina, a mais expressiva – à candidatura Lula é a prova mais evidente que se poderia ter de que são improcedentes as análises políticas que apontam um “isolamento suicida” do PT ao manter a candidatura Lula.

Os “caciques” do PSB não são “bobinhos”, não são “sonháticos”, não são “festivos”. Estão cuidando é de garantir sua eleição e, ao menos no Nordeste, não tem eleição para quem não tiver/der apoio a Lula.

Ou a quem ele indicar, se impedido de disputar a eleição, como desejam a Justiça, a mídia, o “mercado” e analistas de política valentes ao ponto de não verberarem contra o afastamento do líder das preferências populares do direito de estar na urna.

O que Lula fez, portanto, foi “fechar” o Nordeste, parte vital de sua estratégia.

Ter metade dos votos no Nordeste é o equivalente a pouco mais de 13% dos votos nacionais.

Míseros 15% de votação no resto do país ( para ficar num número que nem mesmo os antilula se atreveriam a contestar) ainda assim, dariam mais 11% e, portanto 24% do Brasil inteiro.

Mais do que tem hoje qualquer outro concorrente e suficiente, com sobras, para levar alguém ao segundo turno e, portanto, a “outra história”.

É uma bobagem esta história de que o PT “isolou” Ciro.

Quem isolou Ciro foi ele mesmo, ao dar ênfase exagerada às suas legítimas diferenças com PT e achar que bastaram os anos em que esteve com Lula e Dilma para credenciá-lo a absorver os votos do ex-presidente.

Com todo o respeito a ele e também aos pré-candidatos do PT que tiverem de remanejar suas ambições pessoais por tal ou qual cargo local, o que está em jogo é o Brasil.

E o Brasil está se movendo por conta de Lula, que é o centro de gravidade desta eleição, mesmo preso em Curitiba.

A “ideia Lula”, que não é contida por grades, espalhou-se e dá a eleição ares de um estranho plebiscito.

Os a favor do ex-presidente, na prática, estão coesos, como mostram as pesquisas e não mostram as candidaturas.

O antilulismo, porém, é um saco de gatos a se engalfinharem.

A realidade da eleição vai se encaminhando para um só “Lula” e vários “antilula”.

Dos quais, teme a direita, sairá um talvez tão horrendo que não consiga liderar os outros.

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