SAÚDE

Não deu outra: Médicos brasileiros que se inscrevem no Mais Médicos só querem atuar em capitais e grandes centros

mÉDICO

Em 2013, Médicos brasileiros “palhaços” protestaram contra vinda de Médicos Cubanos. Mas ir aos rincões e bairros mais pobres esta gente não quer

A Coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo informa que, dos dez primeiros médicos brasileiros que se inscreveram nesta quarta-feira (21) para as 8.517 vagas deixadas pelos cubanos, cinco deles escolheram atuar em capitais e municípios de regiões metropolitanas. Apenas um município escolhido é considerado de extrema pobreza. Outro está em área vulnerável e um terceiro em uma cidade com até 50 mil habitantes.

De acordo com a publicação, o Ministério da Saúde recebeu mais de 1 milhão de acessos simultâneos no momento da abertura das inscrições. Segundo a pasta, o número representa mais do que o dobro de médicos em atuação no país e pode ser considerado ataque cibernético. A Comissão de Saúde na Câmara Municipal de SP vai pedir à prefeitura informações sobre as regiões da capital que serão mais afetadas com a saída de médicos cubanos da rede pública. A Secretaria Municipal da Saúde afirma que o impacto será mínimo, já que dos cerca de 13 mil médicos da rede municipal, 72 são cubanos. De acordo com a pasta, “estão asseguradas as escalas e atendimentos nos equipamentos de saúde da capital”.

E um grupo de médicos cubanos de Guarulhos se organizou para vender móveis e eletrodomésticos antes de deixarem o país. A página do Facebook Desapego Mais Médicos Cubanos foi criada por Ernesto Nascimento, que tinha dois anos quando foi preso e classificado como subversivo pela ditadura militar. Nascimento morou 16 anos em Cuba e trabalha “há muitos anos” no Movimento Guarulhense de Solidariedade a Cuba. “Recepcionamos os primeiros médicos cubanos que chegaram na cidade. Fizemos chá de cozinha e doações. Agora, com essa ruptura brusca, também houve uma forte mobilização da população”. Segundo ele, foram dezenas de itens comercializados na rede social. “O de maior valor foi um Ford Fiesta 2014 de uma médica. Foi vendido abaixo da tabela Fipe”, diz ele, que prefere não informar o valor da transação, completa a Folha.

Do DCM

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