política

Maria do Rosário reage às vaias em diplomação: “Símbolo de arminha não vai me assustar”

Maria do Rosário, Fernanda Melchiona e outras Deputadas foram vaiadas e ofendidas por gente ensandecida. A doença apareceu também em outros Estados, sendo que em alguns houve até censura e agressões físicas a Deputados do PT e Partidos de Esquerda. O totalitarismo que não admite os diferentes, é a ideologia que move seguidores de Bolsonaro mas não seus eleitores. Tentam impor pelo medo  a ideologia do pensamento único. Como disse Maria do Rosário, não nos assustam. Lutamos pelo resgate da democracia e pelos direitos inscritos na Constituição de 1988, que o Golpe de 2016 e sua sequencia, a eleição de Bolsonaro, tentam eliminar.

Maria do Rosário

Maria do Rosário no momento da Diplomação com bandeira “Somos Milhões de Lulas”

A deputada federal Maria do Rosário (PT) conversou com a coluna nesta quinta-feira (20) sobre as vaias disparadas contra ela e outras parlamentares eleitas durante a cerimônia de diplomação, realizada na quarta-feira (19) na Casa da Música da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Reeleita com 97 mil votos, Rosário levou à cerimônia uma bandeira como a frase ‘Somos Milhões de Lulas’.

Assim como ela, Luciana Genro (PSOL), eleita para a Assembleia Legislativa, e Fernanda Melchionna (PSOL), que assumirá uma vaga na Câmara dos Deputados, foram alvos de gritos e vaias. Elas levaram cartazes que faziam referência à vereadora Marielle Franco, assassinada com motorista Anderson Gomes em março deste ano, no Rio de Janeiro. Até hoje, o crime não foi completamente esclarecido pelas autoridades.

Maria do Rosário diz que as vaias não lhe afetam.

— A política cedeu a uma infantilidade — avalia.

Os vídeos com as manifestações realizadas durante a cerimônia viralizaram no Twitter.

Vídeo incorporado

Rosana Pinheiro-Machado

@_pinheira

Um pouquinho a mais das vaias. Foi duas horas aí sentada no meio desse hospício

Prestes a iniciar mais um mandato na Câmara dos Deputados, Rosário divide com a coluna uma percepção sobre o que classifica como “ausência de senso de democracia”. Ela lembra que conviveu com colegas de oposição muito respeitosos, com os quais gostava de dialogar.

— Fui colega de Jair Soares, do (João) Dib, de pessoas equilibradas. Até mesmo na Câmara dos Deputados — disse.

Foi na Câmara, aliás, que Rosário e o presidente eleito Jair Bolsonaro protagonizaram discussões calorosas, que repercutiram nas redes sociais.

A reação de parte dos presentes no auditório nesta quarta-feira (19) teve, além das vaias, o gesto com as mãos que simboliza uma arma, característico do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Durante a campanha eleitoral, o gesto foi realizado várias vezes — inclusive em uma cadeira no quarto do  Hospital Albert Einstein, em São Paulo, enquanto Bolsonaro se recuperava de uma cirurgia realizada após o atentado contra ele.

— Eles gritaram “mito” pra quem fazia símbolo de arminha. Mas não pensem que o símbolo de arminha me assusta. Esse segmento precisa se acostumar mais com o trato democrático. Símbolo de arminha não vai me assustar — afirmou à coluna.

Apesar das vaias, a deputada ressaltou as falas do governador eleito, Eduardo Leite, e do presidente do TRE-RS, Jorge Luís Dall’Agnol, na cerimônia. Segundo ela, Dall’Agnol lembrou que a política gaúcha sempre foi vista como “qualificada” perante o centro do país. Já o governador eleito destacou que todos os políticos eleitos e presentes ali eram “igualmente legítimos”.

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