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VENEZUELA E CUBA AJUDAM A AGRICULTURA E A PRODUÇÃO DE ARROZ NO BRASIL

ARROZ

Do facebook do Lucio Uberdan

Para além dos Médicos Cubanos, expulsos por Bolsonaro, Cuba e também Venezuela tem muito mais relações com o Brasil e muitos brasileiros devem seus empregos as compras feitas por estes países aqui no Brasil. Independente das ideologias, estas deveriam ser premissas a serem vistas antes de qualquer atitude com relação a estes países. O Brasil não é uma ilha no mundo. Ele depende dos outros países e não pode ficar subalterno e subserviente aos Estados Unidos, equecendo os demais.

Segue Matéria da Folha:

Esse apetite cubano e venezuelano pelo produto brasileiro é importante porque o cenário interno não é bom para os orizicultores.

Os preços não reagem e os custos de produção sobem. O resultado é uma perda da área de arroz para a soja, safras menores e acúmulo de dívidas pelos agricultores.

Para complicar, o clima também não tem sido favorável. Ora ocorrem chuvas intensas, provocando enchentes, ora ocorre excesso de calor.

O Brasil exportou 1,46 milhão de toneladas de arroz entre o cereal em casca e o beneficiado no ano passado. A Venezuela, por si só, ficou com 41% desse volume. Se considerado apenas o arroz em casca, a Venezuela absorveu 74% do produto vendido pelo Brasil.

Tradicionalmente um grande parceiro comercial do Brasil, a Venezuela foi encolhendo nos anos recentes.

Em 2014, os venezuelanos gastavam US$ 2,9 bilhões com importações de produtos de origem no agronegócio brasileiro. Em 2017, foram apenas US$ 289 milhões. No ano passado, o arroz elevou essa conta para US$ 430 milhões.

Mas como um país quebrado economicamente consegue comprar tanto arroz brasileiro e ainda pagar?

As tradings chinesas compram o cereal do Brasil e, numa triangulação, o repassam para a Venezuela e Cuba. Em troca, recebem petróleo.

Bom para os cubanos e venezuelanos que são abastecidos com produto brasileiro e bom para os produtores nacionais que conseguem desovar boa parte da produção.

Sem essas vendas, os preços internos estariam ainda mais achatados do que estão.

As exportações totais brasileiras de arroz renderam US$ 468 milhões no ano passado. Já as importações, principalmente do Mercosul, somaram US$ 217 milhões.

O Paraguai foi o maior fornecedor para o Brasil. Entraram no território brasileiro 440 mil toneladas do produto do país vizinho, no valor de US$ 137 milhões.

O cenário adverso para os produtores vem refletindo na oferta. A produção brasileira deverá ficar em 10,7 milhões de toneladas neste ano. O consumo, em 12 milhões.

Em queda
O valor da produção do arroz será de R$ 9,7 bilhões em 2019, o menor patamar nos últimos 22 anos, segundo dados corrigidos pela inflação do Ministério da Agricultura.

Ritmo acelerado As exportações de soja deverão atingir 4,3 milhões de toneladas neste mês, acima dos 2,8 milhões de fevereiro de 2018, conforme dados provisórios da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Safra antecipada A exportação está acelerada porque o ritmo da colheita é intenso. Neste período de 2018, a colheita somava 20,5 milhões de toneladas. Neste ano, são 40,5 milhões.

Ainda mais Daniele Siqueira, da AgRural, diz acreditar em ritmo ainda maior nas próximas semanas.

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