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“Governo” do Brasil desconvida Representante de Guaidó para cerimônia. Quem manda afinal nesta bagaça?

Autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó Foto: YURI CORTEZ / AFP
Autodeclarado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó Foto: YURI CORTEZ / AFP

As aspas na palavra governo são propositais. Bolsonaro é um títere de Trump. Fosse por ele, o Brasil teria invadido a Venezuela. Deu até ordem. Mas Mourão desconstituiu a ação. Na política internacional o Brasil passa uma vergonha atrás da outra. O Itamaraty convidou a “representante de Guaidó para reconhecê-la Embaixadora da Venezuela. De quebra ainda reiterou o apoio ao “Presidente” Guaidó, coisa que nem ele mesmo já não se reivindica, já que abriu negociações com Maduro. Mas aí alguém do mesmo governo Bolsonaro desconvidou a dita representante. O Governo é uma Suruba. Mas numa coisa eles tem unidade: atacar a Previdência e a aposentadoria dos trabalhadores.

Leia o artigo de O GLOBO:

Decisão de desconvidar representante de Guaidó incomoda Grupo de Lima

RIO — A decisão do governo brasileiro de desconvidar a representante do “governo encarregado” de Juan Guaidó em Brasília, professora Maria Teresa Belandria, para a cerimônia de apresentação de cartas credenciais marcada para o próximo dia 4 de junho causou profundo mal estar entre governos do Grupo de Lima (formado por 12 países do continente), principalmente Estados Unidos e Canadá, confirmaram ao GLOBO fontes diplomáticas da região.

Numa situação cada vez mais confusa e contraditória, na última quinta-feira, no mesmo dia em que tornou-se público a decisão de retirar Belandria da lista de embaixadores de apresentarão cartas credenciais ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), o Itamaraty divulgou uma nota reiterou em nota oficial seu “apoio irrestrito ao presidente Juan Guaidó em seus esforços pelo restabelecimento da democracia na Venezuela e reafirma sua disposição de, individualmente ou em cooperação com outros países, contribuir para restaurar plenamente a democracia na Venezuela e aliviar o sofrimento do povo venezuelano”.

Belandria, asseguraram fontes brasileiras, fora convidada formalmente pelo Itamaraty, que continua mantendo o nome da professora em sua lista de embaixadores no Brasil publicada no site do Ministério das Relações Exteriores, e chegara até mesmo a oferecer a utilização da mala diplomática da embaixada brasileira em Caracas para transportar as cartas credenciais assinadas por Guaidó, presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela e proclamado por ela “presidente encarregado” do país.

Ernesto Araújo acompanhou operação de ajuda em Pacaraima, Roraima, ao lado da 'embaixadora' de Guaidó no Brasil, Maria Teresa Belandría. Chanceler apontou 'momento decisivo' para transição no país vizinho Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
Nicolas Maduro participa de comício no palácio de Miraflores, em Caracas, no dia 20 de maio Foto: MARVIN RECINOS / AFP
A 'embaixadora' designada por Guaidó Maria Teresa Belandria durante protesto contra Nicolás Maduro em Brasília Foto: Ueslei Marcelino/ Reuters
Apoiadores do líder da oposição Juan Guaidó em protesto em Caracas no dia 11 de maio Foto: YURI CORTEZ / AFP 11-5-19

Tudo parecia estar avançando normalmente, ampliou a fonte, até que a representante de Guaidó foi chamada para uma conversa no Itamaraty, segunda-feira passada, na qual foi informada sobre os “riscos” que o governo brasileiro via na entrega de suas cartas credenciais.

— Esses riscos têm a ver com eventuais exigências que a embaixadora poderia fazer, por exemplo, de ocupar a embaixada da Venezuela em Brasília — ampliou a fonte.

No encontro, foi dito à professora que a cerimônia seria “adiada”. Belandria tem visa diplomática e é reconhecida pelo Itamaraty como embaixadora do governo Guaidó no Brasil. Tanto que esta semana foi convidada para uma missa em homenagem ao embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, falecido em recente acidente na Itália.

Na tensa conversa de segunda passada, um alto funcionário do Itamaraty disse à representante de Guaidó que o governo brasileiro fizera “consultas jurídicas” e chegara à conclusão de que os riscos para o país eram muito grandes. No entanto, em nenhum dos países da região que já receberam as cartas credenciais dos representantes de Guaidó, como Argentina e Panamá, houve qualquer conflito.

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