Educação/PREVIDÊNCIA

Porto Alegre: Juventude nas ruas por Educação e Contra a Reforma da Previdência (Com Vídeo e fotos)

Unificou…Estudante junto com trabalhador” foi uma das palavras de ordem mais cantadas durante a Caminhada que tomou as ruas de Porto Alegre. Além de Defender a Educação, havia uma grande unidade entre os Estudantes e Jovens quanto ao combate Contra a Reforma da previdência. Quando a juventude compreende que o futuro dela é integrar a classe Trabalhadora, este é um bom sinal para reascender a consciência da Classe que andou sendo anestesiada pelo avanço do neo fascismo bolsonarista. Só a unidade da academia, incluindo aí Professores, Pesquisadores, funcionários e principalmente os Estudantes, com os Trabalhadores conscientes resgatará o Brasil da barbárie que lhe reserva o Capital Financeiro internacional. Estive lá pela Rede Soberania, cobrindo o grande ato AO VIVO. Assista os 2 Vídeos da cobertura ao vivo e a seguir o Artigo de Marcelo Ferreira e Fabiana Reinholz para Brasil de Fato

Mesmo com chuva, segundo ato em direção à Greve Geral reuniu 30 mil pessoas contra os retrocessos

Marcelo Ferreira e Fabiana Reinholz Brasil de Fato

Avenida Borges de Medeiros, no centro da cidade, novamente foi ocupada pela luta dos estudantes e trabalhadores - Créditos: Fotos: Marcelo Ferreira
Avenida Borges de Medeiros, no centro da cidade, novamente foi ocupada pela luta dos estudantes e trabalhadores / Fotos: Marcelo Ferreira

Nem mesmo a chuva desanimou os estudantes, professores, trabalhadores da educação e apoiadores, que voltaram a ocupar as ruas de Porto Alegre (RS) nesta quinta (30), em defesa da educação pública. Assim como nas manifestações do dia 15 de maio, quando milhões de pessoas ocuparam as ruas de mais de 200 cidades brasileiras contra os cortes de 30% dos recursos destinados à educação, novamente uma multidão deu seu recado ao governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O ato foi convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), ao lado de outras entidades estudantis e com o apoio de professores, entidades sindicais e movimentos sociais. Além de não aceitar o bloqueio do orçamento das universidades e institutos federais, os manifestantes também entoavam gritos contra o ataque às políticas públicas e à reforma da Previdência.

Já durante a tarde, milhares de pessoas se reuniam em concentração na Faculdade de Educação (FACED), no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi de lá que partiu a caminhada, mostrando a força do movimento estudantil. Com carro de som e bateria, o grupo recebia o apoio de pedestres, motoristas e pessoas em seus apartamentos ao cantar músicas como “sou estudante, não abro mão de mais ciência e mais educação” e “a nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador”.

“Tô aqui pelo futuro do Brasil. A gente só pode mudar o mundo com educação. Juntos somos mais fortes”, disse a estudante Rafaela Nunes, que também é do grêmio estudantil do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), campus Restinga. Já Tauane Santos de Oliveira, também estudante do campus Restinga, ressaltou que o corte atinge as bolsas de ensino, pesquisa e extensão, e materiais dos IFRS. “Muitos alunos dependem disso. Se fosse balbúrdia, a gente não estaria na rua lutando pela educação”, afirmou.

Unidade dos estudantes e trabalhadores

Cortes e retrocessos levaram o movimento estudantil em peso para as ruas de todo país 

Por volta das 18h já havia uma multidão cruzando o centro da cidade, em direção à Esquina Democrática, onde outro grupo de manifestantes já aguardava no local. A unidade do movimento estudantil e da classe trabalhadora foi lembrada nas falas do carro de som e por André Martins, que é do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Para ele, a unidade mostra “ao governo Bolsonaro que não vamos mais aceitar cortes na educação, nenhum tipo de retrocesso, e vamos construir sem dúvida uma grande Greve Geral”.

Para a presidente do DCE da Ulbra, Vivian Sales, o país só vai ter desenvolvimento com investimento na educação. Ela dá o recado: “Nenhum presidente, muito menos Bolsonaro, vai tirar os nossos direitos”. A estudante de Serviço Social na UFRGS, Ana Laura Schusk, lembrou que os estudantes e trabalhadores fizeram grande ato no 15 de maio. “Hoje é mais um grande dia, com estudantes das universidades públicas e privadas, institutos de educação, trabalhadores da educação reunidos. Estamos na rua contra os cortes e contra reforma da Previdência e dia 14 vai ser maior”, disse, em referência à Greve Geral convocada para a data.

Rumo a Greve Geral

Milhares na Esquina Democrática, no coração do centro de Porto Alegre 

Com uma chuva caindo ainda mais forte na noite porto-alegrense, a multidão seguiu em maior número ainda de volta ao campus central, de onde havia partido à tarde. “Estamos aqui passando pela UFRGS, pela faculdade de medicina, que são marcos na nossa luta contra os cortes do governo federal. Estamos abaixo de chuva, mais de 30 mil pessoas em Porto Alegre, com certeza, sem medo, fazendo a luta e avisando: não termina aqui, mais caminhadas, mais lutas virão, até que derrotemos os cortes e a reforma da Previdência”, declarou a presidente do CPERSHelenir Aguiar Schürer.

A diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do RS (Sinpro-RS), Margot Andras, contou que o sindicato está junto na luta com os estudantes e trabalhadores. “Estamos juntos pela soberania nacional, pela construção da Greve Geral, pela manutenção das riquezas naturais do Brasil e por tudo o que querem privatizar e roubar do nosso país. A Previdência tem que permanecer na Constituição Federal como um direito de todos”, avaliou.

A força do dia 30 foi destacada pela deputada federal Fernanda Melchiona (PSOL), que esteve na manifestação ao lado dos estudantes e celebrou o sucesso dos atos em todo o país. “Os estudantes não vão sossegar enquanto não for derrotada ou acabada essa política neoliberal. O governo Bolsonaro mira na educação porque sabe que, para o projeto autoritário, tem que eliminar o pensamento crítico. O que ele não sabe é a força do movimento estudantil”, afirmou.

Edição: Marcelo Ferreira

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