Porto Alegre/Rio Grande do Sul

Com passagem a R$ 4,20 e o desemprego em alta, TRENSURB já perdeu 18% de seus passageiros em 3 anos

O número de passageiros caiu 18% nos últimos anos. A manchete da Zero Hora diz: Queda no número de passageiros faz Trensurb reavaliar quando trens acoplados voltarão a circular . No entanto a matéria esconde o óbvio. A passagem subiu de R$ 1,70 para R$ 4,20 em menos de dois anos. A passagem do Trensurb sempre foi subsidiada, desde a época da de sua inauguração na década de 80. O objetivo era permitir um transporte mais barato para que os trabalhadores da Região Metropolitana pudessem se deslocar com qualidade e rapidamente. Isto interessava até mesmo aos empresários da região, que não andam de trem, mas que contratavam estes trabalhadores. Aliás, no período que vai de 2003 a 2015, a região metropolitana de Porto Alegre fulgurava entre as que tinham o MENOR índice de desemprego de todo o Brasil. Trabalhadores de Carteira Assinada e prestadores de serviço autônomos enchiam os vagões do Trensurb. Mas aí veio o fatídico 2016. Com o golpe, um novo projeto politico se apossou do poder no Brasil. É o tal “neo liberalismo”. Neo liberalismo é este modelito que esta em vigor agora no Brasil em que apenas um semestre os Bancos tiveram R$ 119 bilhões de lucro mas o número de desempregados e subempregados aumentou em muitos milhões. Como pagar passagem de R$ 4,20 (R$ 8,40 ida e volta), se a gente tá desempregado? Fica difícil até de se deslocar pra procurar emprego. Se pensar em 20 dias úteis,são R$ 168,00. 16% do Salário Mínimo.

Resultado: Tem cada vez menos gente andando de trem. Mas de ônibus esta mesma gente também não anda, por que a passagem é muito mais cara.

Então, uma parcela significativa do nosso povo da região metropolitana esta proibida de andar no transporte público, que deveria ser um direito de todos, por que não tem mais dinheiro para isto.

Por conta disto, a solução da empresa, não questionada é claro pela Zero Hora, é manter fora de circulação os melhores e mais novos trens, com ar condicionado e tudo, e manter os velhos trens da década de 80 em circulação, atopetados de gente que se vê obrigada a andar neles por que não há outra opção.

O Brasil, o Rio Grande e a capital dos gaúchos afundam na miséria gerada pelo tal neo liberalismo. Mas isto a Zero Hora não mostraria mesmo, por que a turma ali da barranca do Ipiranga bota o dinheiro que ganha no capital financeiro e ganha junto com os Bancos.

Segue a matéria de Gaúcha/ZH

Testes foram feitos pela última vez em janeiro e fevereiroTadeu Vilani / Agencia RBSA Trensurb está prestes a colocar em funcionamento pleno uma subestação de energia em Sapucaia do Sul, que foi consumida pelo fogo em abril de 2016. O prédio já está funcionando e o sistema está recebendo os últimos testes nesta semana. Já a partir de segunda-feira (4), o deslocamento entre Sapucaia do Sul e São Leopoldo poderá ter ganho de até três minutos. Segundo o diretor-presidente da Trensurb, David Borille, desde o incêndio, os trens diminuíram a velocidade pois a disponibilidade de energia era menor na região.  Em paralelo a isso, a área de operação da empresa pública está realizando um levantamento para saber quando será possível ter a volta dos trens acoplados. Essa opção dá mais conforto aos usuários durante as viagens no horário de pico. Os trens acoplados foram usados pela última vez de junho de 2015 até o incêndio da subestação. Alguns testes foram feitos entre janeiro e fevereiro de 2019. Mas, para circular na via, os trens acoplados dependem do funcionamento de uma carga maior de eletricidade, o que não é possível sem a energia da subestação de Sapucaia do Sul. O simples religamento da subestação já seria suficiente para que os oito vagões pudessem circular juntos, em vez dos quatro normais. Porém, a demanda de passageiros, que sofreu uma queda de 18% entre 2016 e 2019, faz com essa opção seja reavaliada. – Dependendo da necessidade e da demanda, os trens poderão voltar, pois teremos condições de colocá-los de volta no sistema – diz Borille.A avaliação que está sendo feita é se há passageiros o suficiente para o uso dos trens acoplados. Uma alternativa a essa seria a diminuição do tempo entre os veículos. Hoje, essa espera é de 3 minutos e 30 segundos no horário de pico, mas pode baixar para 3 minutos, principalmente nas viagens entre a estação Mathias Velho, em Canoas; e a estação Mercado, em Porto Alegre. Para que isso ocorra, porém, a Trensurb precisará atualizar a sinalização e otimizar o tempo de troca de via na estação Mercado. 

Um pensamento sobre “Com passagem a R$ 4,20 e o desemprego em alta, TRENSURB já perdeu 18% de seus passageiros em 3 anos

  1. Em resposta a CGU, em 2012, o custo para atualizar a sinalização seria de R$ 150 milhões, sem contar as alterações no terminal de manobra da Estação Mercado. Mas para que este valor seja considerado um investimento é necessário uma demanda muito maior. A atual demanda é semelhante à 2006, quando circulavam 19 trens e hoje são 24.

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