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Guerra Hibrida: Também no Perú delatores são constrangidos a mentir contra ex-Presidentes e “vazamentos” acontecem

No artigo DELAÇÃO COMBINADA, que reproduzo a seguir, o Intercept revela que o método é o mesmo em todos os países. Ministério Público e Judiciário coniventes na quebra da Constituição para golpear a democracia e grandes empresas da área da Construção que disputavam no mercado (e ganhavam) de empresas americanas do mesmo ramo.

O mesmo método de Delações mentirosas usadas contra Lula e o PT, são os métodos usados contra Presidentes e lideranças nacional desenvolvimentistas de outros países da America Latina.

O interessante é que as “revelações” são “vazadas” ao INTERCEPT da mesma forma, que no Brasil e praticamente no mesmo período.

As importantes revelações que vem dos “vazamentos” de Intercept, aqui no Brasil e outros países, em “conta gotas” , aqui como lá, são também cada vez mais reveladoras de que há uma disputa de narrativas entre setores do capital financeiro internacional que submetem povos e nações aos seus interesses. A esquerda Brasileira, e o PT em especial, como Partido da classe Trabalhadora, devria se preocupar mais em, mesmo que tardiamente, constituir Equipe de Inteligência capaz de entender o que e como se faz a disputa da Luta de Classes em tempos de revolução tecnológica, de manipulação de corações e mentes a partir de narrativas que por hora sequer mencionam e nem tem a participação da Classe Trabalhadora.

Segue o Artigo do Intercept

Áudios exclusivos: Lava Jato do Peru pediu para delator mentir contra ex-presidente

Em conversas gravadas dentro de prisão, procurador orienta réu a lapidar depoimento para que ele se ajuste à “tese da procuradoria”. Ilustração: João Brizzi/The Intercept Brasil

Dois membros do Ministério Público do Peru foram gravados induzindo um preso a mentir ou omitir fatos sobre sua ligação com investigados na Lava Jato peruana — principalmente funcionários da empreiteira Odebrecht. Dessa forma, não haveria contradições nas denúncias que os investigadores preparavam contra políticos do país, entre eles o ex-presidente Ollanta Humala. Os arquivos de áudio foram entregues ao Intercept por uma fonte que pediu para não ser identificada e analisados em conjunto com o site de jornalismo investigativo OjoPúblico.

O preso é Martín Belaunde Lossio, um marqueteiro e operador político que aspira a se tornar delator premiado para se livrar da prisão. Ex-braço direito de Humala em suas campanhas presidenciais, ele é peça-chave em ao menos um processo contra o político, que governou o Peru entre 2011 e 2016.Assine nossa newsletterConteúdo exclusivo. Direto na sua caixa de entrada.Eu topo

Nas gravações, Belaunde afirma que um procurador do Equipo Especial (equivalente à força-tarefa da Lava Jato no Brasil) lhe pediu para mentir e dizer que não sabia de uma alegada doação eleitoral de 400 mil dólares da Odebrecht a Humala porque o ex-diretor da construtora, Jorge Barata, havia negado ter feito o pagamento.

“O que o senhor vai nos dizer precisa ter concordância com a tese da procuradoria”, deixa claro outro procurador, David Castillo, a Belaunde e seu defensor, Luis Fernando de la Cruz, em um dos áudios.

O aspirante a colaborador e seu advogado se mostram dispostos, em vários trechos das gravações, a mentir ou omitir para agradar os procuradores. “Se for útil para o senhor, nós incluímos. Se não for útil, é como se não existisse”, responde Belaunde. Castillo é subordinado a outro procurador, Elmer Chirre, que também aparece nas gravações e comandou a acusação no primeiro caso derivado da Lava Jato peruana que resultou em condenação.

Os procuradores gravados não fazem parte diretamente da equipe encarregada da Lava Jato no Peru. Mas a delação de Belaunde abasteceria as investigações do Equipo Especial, responsável por conduzir o braço peruano da Lava Jato, que investiga propinas pagas pela Odebrecht no país.Potencial delator aceitou pedido de procuradores e eliminou contradição em caso da Lava Jato peruana.

Caso Belaunde mantivesse a versão de que sabia do pagamento à campanha do político, haveria uma contradição grave entre dois dos principais acusadores no caso contra Humala. Mas o pedido da procuradoria foi aceito pelo candidato a delator, que retirou o relato sobre o dinheiro da Odebrecht de sua proposta de delação e assim deu consistência à denúncia da Lava Jato peruana.

Os procuradores também discutiram com Belaunde e seu advogado sobre a necessidade de que a proposta de delação premiada fosse avaliada pelo juiz Richard Concepción Carhuancho, o Sergio Moro peruano. Nas mãos dele, que lida com os casos da Lava Jato no Peru, haveria mais chances do acordo ser aceito, avaliaram.

Ao todo, são mais de 12 horas de conversas, gravadas antes, durante e depois dos interrogatórios oficiais de Belaunde em março de 2019 na prisão de segurança máxima de Piedras Gordas, onde o aspirante a delator está detido.

Confirmamos a veracidade dos áudios com base em quatro evidências: os interlocutores (Belaunde, seu advogado e os procuradores) se identificam com nomes e sobrenomes e fornecem informações pessoais que checamos (Chirre fala sobre seu local de origem e de la Cruz sobre outro de seus clientes). Além disso, duas atas com as declarações de Belaunde correspondem ao que foi dito nos áudios (assinadas pelos protagonistas), e pelo menos uma voz extra corresponde a um agente penitenciário de Piedras Gordas.

As gravações não fazem parte do arquivo da Vaza Jato, recebido pelo Intercept de outra fonte.

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