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Perito confirma adulteração de dados pela Odebrecht usados para incriminar Lula: “O criminoso entregou o cadáver embalsamado”

Leia a íntegra da representação da defesa de Lula ao STF com diálogos de peritos da PF que apontam que os sistemas MyWebDay B e Drousys, da Odebrecht, podem ter sido adulterados pelos procuradores da Lava Jato para incriminar o ex-presidenteDallagnol e o power point contra Lula (Arquivo)

Na Revista Fórum

Em representação ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, protocalada nesta segunda-feira (2), os advogados que fazem a defesa do ex-presidente Lula – liderados por Cristiano e Valeska Zanin Martins – detalham os áudios dos peritos da Polícia Federal que apontam que os arquivos dos sistemas MyWebDay B e Drousys, da Odebrecht, podem ter sido adulterados pelos procuradores da Lava Jato para incriminar o petista.

Segundo os advogados, “embora os sistemas da Odebrecht tenham sido apreendidos na Suíça, o material que foi analisado pela Polícia Federal não é proveniente daquele país; o material analisado foi entregue pela Odebrecht após a empresa
ter obtido cópia na Suíça e “mexido” no material; e não houve qualquer conferência entre o material entregue pela Odebrecht com o material que foi apreendido originariamente pelas Autoridades Suíças”.

As conversas mostram que Roberto Brunori Junior e Aldemar Maia Neto, peritos criminais da PF, tiveram acesso ao material em reunião realizada com Cláudio Wagner, que conduziu a perícia, e reconheceram que os arquivos “gerados pela Odebrecht” possuem “datas posteriores às apreensões” do material.

Nas conversas gravadas com a autorização de todos os presentes, um dos peritos levanta a questão de que a “Odebrecht recebeu da Autoridade Suíça e ela abriu isso [os arquivo], e mexeu nisso, durante muito tempo ficou com isso lá”. Um assistente confirma: “A aparência é essa”.

O assistente técnico diz, então: “Eu só quero alertar isso, o criminoso entregou o cadáver embalsamado”.

Em outra parte da conversa, o perito identificado como 1, confirma a adulteração dos dados dos sistemas pela Odebrecht, que inclui informações posteriores às apreensões.

“Que ela encapsulou isso tá no laudo, inclusive tá provado que o arquivo que foi gerado lá, inclusive, tem arquivos com datas posteriores às apreensões que a gente mostra que foram geradas pela Odebrecht”.

Leia a representação da defesa de Lula na íntegra

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