Porto Alegre

Em Plena Crise do COVID, Marchezan quer tirar o pão da boca de garis e trabalhadores da COTRAVIPA

Mandou reduzir pela metade os contratos de limpeza e poda. A lógica é a neo liberal: Se tem crise, que os trabalhadores paguem por ela. Mas neste caso, reduzir pela metade o valor dos contratos com a COTRAVIPA, significa não só reduzir a limpeza na cidade, mas tirar o ganha pão de centenas de pessoas que trabalham na limpeza da cidade. E estas pessoas, que ganham um salário mínimo ou pouco mais, usam este dinheiro apara comprar coisas nos mercadinhos e no comércio de seus bairros, ainda mais agora. Então, ao reduzir estes contratos, Marchezan esta prejudicando não só os trabalhadores, dos quais muitos podem até passar fome por causa disto, mas prejudica também o pequeno comércio dos bairros onde moram estas pessoas. Leia a Carta dirigida ao Vereador Comassetto :

Prezado Comassetto, bom dia!
Tu sabes que não somos de nos manifestarmos com leviandade porém achamos que o posicionamento por parte da prefeitura de Porto Alegre nesse momento, deve ser tema de questionamento nesse momento!
Nessa segunda-feira o DMLU nos enviou um e-mail comunicando redução de 50% do contrato da Limpeza Urbana além da redução já prevista devido a sazonalidade do contrato dos Verdes (Roçada de avenidas, capina de ruas e praças da cidade) o que representa no total de uma redução R$ 2.600.00,00 mês.
Ficamos apavorados, são mais de 650 pessoas que a partir de hoje estão sem trabalho e suas famílias sem sustento, é duro ver o desespero delas!
Não formalizaram nada, e não deram prazo algum somente um e-mail solicitando a suspensão imediata e dizendo de quanto irá ser a economia!
Só não entendemos para quem é essa economia e a que preço!
Não sabemos se quem conduziu essa análise levou em consideração o impacto social tanto para a comunidade carente que depende da cooperativa para sobreviver e estarão a partir de agora aumentando as filas do assistencialismo, quanto do contribuinte que em plena época de pandemia e higienização total vai ter de conviver com a sujeira que vão ficar as ruas de seus bairros que devido a quarentena estão gerando 3x mais lixo do que o normal!
Para ter uma ideia, a varrição de ruas despencou de 40.000 km para 20.000 km mês, sem falar os demais serviços os quais o efetivo estava auxiliando na desinfecção das paradas de ônibus e lugares com grande circulação. Há locais que simplesmente não contarão mais com a limpeza urbana!
Pensamos que esses serviços seriam considerados mais do que nunca e acima de tudo uma questão de saúde pública pois é a vida da população em risco não é atoa que estados no Norte do país que tem problemas urbanos graves ocupam os primeiros lugares no ranking da Covid-19.
Somos cientes do impacto que a falta de arrecadação já está gerando aos cofres públicos, mas será que das verbas que estão sendo liberadas pelo governo federal para combate a pandemia nenhuma pode ser utilizada para a manutenção da limpeza e conservação urbana algo tal vital para a saúde da população de uma cidade?
Enfim … fica aqui nosso desabafo!
Grande abraço!

Um pensamento sobre “Em Plena Crise do COVID, Marchezan quer tirar o pão da boca de garis e trabalhadores da COTRAVIPA

  1. Pingback: Em Plena Crise do COVID, Marchezan quer tirar o pão da boca de garis e trabalhadores da COTRAVIPA — Luíz Müller Blog | Gustavo Horta

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