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Governador do Maranhão dribla piratas americanos de Trump e traz 107 Respiradores Chineses pro povo do Maranhão

Enquanto Mandetta e Bolsonaro fazem joguinho de gato e rato, o povo brasileiro sofre as consequências. Felizmente há resistência, e ela vem dos Governadores do Nordeste que ao invés de fazerem jogo de cena, não se furtam a defender a Saúde e os interesses de seu povo. Desta vez foi Flávio Dino que organizou uma inteligente operação de importação de Respiradores Chineses, para que Trump não os sequestrasse no meio do caminho.

Leia o artigo da Revista Fórum:

Logística traçou rota pela Etiópia para evitar que a carga fosse desviada pelos EUA e evitou alfândega em São Paulo, para que equipamentos não fossem confiscados pelo governo federalFlávio Dino (Foto: Divulgação

Da Revista Fórum

O governador Flávio Dino (PCdoB) montou uma verdadeira operação de guerra para levar ao Maranhão em tempo recorde 107 respiradores e 200 mil máscaras compradas da China em março.

A logística, envolvendo 30 pessoas, foi traçada para evitar que o lote fosse desviado ou vendido aos Estados Unidos ou confiscado por Jair Bolsonaro – como já havia acontecido outras vezes, segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, desta quinta-feira (16).

Com a ajuda de uma importadora maranhense, Dino negociou diretamente com uma empresa chinesa, que enviou os equipamentos e suprimentos médicos para a Etiópia, escapando da rota que passaria pela Europa – onde poderia ser desviada.

O secretário estadual Simplício Araújo, de Indústria e Comércio, que coordenou a empreitada, diz que o cargueiro que saiu da China e aterrissou em São Paulo teve o frete pago pela mineradora Vale.

Em São Paulo, a carga foi colocada em um avião fretado e enviada direta para o Maranhão, onde passou pela Receita Federal. A estratégia, de evitar a liberação na Alfândega em São Paulo, foi montada para que os equipamentos não fossem retidos pelo governo Bolsonaro.

“Se não fizéssemos dessa forma, demoraríamos três meses para conseguir essa quantidade de respiradores. Assim que os equipamentos chegaram já os conectamos para ampliar a nossa oferta de leitos de UTI”, disse Araújo à Folha. A operação levou 20 dias, ao custo de 6 milhões de dólares.

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