Uncategorized

Estariam as bandeiras coloridas do Eduardo Leite minimizando a propagação do Corona Vírus ao olhar da população?

Ao ler a notícia do G 1 que reproduzo a seguir, logo vem a mente a ideia de que teve uma festa de família. Não teve. Teve familiares se revezando pra cuidar dos idosos. Um erro, por que se há contato interpessoal entre muitas pessoas de lugares diferentes, mesmo que não seja ao mesmo tempo, aumenta a probabilidade de espalhar o Vírus. As autoridades sabem disto. Bolsonaro sabe disto e optou por tentar fazer o povo brasileiro se contaminar o mais rápido possível, a custa de muitas mortes. Eduardo Leite também sabe disto. E os empresários sabem disto. Como no começo da pandemia houve uma ação muito correta de criar um mínimo de isolamento social por parte do Governador, a “elite” empresarial gauderia passou a pressionar o guri de Pelotas pra ir “afrouxando” as regras. Aí vieram as tais bandeiras coloridas. Bandeiras costuradas no ninho tucano, diga-se de passagem, por que em São Paulo o Dória também adotou, não por coincidência, as mesmas bandeiras.

Regras afrouxadas enquanto a curva de contaminados e de mortos aumenta. O resultado das tais bandeiras do afrouxamento governamental farão pouca diferença do que o Bolsonaro havia se colocado como objetivo: Salvar a economia a custa de muitas mortes. Não se salvara a economia e muitas mortes haverão.

Só um Lockdown, fechamento rigoroso, e com muita informação a população poderia ter impedido muitas famílias de se auto contaminarem. E falo destas, que até acreditaram nas bandeiras que sinalizam uma gravidade média pra algo muito mais grave que a aparência alaranjada ou amarela de uma bandeira. Por que há os que criminosamente organizam festas e abrem restaurantes, como aquele de Gramado há um mês e pouco atrás, que zombou da doença e dos que acreditam na periculosidade dela.

Segue a matéria do G 1 e da Gaúcha ZH pela qual me senti provocado a escrever este comentário:

Casal de idosos e filho morrem de Covid-19 no RS; 12 pessoas da família testaram positivo

De acordo com uma das netas, família se revezava para cuidar do casal, que morava numa propriedade rural. Dos 12 infectados, dois ainda estão internados em hospitais da região.

Por Gabriela Clemente e Roger Ruffato, G1 RS e RBS TV

20/07/2020 16h26 Atualizado há uma hora


Leonor e Solon morreram com dois dias de diferença — Foto: Arquivo pessoal

Leonor e Solon morreram com dois dias de diferença — Foto: Arquivo pessoal

Um casal de idosos e o filho, de 58 anos, morreram, num intervalo de três dias, em decorrência da Covid-19, na Serra do Rio Grande do Sul. De acordo com familiares, 12 pessoas da família testaram positivo para a doença, duas seguem internadas em hospitais de Gramado e Vacaria.

O filho morava em Gramado, e os pais em uma propriedade a cerca de 50 km do centro de São José dos Ausentes. A cidade com 3,5 mil habitantes tem quatro casos confirmados e duas mortes por coronavírus, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

A psicóloga Aline Padilha Rabelo, neta do casal, contou ao G1 que, desde o início da pandemia, havia um revezamento entre os familiares nos cuidados com os idosos.

“Todo ‘finde’ era um filho responsável por vir, para fazer a lida de campo, do gado. Naquele fim de semana, era meu tio Odilon. Ele não tinha sintoma algum que pudesse gerar qualquer preocupação ou desconfiança”, diz Aline.

Solon Gonçalves Padilha, de 88 anos, morreu na última quinta-feira (16). Três dias depois, a esposa dele, Leonor Alano Padilha, de 84, e o filho do casal, Odilon Alano Padilha, de 58 anos, também faleceram

Sem histórico de doenças, o filho Odilon estava internado no Hospital de Gramado desde o dia 7 de julho. No dia 11, recebeu o diagnóstico positivo para coronavírus. De acordo com a família, Solon era diabético e Leonor era hipertensa e cardíaca. Os dois foram internados no mesmo dia, no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria, já em estado grave.

A sobrinha Aline conta que Odilon teve contato com outros irmãos e cunhados no fim de junho. Os sintomas começaram a aparecer uma semana depois.

“Ele achou que era uma síndrome gripal normal, mas não teve melhora no quadro. Na terça, dia 7, ele consultou com um médico, que identificou uma infecção pulmonar e pediu que ele já ficasse hospitalizado. No fim da tarde foi transferido para a UTI”, conta Aline.

Foi neste momento que, segundo ela, a família ligou um alerta para a saúde dos idosos. “Desde o dia 4, 5, por aí, eles já estavam debilitados, acamados. Na sexta, dia 3, um tio levou eles em uma consulta em São Joaquim (SC). Lá, eles fizeram um teste rápido, que deu negativo. O médico deu uma medicação e mandou eles ficarem em casa”, comenta a psicóloga.

Após a internação de Odilon, Aline entrou em contato com a Secretaria de Saúde de São José dos Ausentes para que mandassem uma ambulância e fizessem uma avaliação médica nos avós.

“O médico entendeu a necessidade de eles serem hospitalizados, e foram levados para Vacaria. Existia a hipótese de que poderiam estar com Covid, então iniciaram o tratamento. Quatro dias depois, o teste RT-PCR deu positivo para ambos”, conta.

Odilon (esquerda) e o filho Rodrigo (direita). — Foto: Arquivo pessoal

Odilon (esquerda) e o filho Rodrigo (direita). — Foto: Arquivo pessoal

Família testou positivo

Segundo a psicóloga, foram 12 casos positivos na família. “Alguns já tiveram e não têm mais transmissão. Outros foram hospitalizados, mas receberam alta, fora os dois que estão no hospital”, elenca.

Aline ressalta que a família não realizou nenhuma reunião recentemente. “Muitas pessoas estão falando que todos se reuniram no aniversário do meu avô, mas isso não é verdade. A última ocasião em que eles estiveram juntos, apenas com os filhos, foi no Dia das Mães”, garante.

Rodrigo Miola Padilha, filho e neto das vítimas, também testou positivo para a doença, mas não apresentou sintomas graves e é considerado recuperado. Ele acredita que a evolução da doença no pai tenha sido pela demora em buscar atendimento.

“Ele estava com sintomas, mas não queria ir ao médico. Não era adepto a medicamentos farmacêuticos. Tomava chá, mel, limão, gengibre. Eventualmente, quando dava uma gripe nele, fazia isso e tava bom. Só que dessa vez complicou demais. Quando foi consultar, os pulmões e rins já estavam muito comprometidos”, relata.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s