Eleições 2020

Coser encosta em delegado bolsonarista e vira votos na reta final do 2º turno em Vitória

Chico Buarque e Zélia Duncan pedem votos ao candidato do PT na capital do Espírito Santo, que arranca para vencer adversário da extrema-direita, no domingo. A cinco dias da eleição, o petista subiu a 43%, antes mesmo do debate televisivo em que desmascarou o Delegado Pazolini, encurtando a distância que os separava. Há uma semana o candidato de Bolsonaro tinha 15 pontos de vantagem. Agora, há uma situação de empate técnico. “A hora é da virada”, afirma João Coser 

João Coser avança sobre o bolsonarista Delegado Pazolini, adversário que tem o apoio de Bolsonaro, e estava 15 pontos à frente na campanha eleitoral. Agora, a situação é de empate técnico

A reta final das eleições municipais em Vitória, capital do Espírito Santo, tornou-se empolgante e promete uma virada histórica, impondo uma derrota ao bolsonarismo mais tacanho. O candidato João Coser, que disputa a prefeitura municipal da principal cidade capixaba pelo PT, arrancou nas pesquisas eleitorais e encostou no adversário, o deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos), o candidato de Jair Bolsonaro, que representa o atraso e se constitui na face mais aterrorizante da extrema-direita no Sudeste.

Pesquisa divulgada pelo Ibope, encomendada pela TV Gazeta, do Espírito Santo, mostra João Coser encurtando a distância e em situação de empate técnico. Em apenas uma semana, Coser tirou 10 pontos em relação a Pazolini. O delegado bolsonarista tem 48%, enquanto João Coser foi a 43%. De acordo com o instituto de pesquisa, a margem de erro é de 3 pontos percentuais, configurando uma situação de empate técnico. O levantamento foi feito entre sábado, 21, ontem 23. O Ibope mostra que 7% dos eleitores anunciaram que vão votar em branco ou anular a opção. Apenas 3% não sabem ou não responderam.

“É a hora de virar votos e conquistar aqueles que estão indecisos”, aponta João Coser. “É hora de mostrar que a experiência é o melhor caminho para gerir a cidade neste momento em que mais precisamos”, destacou o candidato. Depois do cantor e compositor Caetano Veloso, nesta terça-feira foi a vez do cantor e compositor Chico Buarque e da cantora Zélia Duncan, também pedirem votos para o petista. Nas redes sociais, os dois artistas pregaram abertamente que a melhor opção para os capixabas neste segundo turno é a eleição de João Coser prefeito de Vitória.

Debate mostrou preparo do petista

Nesta segunda-feira, durante o debate realizado pela TV Gazeta, Coser desmascarou o candidato do Palácio do Planalto, acusando-o de não ter experiência administrativa e de pautar sua atuação política na busca do espetáculo. “Acho que delegado tem que cuidar da delegacia. Ele fala que no gabinete dele vai cuidar de toda a cidade. A delegacia tem uns 500 metros, ela foi roubada. Delegacia no período que ele era delegado”, acusou o candidato do PT.

Sobre a “invasão de hospital”, promovida pelo Delegado Pazolini em junho para atender ao pedido de Jair Bolsonaro, o petista também criticou o comportamento doidivanas do bolsonarista. “Ocupar hospital não foi correto. Foi uma ação política para tentar angariar prestígio e voto. Poderia chamar os profissionais para conversar fora do hospital”, acusou. Tal qual Jair Bolsonaro, Pazolini era contra o isolamento social. No início da crise sanitária, o presidente disse que o país enfrentava uma gripezinha, mesmo diante das evidências da expansão acelerada da pandemia do novo coronavírus.

O petista defendeu os profissionais de saúde e prometeu fortalecer o Sistema Único de Saúde, alvo de constantes ataques do Palácio do Planalto e do governo Bolsonaro. “O SUS salvou o Brasil, é um exemplo para o mundo inteiro e foi muito importante”, destacou. “Minha ação será de fortalecer o SUS e os profissionais da saúde, que merecem respeito”, disse João Coser. O petista mostrou propostas para mudar a realidade do município, enquanto o candidato de Bolsonaro tentava se desvencilhar do rótulo de aliado de primeira hora do bolsonarismo.

Aliados e esquemas de governo

Pazolini tentou ainda se desvencilhar de outro aliado de primeira hora: o ex-senador Magno Malta. “Ele não será um conselheiro e não participará do meu governo”, prometeu, balbuciando diante das críticas que vêm sendo feitas pelas suas alianças com grupos conservadores e da extrema-direita no estado. “Meu governo será formado por uma equipe técnica, uma equipe de pessoas qualificadas. Eu tenho independência para isso”, tentou justificar.

O candidato bolsonarista também anunciou que não pretende manter o pagamento de benefício social aos mais pobres, repetindo a ladainha conservadora do ministro Paulo Guedes. “Aqueles que precisam, no momento de pós-pandemia, serão acolhidos, mas terão uma porta de saída, eles não ficarão permanentemente recebendo benefício porque terão sua emancipação garantida”, disse. 

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