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Pauta bomba armamentista no Congresso: Em live, Bolsonaro ameaça Governadores com povo armado pelo Brasil

Bolsonaro ameaça governadores e incita os apoiadores, diante do silêncio das instituições

por Marcelo Firmino no É ASSIM

Bolsonaro promete armar pautas bombas no Congresso esta semana

Para se manter no Poder, Jair Bolsonaro decidiu ir além da sua cruzada populista-ideológica no País, após as vitórias nos comandos da Câmara e do Senado.

As pautas radicais na área da segurança pública entraram de vez no radar do Planalto.

E o mais grave: o mandantário decide que é hora de instigar a população  para andar armada.

Via decretos, ele deixou claro em live no Facebook, na última sexta-feira, 5,  pretende facilitar, ainda mais, o acesso às armas de fogo para cidadãos e colecionadores, atiradores esportivos e caçadores (CACs)

E assim se deu a incitação:

-É um direito de vocês; arma evita que um governador de plantão queira ser um ditador.

Se ninguém parou para pensar e o Congresso faz ouvidos de mercador, assim como as demais instituições do País, mas o conteúdo da fala é nitroglicerina pura.

Não apenas sugere o desrespeito aos governadores nos Estados, como alimenta a possibilidade de uma guerra civil.

Para isso esta semana ele pretende enviar ao Congresso aquele velho projeto do ex-ministro Sérgio Moro, que, sob o título de “excludente de ilicitude“, libera o direito de matar aos policiais.

Aliado a isso, ele pretende votar também o decreto que torna as polícias estaduais  independentes, reduzindo a influência dos governadores sobre as corporações.

Cria, inclusive, a patente de general na Polícia Militar.

A pauta-bomba de Bolsonaro inclui ainda  mandato para o comandante da corporação e para os diretores-gerais da Polícia Civil.

Ou seja, serão eleitos para um mandato de 2 anos. No caso da PM, os eleitores serão os oficiais.

Bolsonaro, além de inflar politicamente as PMs, quer se sobrepor à Constituição Federal que garante o comando dos governadores sobre a PM.

Nesse caso fica mais dificil por que a mudança depende uma PEC, que exige uma votação do Congresso com dois terços de aprovação.

Mas, a história perversa está nas armas em mãos dos seus apoiadores. Com que propósito mesmo o Presidente da República que fanáticos armados?

Ele aposta agora nos comandos da Câmara e do Senado para aprovar a ideia do povo armado “em nome do Brasil”.

A fala é clara:

Arma é um direito de vocês. Arma evita que um governante de plantão queira ser ditador. Eu não tenho medo do povo armado, muito pelo contrário, me sinto muito bem em estar ao lado do povo de bem armado pelo nosso Brasil”.

Mais assustador que as armas é o silêncio das instituições…

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