CoronaVírus/Porto Alegre

“Sempre vai poder por mais alguém” diz Prefeito sobre lotação de hospitais , e defende atividades econômicas abertas

Sebastião Melo, Prefeito de Porto Alegre que já conclamou seus munícipes a “doar a vida pela economia da cidade”, em entrevista a Gaúcha/ZH, onde reivindica que o Governador do Estado lhe devolva a gestão sobre os temas da Pandemia na Cidade, Melo é enfático quando perguntado sobre “manter as atividades econômicas abertas”, já que no entendimento dele, tudo se resolveria com mais vagas em hospitais já existentes, por que também disse que a Prefeitura não investiria em Hospitais de campanha, e que “sempre pode por mais alguém” nos hospitais existentes, não levando em conta o stresse permanente a que estão mantidas as equipes de saúde do município, já no limite.

Melo, que também foi árduo defensor do tal “tratamento precoce” e chegou a distribuir “Kit Cloroquina” aos postos de saúde, parece ser uma versão em escala municipal do omisso presidente da nação.

Segue matéria e áudio da Gaucha/ZH na íntegra. Leia e ouça:

“Sempre vai poder pôr mais alguém”, diz Melo sobre superlotação em hospitais

Prefeito afirma não fará estruturas de campanha e que a ideia é aproveitar locais já existentes

Na manhã desta terça-feira (16), em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, o prefeito  de Porto Alegre, Sebastião Melo, analisou o cenário atual da pandemia na cidade, falou sobre as medidas que podem ser adotadas pela prefeitura em relação às restrições e fez críticas à suspensão da cogestão por parte do governo do Estado.

Referente à superlotação de hospitais, Melo relatou que visitou todas as emergências da cidade, identificou os principais problemas e está trabalhando para achar soluções. Sobre os leitos, destacou a criação de mais de 600 vagas em leitos clínicos e 200 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). De acordo com ele, “a abertura de leitos é finita e a doença é infinita”, mas é melhor que o paciente esteja dentro de um hospital, mesmo com as estruturas superlotadas, do quem sem assistência:

 — Sei que têm limites, mas o hospital sempre vai poder pôr mais alguém. E estar dentro do hospital é melhor do que não estar. É difícil, reconheço o que os profissionais da saúde estão dizendo, mas é o momento que todos nós precisamos dar as mãos para poder salvar pessoas.  

O prefeito também disse que a gestão municipal não fará hospitais de campanha, porque, de acordo com ele, são caros e demorados. A ideia é aproveitar estruturas já existentes, como o Sanatório Partenon e o Hospital Belém Velho. 

De acordo com Melo, o caminho mais rápido de dividir a responsabilidade pela gestão da crise causada pela covid-19 é pelo sistema de cogestão. Disse que o governador Eduardo Leite decidiu, de forma “unilateral”, suspender a medida:

— Se ela (cogestão) é para valer, ela não pode ser temporária. Somos parceiros para ser cogestores. Se tem que abrir mais, vamos abrir mais. Se precisa fechar mais, fechamos mais.

Questionado sobre como seria sua gestão de crise, Melo afirmou que não fará nada até que haja uma decisão por parte do governador, mas destacou que, entre as medidas que a prefeitura poderia tomar, caso haja uma bandeira própria, seria a restrição em relação ao transporte público e espaços como parques e Orla. 

Atividades econômicas seriam mantidas.  Na entrevista, Melo também falou sobre IPTU e confirmou que o projeto que prevê o cancelamento dos aumentos do imposto será encaminhado para a Câmara dos Vereadores em breve. 

2 pensamentos sobre ““Sempre vai poder por mais alguém” diz Prefeito sobre lotação de hospitais , e defende atividades econômicas abertas

  1. Sobre o comércio shoppings as aglomerações acontecem nos finais de semana. Sou vendedora trabalho no shopping Iguatemi abrir de segunda a sexta o comércio não tem aglomeração pois vão passear sab e Dom a família toda esquecem de dos cuidados .O problema não é o comércio são as pessoas q vem trazer o vírus p dentro do shopping.E outra situação são os ônibus q deveriam aumentar nós horários de abertura e fechamento dos shoppings pois lotam por causa da dos limites de horários mas isso não se importam pois são trabalhadores q estão se colocando em risco todos os dias , lamentável só querem ganhar ,sem dar condições p trabalhador ir e vir em segurança p casa .

    Curtido por 1 pessoa

    • Na verdade poderiamos estar retomando a normalidade aos poucos, se o Governo tivesse providenciado as vacinas em tempo hábil. Em 2009, na PANDEMIA do H1N1, o Brasil vacinou 90 milhões de pessoas em 3 meses, por que o SUS sabe e tem sistema pra fazer. Mas Bolsonaro e sua gang se recusaram a fechar os acordos para as vacinas ainda em Dezembro, quando foram oferecidas. E até agora, de lá só vem falsas promessas de compra de vacinas que não chegam. Mas Melo, também perdeu tempo e dinheiro ao distribuir Kits Cloroquina que não srviam pra nada e fez coro com o Presidente para abrir tudo, e se bobear, ainda culpa a população, que muitas vezes não tem opção, e tem que sair pra trabalhar.

      Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s