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Covid-19: Entenda por que não é possível escolher qual vacina tomar em Porto Alegre

Do Jornal do Comércio

Capital tem utilizado a Coronavac em 80% dos idosos atendidos nos postos de Saúde

Capital tem utilizado a Coronavac em 80% dos idosos atendidos nos postos de Saúde

Ainda vai demorar um pouco para que os porto-alegrenses possam escolher qual vacina contra a Covid-19 preferem receber. Por enquanto, conforme informações do Centro de Vigilância em Saúde da Capital, mais de 80% das doses do imunizante aplicadas nas unidades de Saúde são de Coronavac. Este é o principal motivo pelo qual a Prefeitura não tem divulgado quais vacinas são possíveis encontrar nos postos de atendimento que integram a campanha de imunização em Porto Alegre.  Outro motivo, segundo o diretor do Centro de Vigilância em Saúde do Município, Fernando Ritter, é que a maioria das poucas doses de Astrazeneca já enviadas pelo Ministério da Saúde foram destinadas a “públicos específicos”. “Inicialmente, quase a totalidade desta vacina foi aplicada em profissionais do serviço de Saúde, porque a princípio não sabíamos que chegariam mais doses do laboratório de Oxford”, explica. “E quando tivemos a oportunidade de vacinar idosos com este imunizante, achamos que não iria ajudar divulgar amplamente, porque geraria margem para as pessoas começarem a escolher qual vacina receber, o que provocaria filas e aglomeração (visto que ainda é baixo o volume de doses de Oxford, em relação à Coronavac)”, destaca Ritter. Ele afirma que assim que o número de doses da Astrazeneca enviadas pelo governo federal aumentar será possível divulgar onde cada um dos imunizantes será aplicado.   O diretor do Centro de Vigilância pondera que neste sábado (10), quando começou a vacinação de idosos de 63 anos, além da Coronavac o imunizante desenvolvido em Oxford também será aplicado. “Vai ter  Astrazeneca, porque temos agora, recém enviada pelo governo. Mas, seja como for, ambas as vacinas protegem contra a Covid-19 e são eficazes. A diferença é que quem receber a Coronavac poderá buscar a segunda dose a partir de 21 a 28 dias, enquanto os imunizados pela vacina de Oxford (Astrazeneca) precisam aguardar 12 semanas.” Ritter destaca que a população que está sendo imunizada contra o novo coronavírus recebe uma carteirinha, onde os atendentes da Saúde municipal registram o nome da vacina aplicada, bem como o do laboratório, e o número do lote. Além disso, também é sinalizado o prazo de retorno para a aplicação da segunda dose. “Ainda não tem como avisar qual dose está sendo aplicada em cada unidade de Saúde, mas no futuro quando tiver um volume maior das duas vacinas nós iremos divulgar, até porque as pessoas precisam saber aonde vão tomar a segunda dose”, ressalta o diretor do Centro de Vigilância em Saúde. Ele observe que “se tiver as duas vacinas no posto de atendimento não tem problema escolher”. “Mas isso vai depender da disponibilidade do momento.” Por enquanto, de acordo com Ritter, a Coronavac segue representando mais de 80% das doses que estão sendo aplicadas. 

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