Livros

Para continuar sempre querendo mudar o mundo (Por Diego Nuñez*)

*Diego Nuñez

Eu quero mudar o mundo? Os jovens provavelmente responderam positivamente ao fazerem esta pergunta ao seu reflexo no espelho. Na juventude, transborda-se energia, o tempo parece mais longo e os desafios que a vida impõe parecem de mais simples solução. À esta vontade, adiciona-se o combustível essencial para qualquer sentimento de mudança: a esperança. Eles querem mudar o mundo, porque eles podem mudar o mundo. E vão. Mas o que é mudar o mundo?

À medida que se vai envelhecendo, a vida trata de moldar a forma de se pensar e agir através de uma pancada atrás da outra. As prioridades mudam porque o andar da carruagem obriga-as a mudarem. A estrada passa a ser mais tortuosa, o caminho parece cada vez mais difícil de ser seguido e o destino se torna completamente incerto. Como eu posso mudar o mundo?

Essa pergunta passa a ecoar menos na cabeça de quem tem que correr até o banco mais próximo para pagar uma conta que está vencendo. Não demora muito até virar um sussurro, que, talvez por conta do reflexo do tempo e da idade no ouvido, passa a se tornar inaudível. Eu ainda quero mudar o mundo?

Quem vai responder estas perguntas é o Fabrício Acosta Rocha, em seu livro “Por que eu ainda quero mudar o mundo?”, lançado pela Pubblicato Editora em abril de 2021. Cheio de ironias e uma certa acidez com algumas das questões mais urgentes para um brasileiro que vive uma virada de década no século XXI, Fabrício propõe um debate sincero sobre a posição de qualquer um que esteja lendo este texto perante a sociedade em que vivemos.

Usando uma linguagem coloquial, quase como se conversasse com o leitor, traz para o cotidiano do Brasil atual discussões filosóficas que há gerações são debatidas através dos mais rebuscados dos linguajares. Relembra aspectos da sua própria vida e da sua cidade, trazendo ideologia, sociedade, antagonismos e antropologia para a calçada de casa.

O livro nos provoca. Nos coloca frente a frente com nossas próprias frustrações, brinca com as nossas próprias contradições e, mesmo da calçada de casa, faz com que demos um passo para trás para enxergar melhor à nossa volta. Ele faz enxergar a si mesmo.

Se todo jovem quer mudar o mundo, todo adulto já quis mudar o mundo um dia. Mas se é quase impossível mudar um mundo em uma vida inteira, por que eu ainda quero? O que significa esse sentimento? A audácia de tentar responder a tamanho questionamento pode ser encontrada nessas 112 páginas.

  • Diego Nuñez é Jornalista

Segue uma fala do Autor do Livro sobre seu conteúdo e o link para acessar o Livro:

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