Educação/Rio Grande do Sul

Funcionários de Escolas do RS ganham menos que o Salário Mínimo mas Governador se recusa a dar Reposição Salarial

Ainda em 2019 Eduardo Leite disse que professores são só “gasto” e defendeu publicamente a privatização da Educação Primária e Básica. Não dá pra dizer que ele não avisou sobre o que pensa. Foi eleito com este projeto, obtendo estranhamente inclusive, o voto de milhares de Professores e Funcionários de Escolas que caíram na lorota bolsonarista de votar “contra o PT”. Estranho, por que foi justamente nos Governos do PT de Olívio Dutra (1999/2002) e Tarso Genro (2010/2014) no Estado, que os Educadores e a Educação tiveram os maiores aumentos e os maiores investimentos deste Século no RS.

Desmotivar pessoas a fazerem concurso é um dos claros objetivos de pagar menos que o Salário Mínimo e pagar depois um “completivo” para que cheguem ao Salário Mínimo, que até agora é o menor valor possível a ser pago a alguém que ainda tenha emprego no Brasil.

Nada muito diferente do que Eduardo Leite paga aos Professores como descrito no artigo Pagando o Menor Salário do Brasil, Eduardo Leite ainda desconta Vale Transporte dos Professores Estaduais.

Ao mandar para a Assembléia Legislativa uma proposta de “Reposição”, Eduardo Leite simplesmente DEIXOU DE FORA OS FUNCIONÁRIOS DE ESCOLAS E OS PROFESSORES APOSENTADOS, como descrito na matéria a seguir, do SUL 21

Professores querem que Assembleia altere a proposta do governo para atingir os demais

Professores e funcionários de escolas estaduais ligados ao Centro dos Professores do Estado (Cpers) participaram nesta terça-feira (14) de um dia de mobilizações para reivindicar que a proposta de reajuste salarial apresentada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) seja estendida para toda a categoria.

Durante a manhã, representantes do sindicato visitaram gabinetes de deputados estaduais pedindo reajuste igual para professores e funcionários, independente de estarem na ativa ou aposentados.

“Foi um trabalho muito importante de pressão da base dos deputados nos seus gabinetes e estamos confiantes que alguma coisa nós vamos modificar nesse projeto. Para nós, é muito importante que toda a categoria seja reconhecida pelo governo e tenham reajuste. Não é possível mais vivermos com os parcos salários que temos e, principalmente, os baixíssimos salários dos nossos funcionários de escola”, disse a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

Após as visitas, foi realizado um ato na Praça da Matriz para cobrar do governo a melhoria na proposta. Segundo Helenir, a ideia é retomar a mobilização na próxima terça-feira (21), dia em que a proposta está prevista para ser votada.

Leite apresentou na última quarta-feira (14) a proposta de reajustar em 32% a tabela de subsídio dos professores a partir de janeiro de 2022. Com o reajuste proposto, o subsídio de entrada na carreira para o regime de 40 horas, em licenciatura plena, passaria de R$ 3.030,53 para R$ 4.000,30, o que representa o aumento de 32%, que será aplicado também nas demais faixas da carreira do magistério.

Contudo, isso não significa que todos os professores irão ter aumento efetivo de 32%, uma vez que, com o novo plano de carreira aprovado em 2020, o salário da categoria foi transformado em subsídio e vantagens concedidas ao longo do tempo, como triênios, foram transformadas em parcela autônoma, sobre as quais o reajuste não incidirá. Além disso, parte dessa parcela será absorvida pela reposição proposta, configurando um não reajuste na prática.

Segundo números do governo, o reajuste médio para os professores que estão ativos em sala de aula, que seriam cerca de 60 mil, será de 22,5%. Já para os inativos, o aumento médio será de 6,15%, uma vez que estes profissionais teriam uma parte maior do salário composta pela parcela autônoma. Além disso, segundo os cálculos do Cpers, mais de 30 mil aposentados não irão receber qualquer aumento.

O sindicato também critica o fato de que os funcionários de escola, cujo vencimento básico de R$ 620,72, não são contemplados na proposta de reajuste. “Não somos invisíveis. Somos educadores reconhecidos pela LDB, profissionais com formação, ocupando, inclusive, o cargo de diretores eleitos pela comunidade. Seguiremos firmes na luta por respeito e valorização”, afirmou, no ato, a diretora do Departamento dos Funcionários de Escola do CPERS, Juçara Borges.

Manifestação do Cpers defendeu que proposta de reajuste seja estendida para toda a categoria, incluindo funcionários de escola | Foto: Caco Argemi/Cpers

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