APOSENTADOS/INSS

O Golpe de R$ 2 Trilhões contra o INSS, que empresários aplaudem, a mídia esconde e a direita acha “legal”

Cartilha com dados da CPI do INSS de 2017, elaborada pelo Senador Paulo Paim. Pode ser acessada na íntegra, clicando no Print

A desoneração da folha de pagamento é um benefício fiscal que permite a empresas, ao invés de pagara ao INSS 20% sobre o contracheque do trabalhador, ela pague só 1%. os outros 19% ficam faltando nos Cofres da Previdência. Segundo a Lei, esta “renúncia fiscal” do Governo seria para que estas empresas gerassem mais empregos . Pura lorota. Por que estas empresas contratariam estes trabalhadores de qualquer jeito.

R$ 14,9 Bilhões foi o valor desta “Renúncia fiscal” em 2024. E será mais um tanto em 2025.

Em 2017 a CPI da Previdência Social do Senado constatou que em 20 anos, mais de R$ 2 trilhões de Reais deixaram de entrar nos Cofres do INSS, segundo o Senador Paulo Paim. O valor se refere as tais “Renúncias fiscais” e também a Sonegação descarada de muitas empresas, que mesmo beneficiadas pela “desoneração” da Folha de Pagamento, também não repassavam o que recolhiam dos trabalhadores.

Aliás, se teve uma CPI e apontou caminhos, por que não seguir aqueles caminhos ao invés de fazer outra? Por que o que foi concluído na CPI de 2017, só alguma coisa o Presidente Lula conseguiu mudar. No mais, os Deputados e Senadores não deixam. Tendeu?

O Golpe do Desconto indevido de mensalidades a Entidades e o de descontos indevidos a título de “crédito Consignado”, são até “café pequeno”, perto desta grande maracutaia legalizada contra os aposentados e os trabalhadores da ativa que contribuem com 9% a 11% do seu salário justamente pra um dia se aposentar com um salario digno.

E logo os mesmos que agora falam grosso por uma CPI política contra o Governo Lula, defenderão também uma Nova Reforma da Previdência.

Reforma no caso, é só para cortar dinheiro das aposentadorias. É o que tem insistido o economista neo liberal Armínio Fraga ao defender que “O Salário Mínimo precisa ser congelado por 6 anos”.

A tradução disto é: os empresários que mandam seus Deputados e Senadores votarem leis que legalizam seus golpes bilionários contra o INSS e os Aposentados, são os mesmos que mandam seus mandaletes no Congresso votarem para ferrar cada vez mais os Trabalhadores.

E ainda colocam a grande mídia e seus “influenciadores” a propagar a ideia de que a Reforma da Previdência é inevitável. Mentira!

Se os Empresários e Bilionários pagassem a sua parte para a Previdência e pagassem um Imposto de Renda de acordo com o que ganham, não faltaria dinheiro no Brasil, nem para a Previdência e tampouco para a Educação, Saúde, Infraestrutura e tudo que é e deve ser responsabilidade do poder público.

Pra por ordem nas coisas e colocar o Trabalhador no seu devido lugar, só se os trabalhadores acordarem e juntos exigirem respeito e direitos. E nas eleições, votar em quem de fato representa os interesses da Classe Trabalhadora.

O INSS e a Previdência Social não são um Problema só dos Aposentados, mas principalmente dos Trabalhadores que ainda estão na Ativa.

Te mexe e te informa por teus direitos. Senão os ricos vão te fazer acreditar, que o que vale, é o direito deles.


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13 pensamentos sobre “O Golpe de R$ 2 Trilhões contra o INSS, que empresários aplaudem, a mídia esconde e a direita acha “legal”

  1. Pingback: O trabalho do idoso e a previdência social pública – Iso Sendacz – Brasil

  2. Concordo com sua percepão. Vou colar um Manifesto pensando somar ao que já levantou.
    Manifesto Crítico sobre a Desoneração e a Previdência
    Introdução
    A política de desoneração da folha de pagamento, apresentada como medida para estimular empregos, tem se mostrado um mecanismo de drenagem de recursos da Previdência Social. O modelo atual concede benefícios fiscais sem garantir contrapartidas efetivas, como a manutenção ou criação de vagas de trabalho. O resultado é a perda de receita para o INSS e a fragilização do sistema previdenciário.
    O Modelo Atual e Suas Falhas
    – Concessão antecipada: As empresas recebem o benefício antes de comprovar resultados.
    – Ausência de cobrança retroativa: Quando não cumprem as metas, não há mecanismo eficaz de restituição.
    – Apropriação indevida legalizada: Recursos deixam de entrar nos cofres públicos sem contrapartida social.
    Proposta de Correção
    – Cobrança inicial: Tributos devem ser recolhidos normalmente.
    – Ressarcimento condicionado: Apenas empresas que comprovarem cumprimento das metas no ano seguinte devem receber devolução.
    – Modelo semelhante ao IRRF: Tal como ocorre com trabalhadores, que primeiro pagam e depois recebem restituição.
    Reservas Invisíveis do INSS
    – Milhões de contribuintes morrem sem resgatar benefícios, deixando reservas nos cofres da Previdência.
    – Jovens que falecem após poucos anos de contribuição não têm seus recursos devolvidos às famílias.
    – A pandemia de Covid-19 evidenciou a magnitude dessas reservas, com centenas de milhares de benefícios não resgatados.
    Endividamento dos Aposentados: A Era Covid
    O superendividamento dos aposentados ganhou força durante a pandemia de Covid-19.
    – Aumento real irrisório: Em plena crise, aposentados tiveram reajuste de apenas R$ 6,00.
    – Perda de poder de compra: Sem correção confiável pela inflação, a renda perdeu valor rapidamente.
    – Explosão de empréstimos: Milhões recorreram ao crédito consignado e ao CDC, com juros próximos à agiotagem.
    – Prazo das dívidas: 84, 96 e até 144 meses para servidores públicos, comprometendo renda por mais de uma década.
    – Suspensão da Farmácia Popular: A falta de medicamentos gratuitos nos postos de saúde agravou a dependência financeira.
    O resultado é que a dificuldade atual dos aposentados tem origem direta na era Covid. Muitos ainda acreditam que o pior pode melhorar, mas como diz o ditado, “o fruto não cai longe da árvore”: os efeitos de políticas ruins permanecem.
    Fatos que Precisam Ser Revistos
    – Questionar o INSS exige seriedade: Há presidenciáveis que não têm legitimidade para propor reformas, pois suas famílias viveram décadas do erário sem nada construir para a Previdência.
    – Contribuição indireta de todos os CPFs: Cada cidadão, mesmo de 1 dia até 18 anos sem trabalhar, contribui para o INSS via consumo de mercadorias e serviços, já que empresas recolhem tributos sobre produção e venda. É hora de calcular essa participação real e reconhecer que o INSS é sustentado por toda a sociedade.
    Contradição Política
    – O Congresso defende desonerações para empresas enquanto discute congelamento de salários e cortes de benefícios.
    – O governo se torna “socialista” para empresários e “neoliberal” para trabalhadores.
    – A Previdência é atacada como vilã, quando na verdade sustenta a economia nacional.
    Conclusão
    O problema da Previdência não está nos aposentados ou trabalhadores, mas na forma como o Estado concede benefícios fiscais sem exigir contrapartidas reais. O INSS não é deficitário por natureza; é sabotado por políticas de renúncia fiscal e por uma representação política que privilegia o capital. A inversão da lógica — cobrar primeiro, ressarcir depois — é essencial para garantir sustentabilidade e justiça social.

    Bibliografia
    – Senado Federal. Relatório Final da CPI da Previdência Social (2017). Brasília: Senado Federal, 2017.
    – Ministério da Fazenda. Estudo sobre a Desoneração da Folha de Pagamentos. Secretaria de Política Econômica, 2024.
    – Banco Central do Brasil. Relatório de Cidadania Financeira (2026). Dados sobre endividamento com crédito consignado.
    – Jornal Ibiá. Editorial: Quando o crédito fácil se transforma em armadilha. 2026.
    – Paim, Paulo. Depoimentos na CPI da Previdência. Senado Federal, 2017.

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