
A pré-candidata ao Governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT) e o pré-candidato a vice-governador, Edegar Pretto, estão elaborando o RS Mulher Segura, um plano de governo voltado ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à prevenção dos feminicídios no Estado. O trabalho é desenvolvido ao lado de uma equipe técnica especializada, coordenada por Alberto Kopittke, um dos principais pesquisadores brasileiros em segurança pública baseada em evidências.
Brizola, que tem mestrado em Ciências Criminais e especialização em Segurança Pública, reuniu profissionais de diferentes áreas para construir uma proposta fundamentada em experiências que apresentaram resultados concretos na redução da violência. Autor do livro “Manual de Segurança Pública Baseada em Evidências – O que funciona e o que não funciona na prevenção da violência” (2023), considerado uma das principais referências técnicas do país, Kopittke atua como consultor de governos de diferentes partidos. Ele participou da construção de pactos de segurança em cidades como Pelotas, Lajeado e Niterói (RJ), que registraram reduções expressivas nos índices de criminalidade.
O plano nasce diante de um cenário alarmante. Apenas em 2025, o Rio Grande do Sul registrou mais de 78 mil ocorrências de violência contra mulheres e 80 feminicídios consumados. Em 2026, os indicadores seguem em crescimento.
O RS Mulher Segura reúne 12 compromissos voltados à prevenção da violência, proteção das vítimas e responsabilização dos agressores. Baseado nas melhores evidências científicas internacionais, o programa propõe transformar a proteção das mulheres em uma prioridade permanente de governo. Entre eles, está uma iniciativa inspirada no governo espanhol, um dos sistemas mais eficientes do mundo, baseado em prevenção, inteligência e proteção às mulheres.
“Estamos propondo uma política completa de proteção às mulheres, que atua em todas as frentes. Tenho Mestrado em Ciências Criminais, tenho especialização em segurança pública. A proteção das mulheres passa a ser prioridade de governo, caso eu seja eleita. Eu vou coordenar pessoalmente um pacto estadual envolvendo prefeituras, Justiça, forças de segurança e sociedade civil”, afirma Juliana Brizola.
Entre as principais medidas estão a criação do Sistema Único de Proteção às Mulheres, integrando segurança pública, saúde, assistência social, educação e sistema de Justiça; um sistema estadual de avaliação de risco inspirado no modelo espanhol VioGén; fortalecimento das Patrulhas Maria da Penha e das Delegacias Especializadas; ampliação das Casas da Mulher Gaúcha; criação de uma Central Estadual de Vagas de Acolhimento Protegido; e o Programa Protetoras, que garantirá acompanhamento individual às mulheres em situação de maior risco.
O programa também prevê atendimento psicológico especializado para mulheres vítimas de violência e seus filhos, além do Programa Recomeçar, que oferecerá qualificação profissional, acesso ao emprego, crédito, empreendedorismo e apoio à moradia, fortalecendo a autonomia financeira como ferramenta para romper o ciclo da violência.
No enfrentamento aos agressores, o plano estabelece monitoramento intensivo dos casos de maior risco, retirada de armas de fogo, fiscalização rigorosa das medidas protetivas e ações voltadas à redução da reincidência.
“O nosso plano atacará em todas as frentes, desde a prevenção, inteligência e monitoramento, passando pelo acolhimento das vítimas, pelo cuidado psicológico para quem sofreu violência e por programas que garantam autonomia financeira, para que nenhuma mulher permaneça em uma relação abusiva. Ao mesmo tempo, endurecemos a resposta contra os agressores, com monitoramento intensivo, retirada de armas de fogo e com uma fiscalização rigorosa das medidas protetivas. O nosso compromisso é fazer o Estado agir antes que a violência termine em feminicídio”, conclui Juliana Brizola.
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