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Lula em NY: O Encontro com Mamdani e o Protagonismo de Lula e do Brasil na Cena Mundial

“O Sr. é a nossa grande referência”,  disse Zohran Mandami a Lula

A grande mídia brasileira  tenta diminuir a dimensão de Lula no mundo. Mas a geopolítica real e as ruas das grandes metrópoles contam uma história bem diferente.

A passagem do presidente por Nova York não apenas selou o respeito que ele desperta nos jovens políticos norte-americanos,  simbolizado pelo encontro com o prefeito Zohran Mamdani —, mas reconfirmou o protagonismo indiscutível do Brasil e do bloco dos BRICS no cenário internacional.

O encontro entre Lula e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, foi marcado pelo reconhecimento mútuo.

Mamdani, representante de uma nova geração progressista que ascendeu na política dos EUA, fez questão de se reunir com Lula e tratar o brasileiro como uma das maiores fontes de inspiração para quem defende a classe trabalhadora no Ocidente.

O diálogo girou em torno das urgências que afetam diretamente o povo: a alta do custo de vida na cidade mais rica do mundo, o combate às desigualdades e a garantia de direitos sociais.

A afinação entre a luta urbana nova-iorquina e a história sindical e popular do Brasil mostrou que a trajetória de Lula ultrapassa fronteiras e serve de bússola para a esquerda global.

Além do carisma e da liderança pessoal de Lula, há um fator estrutural que faz o mundo parar para ouvir o presidente na ONU e aplaudi-lo varias vezes durante seu discurso: o papel estratégico do Brasil no fortalecimento dos BRICS.

A articulação do Brasil dentro dos BRICS reposicionou o país como um dos principais arquitetos da nova ordem global.

Ao lado das economias emergentes, o governo brasileiro defende a desdolarização progressiva do comércio entre países parceiros, o financiamento de infraestrutura sem as exigências escorchantes do FMI e a urgência de dar peso decisório aos países em desenvolvimento em fóruns globais.

Quando Lula fala na ONU, ele não fala apenas pelo Brasil — ele leva o peso de um bloco que representa mais de 40% da população mundial e uma fatia cada vez maior do PIB global, forçando as velhas potências a escutarem o Sul Global de igual para igual.

Mas enquanto líderes globais, senadores experientes como Bernie Sanders, chefes de Estado sul-americanos e prefeitos da envergadura de Mamdani buscam o diálogo com Lula para entender os caminhos da justiça social e do multilateralismo, a mídia corporativa no Brasil insiste em desviar o foco.

A insistência de emissoras como a TV Globo em dar mais holofote aos ataques, bravatas e ameaças de Trump em seu discurso imperial— ignorando a envergadura geopolítica do projeto dos BRICS e da diplomacia brasileira — mostra desconexão com os rumos da política mundial e uma subserviência escandalosa ao império do Norte.

Lula e o Brasil mostraram em Nova York que o país não é passageiro no tabuleiro internacional: é um dos protagonistas da construção do futuro multipolar.


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