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Lula quer o fim do Fundo Eleitoral, das emendas parlamentares e voto em lista pra fortalecer partidos

O presidente  Lula manda a real em entrevista ao programa Canal Livre, da Band que vai ao ar neste domingo: ele defendeu com todas as letras o fim do Fundo Eleitoral e cobrou uma reforma política de verdade no país.

O Programa vai ao ar neste domingo.

A fala de Lula coloca o dedo na ferida de um sistema que parece feito para se autoalimentar.

E essa discussão ressoa direto no Rio Grande do Sul, onde um Candidato a Deputado Federal e nomes históricos cobram o fim do fatiamento do orçamento.

O que Lula disse sobre o Fundo Eleitoral e o Orçamento

Na entrevista à Band, Lula não economizou nas críticas e apontou o que considera a raiz da “promiscuidade política” no Brasil:

Chega de Fundo Eleitoral: Para ele, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (o famoso Fundão) precisa acabar para que as campanhas voltem a ter pé no chão e ética.

Partidos de verdade: Lula cobrou uma reforma política séria para acabar com legendas de aluguel e criar partidos com programas claros, propostas para a sociedade e comportamento ético. Ele admitiu que a briga é dura porque “mexe no bolso e no interesse pessoal de cada deputado”.

Deputados não podem mandar no Orçamento: O presidente soltou a bronca contra o peso das emendas parlamentares, dizendo que não dá para aceitar o Congresso controlando metade das verbas da União.

No RS, Naiton Gama bate no peito e enfrenta o sistemaq

Se a nível nacional o tema parece difícil de sair do papel, no cenário gaúcho a briga já tem nomes e rostos. O candidato a Deputado Federal Naiton Gama é o único entre os candidatos do Rio Grande do Sul que defende abertamente o fim absoluto das emendas parlamentares.

Para Naiton, a emenda parlamentar virou uma espécie de “moeda de troca” que distorce o papel do deputado — que deveria fiscalizar e criar leis, e não ficar distribuindo verba como se fosse padrinho político.

O preço por bater de frente com esse esquema foi alto:  Naiton Gama acabou limado do Fundo Eleitoral pelo próprio partido, com o argumento de que ele teria menos chances de se eleger que os Deputados que tem gabinetes, milhões em Emendas Parlamentares e ainda levam a parte mais gorda do Fundo Eleitoral.

Na prática, isto só mostra o que Lula comentou: mexer com privilégio político pode gerar reação.

Olívio Dutra reforça o time do “chega de emendas”

A posição de Naiton não é isolada entre os que pensam o Estado com seriedade. O ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra também vem batendo firme na tecla do fim das emendas parlamentares.

Olívio defende que quem tem que planejar o orçamento é o Poder Executivo, ouvindo as comunidades de forma transparente, e não o deputado mandando verba para onde acha melhor em troca de votos na eleição seguinte.

Hora de moralizar a política

A conta é simples: quando o presidente Lula fala em acabar com o Fundão e reduzir a farra do orçamento no Congresso, ele encontra respaldo em quem tá na lida diária e pagando o preço por defender essa mudanç.

A reforma política não vai acontecer sozinha. Ela depende de dar voz a quem tem coragem de abrir mão de benesses e dizer o óbvio: o dinheiro do povo deve voltar para a saúde, educação e segurança pública, e não para financiar privilégios políticos.


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