APOSENTADOS/idoso/política/Uncategorized

Se você não for votar, eles cortam a sua aposentadoria: Por que o idoso não pode ficar em casa nestas eleições

Se você já passou dos 60 ou 70 anos, talvez ache que o dia da eleição não lhe diz mais respeito. Afinal, a lei garante que o seu voto não é mais obrigatório. Mas a verdade é crua e direta: ficar em casa no dia da votação pode custar a sua dignidade, o seu sustento e o seu direito de envelhecer com paz.

A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência traz para o centro do poder a mesma mentalidade e a mesma equipe econômica liderada por seu principal consultor, o ex-ministro Paulo Guedes.

E o histórico dessa dupla não deixa dúvidas: para eles, a conta da economia do país tem que ser paga nas custas do aposentado, do pensionista e dos idosos mais vulneráveis.

A lógica de Paulo Guedes sempre foi obsessiva: alcançar metas de corte de gastos a qualquer preço. Ficou famosa a sua obsessão por arrancar mais de R$ 1 trilhão da Previdência, custasse o que custasse para a vida dos trabalhadores. Na prática, a mensagem enviada pelo modelo econômico do bolsonarismo para quem trabalha duro a vida inteira é uma só: não importa se as pessoas morrerem antes de conseguir se aposentar, desde que as planilhas do governo atinjam os seus números de austeridade.

Quando Paulo Guedes esteve à frente da Economia, defendeu propostas cruéis, como congelar o reajuste das aposentadorias, desligando-as da inflação e do valor do salário mínimo. Isso significa que, a cada ano, o dinheiro do seu benefício compra menos comida no mercado e menos remédios na farmácia. Além disso, a equipe de Guedes tentou reduzir o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para idosos de baixa renda para valores bem abaixo de um salário mínimo. Para essa visão de mercado, o idoso não é um cidadão que contribuiu a vida inteira, mas um “custo” no orçamento pública que precisa ser enxugado.

A eleição de Flávio Bolsonaro é a promessa de aprofundar esse modelo que coloca os interesses do mercado acima da sobrevivência das pessoas.

Não se engane achando que “votar não muda nada” ou que a sua participação não faz diferença. Se os idosos e aposentados deixarem de ir às urnas, serão outros que vão escolher por vocês — e os escolhidos serão aqueles que enxergam a sua aposentadoria como um desfalque nas contas.

Aos 60, 70 ou 80 anos, você ainda tem a ferramenta mais poderosa do país nas mãos: o seu voto. Ele não é apenas um compromisso político, é a única defesa do seu salário, da sua mesa farta e do respeito que você conquistou ao longo de toda a vida. Mesmo sem obrigação legal, vá votar. Não permita que decidam pelo fim dos seus direitos.

Paulo Guedes, ex Ministro de Bolsonaro, vai voltar se o filho for eleito

Descubra mais sobre Luíz Müller Blog

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe um comentário