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A família miliciana atacou mesmo a Nossa Senhora Aparecida e o Post do Antonio Tabet voltou

André Mendonça não ganhou. Perdeu. E a Grande Mídia mente. Nossa Senhora Aparecida é mesmo atacada pela Família Miliciana, como escreveu Antônio Tebet. Tanto é, que o Post dele voltou.

A grande mídia tenta empurrar goela a idéia de que o TSE deu uma “vitória institucional” a André Mendonça. Não caia nessa. O que a gente assistiu ao longo de 14 arrastadas horas de julgamento foi, na verdade, uma das páginas mais vergonhosas e constrangedoras da história da nossa Justiça Eleitoral — com aval e aplausos de camarote dos jornalões.

No fundo, foi a vitória de um humorista e do escracho contra uma estrutura que vive acovardada e contaminada pela extrema direita.

Era para ser motivo de celebração a vitória de Antônio Tabet contra um ministro que atuou como puro censor. O problema é que a situação é tão absurda que nem dá mais para rir.

A Piada que Incomodou os Poderosos

Tudo começou por causa de uma postagem do Tabet tirando sarro de uma provocação da extrema direita: a tentativa de tirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida para colar a pauta na “família miliciana”. A reação do ministro André Mendonça? Pautar o apagamento do post e comprar a dor do bolsonarismo, acionando a pesada máquina do Judiciário para proteger seus aliados de uma simples sátira.

Aí a gente vê a piada pronta que é o nosso sistema de Justiça:

Para proteger minorias: O Judiciário é lento, burocrático e não sabe lidar com a enxurrada diária de agressões contra mulheres, negros e a população LGBTQIA+ nas redes sociais.

Para proteger a extrema direita: A reação é imediata. A tesoura da censura aparece no primeiro sinal de incômodo dos poderosos.

Mas o que mudou o jogo dessa vez? O medo do ridículo.

O TSE só voltou atrás e levantou a censura porque amarelou diante do poder de escracho de um humorista famoso. Tabet, com sua visibilidade, conseguiu fazer o ministro recuar de forma vexatória. Mas e o brasileiro comum que denuncia perseguição religiosa e o autoritarismo no dia a dia? Esse continua desprotegido.

O Papelão da Grande Imprensa

Se o papel do Judiciário foi feio, o da mídia tradicional foi de dar pena. Os grandes veículos de comunicação do país parecem ter perdido completamente a vergonha ao passar pano para a censura — desde que a amordaça sirva para calar manifestações antifascistas.

Onde deviam estarOnde realmente estão
Defendendo a liberdade de expressão e a sátira política.Acumpliciados com famílias milicianas e com o poder do bolsonarismo.
Fazendo oposição ao autoritarismo e à censura.Celebrando o recuo de um ministro censor como se fosse “vitória”.

Esse tipo de postura acovardada é uma verdadeira agressão à memória dos jornalistas do passado. Homens e mulheres que, durante a ditadura militar, arriscaram a própria vida dentro das redações para empurrar, na marra, seus patrões e chefes para a luta pela democracia. Hoje, a chefia se entrega sem nem apresentar resistência.

O episódio do Tabet vai ficar marcado como um exemplo clássico de subserviência das nossas instituições ao bolsonarismo. Mostrou que, quando apertado, o sistema prefere se curvar ao extremismo e sacrificar a liberdade do cidadão comum.

O humorista se salvou por ser quem é. Mas o recado que fica para a sociedade é amargo: a nossa democracia continua sob o risco da censura de bastidor, fantasiada de decoro e apoiada por quem deveria nos defender.


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