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Bolsonaro e o ‘truque do espelho’: Para esconder “Dark Horse”, Veja falou sobre filme inexistente de Lula

Sabe aquela velha tática de apontar o dedo pro outro só pra ninguém ver o que você tá fazendo no escuro? Pois é. O mais recente capítulo da política brasileira parece tirado direto desse manual.

Segundo informações divulgadas pelo Diário do Centro do Mundo (DCM)  o senador Flávio Bolsonaro prometeu  a concessão de um canal de TV aberta para o dono da Revists Veja em troca da matéria encomendada contra o presidente Lula.

O objetivo da “encomenda”? Publicar uma história cabeluda dizendo que Lula teria recebido grana por fora pra bancar um documentário sobre a sua vida. A matéria saiu, fez barulho, mas durou pouco: a casa caiu logo em seguida.

A mentira caiu por terra

A reportagem dizia ter áudios e depoimentos de um empresário (Daniel Vorcaro) à Polícia Federal confirmando o tal esquema contra o Lula. Só que tinha um pequeno detalhe: a própria Polícia Federal veio a público e desmentiu tudo na hora.

A PF confirmou que o empresário nunca deu esse depoimento e a perícia no celular dele mostrou que não existia prova nenhuma, nem registro de repasse ilegal pra filme nenhum. Em bom português: criaram uma fake news sob medida para atacar o adversário.

Acusar o outro daquilo que você mesmo faz

O mais curioso de tudo isso — se é que dá pra chamar de curioso — é o método empregado. A família Bolsonaro adora usar o “truque do espelho”: acusar a oposição exatamente do mesmo erro ou crime que eles próprios estão cometendo nos bastidores.

A acusação inventada: Flávio vai pra imprensa e pras redes sociais acusar o Lula de usar caixa dois pra fazer filme.

A realidade dos fatos: Quem de fato esta envolvido em negociações milionárias com Vorcaro e outros empresários corruptos pra bancar um filme — no caso, o Filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro — é o próprio Flávio!

    Ou seja, a tática é criar uma falsa polêmica pra manchar a imagem do outro e, de quebra, desviar a atenção dos rolos em que eles mesmos estão atolados.

    Concessão de TV não é brinquedo de político

    Prometer canal de TV aberta como se fosse brinde de promoção não é só sacanagem jornalística; é um absurdo com o patrimônio público. Concessão de rádio e TV pertence ao povo brasileiro, e não pode virar moeda de troca pra comprar matéria ou detonar adversário em época de eleição.

    No fim das contas, quando a poeira baixa e a verdade aparece, o esquema fica exposto: bateu o desespero e o negócio é jogar a culpa nos outros e tentar manipular a opinião pública.


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