Uncategorized

Capitalismo: o que é isso?

As duas referências mais importantes para a compreensão do mundo contemporâneo são o capitalismo e o imperialismo.

A natureza das sociedades contemporâneas é capitalista. Estão assentadas na separação entre o capital e a força de trabalho, com aquela explorando a esta, para a acumulação de capital. Isto é, os trabalhadores dispõem apenas de sua capacidade de trabalho, produzir riqueza, sem os meios para poder materializa-la. Tem assim que se submeter a vender sua força de trabalho aos que possuem esses meios – os capitalistas -, que podem viver explorando o trabalho alheio e enriquecendo-se com essa exploração.

Para que fosse possível, o capitalismo precisou que os meios de produção –na sua origem, basicamente a terra – e a força de trabalho, pudessem sem compradas e vendidas. Daí a luta inicial pela transformação da terra em mercadoria, livrando-a do tipo de propriedade feudal. E o fim da escravidão, para que a força de trabalho pudesse ser comprada. Foram essas condições iniciais – junto com a exploração das colônias – que constituíram o chamado processo de acumulação originaria do capitalismo, que gerou as condições que tornaram possível sua existência e sua multiplicação a partir do processo de acumulação de capital.

O capitalismo busca a produção e a comercialização de riquezas orientada pelo lucro e não pela necessidade das pessoas. Isto é, o capitalista dirige seus investimentos não conforme o que as pessoas precisam, o que falta na sociedade, mas pela busca do que dá mais lucro.

O capitalista remunera o trabalhador pelo que ele precisa para sobreviver – o mínimo indispensável à sobrevivência -, mas retira da sua força de trabalho o que ele consegue, isto é, conforme sua produtividade, que não está relacionada com o salário pago, que atende àquele critério da reprodução simples da força de trabalho, para que o trabalhador continue em condições de produzir riqueza para o capitalista. Vai se acumulando assim um montante de riquezas não remuneradas pelo capitalista ao trabalhador – que Marx chama de mais valia ou mais valor – e que vai permitindo ao capitalista acumular riquezas – sob a forma de dinheiro ou de terras ou de fábricas ou sob outra forma que lhe permite acumular cada vez mais capital -, enquanto o trabalhador – que produz todas as riquezas que existem – apenas sobrevive.

O capitalista acumula riqueza pelo que o trabalhador produz e não é remunerado. Ela vem por tanto do gasto no pagamento de salários, que traz embutida a mais valia. Mas o capitalista, para produzir riquezas, tem que investir também em outros itens, como fábricas, máquinas, tecnologia entre outros. Este gasto tende a aumentar cada vez mais proporcionalmente ao que ele gasta em salários, pelo peso que as máquinas e tecnologias vão adquirindo cada vez mais, até para poder produzir em escala cada vez mais ampla e diminuir relativamente o custo de cada produto. Assim, o capitalista ganha na massa de produtos, porque em cada mercadoria produzida há sempre proporcionalmente menos peso da força de trabalho e, por tanto, da mais valia – que é o que lhe permite acumular capital.

Por isso o capitalista está sempre buscando ampliar sua produção, para ganhar na competição, pela escala de produção e porque ganha na massa de mercadorias produzidas. Dai vem o caráter sempre expansivo do capitalismo, seu dinamismo, mobilizado pela busca incessante de lucros.

Mas essa tendência expansiva do capitalismo não é linear, porque o que é produzido precisa ser consumido para que o capitalista receba mais dinheiro e possa reinvestir uma parte, consumir outra, e dar sequencia ao processo de acumulação de capital. Porém, como remunera os trabalhadores pelo mínimo indispensável à sobrevivência, a produção tende a expandir-se mais do que a capacidade de consumo da sociedade – concentrada nas camadas mais ricas, insuficiente para dar conta do ritmo de expansão da produção.

Por isso o capitalismo tem nas crises – de superprodução ou de subconsumo, como se queira chamá-las – um mecanismo essencial. O desequilíbrio entre a oferta e a procura é a expressão, na superfície, das contradições profundas do capitalismo, da sua incapacidade de gerar demanda correspondente à expansão da oferta.

As crises revelam a essência da irracionalidade do capitalismo: porque há excesso de produção ou falta de consumo, se destroem mercadorias e empregos, se fecham empresas, agudizando os problemas. Até que o mercado “se depura”, derrotando os que competiam em piores condições – tanto empresas, como trabalhadores – e se retoma o ciclo expansivo, mesmo se de um patamar mais baixo, até que se reproduzam as contradições e se chegue a uma nova crise.

Esses mecanismos ajudam a entender o outro fenômeno central de referência no mundo contemporâneo – o imperialismo – que abordaremos em um próximo texto.

Postado por Emir Sader no Portal  Carta Maior

Lê também https://luizmullerpt.wordpress.com/2011/08/27/a-cada-um-de-acordo-com-suas-necessidades-e-de-cada-um-de-acordo-com-suas-possibilidades-o-socialismo-que-reconhece-as-diferencas/


Descubra mais sobre Luíz Müller Blog

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

6 pensamentos sobre “Capitalismo: o que é isso?

  1. eu acho isso que foiescrito na historia em quadrinhos que é a nossa realidade muitas pessoas acham que são donas do mundo e podem tra tar as pessoas como escravas e isso é um absurdo total das pessoas que fasem essas coisas

    Curtir

    • Nayara
      Isto é o capitalismo. Os capitalistas são donos do dinheiro. A calsse trabalhadora só tem o seu trabalho braçal e sua inteligência pra vender. Os capitalistas pagam por esta força de trabalho, mas auferem lucros em cima do trabalho. E o capitalismo, mais ou menos selvagem, dpendendo da época e do país, é isto: uns poucos capitalistas explorando milhões e milhões de trabalhadores. O que há hoje no mundo é o capitalismo. E se tu ligares a televisão, vais ver milhões morrendo de fome na áfrica. Não é por falta de comida, nem pelo desperdício na minha ou na tua casa, como a mesma televisão tenta nos fazer crer. As pessoas morrem de fome, por que os capitalsitas querem lucrar. E por isto, quando uma safra de um determinado produto é muito grande, para aumentar os preços, eles preferem jogar fora este produto para que os preços não caiam e muitas vezes até aumentem. Tem um filme, curta metragem, chamado “Ilha das Flores”. Ele mostra o que o capitalismo faz de forma muito clara. O filme esta acessível na internet. Abraços

      Curtir

  2. Olá Luiz.
    Se me permite, deixarei minha opinião. O texto ficou grande e caso leia ficaria muito agradecido. Bem, vamos lá.

    Será que algumas de suas pré-suposições não podem estar erradas?

    {{{ “O capitalista remunera o trabalhador pelo que ele precisa para sobreviver – o mínimo indispensável à sobrevivência” }}}

    Primeiramente, é bom deixar claro que não existe país 100% capitalista ou 100% socialista, quando na verdade esse “índice” varia de acordo com a interferência estatal na economia. Nos EUA se encontra relativa interferência estatal e em Cuba se encontra relativa iniciativa Privada. O Brasil encontra-se situado no meio desses dois quase extremos. Aqui podemos ver a estimada Liberdade economica de cada país: http://www.heritage.org/index/ranking

    Sobre a remuneração do trabalhador, vejamos o caso do Brasil: Se o operário tem a oferecer a capacidade de apertar um parafuso, a empresa pagará sim realmente muito pouco, afinal o mercado brasileiro esta sobre-lotado de pessoas com pouca ou nenhuma escolaridade que estão dispostos a fazer essa função. Já um tecnólogo em alguma área terá um maior salário que o caso anterior. Será mesmo que o Capitalismo erra em oferecer a cada pessoa um salário pelo que ela realmente pode proporcionar!?
    Agora vejamos o caso de países como Austrália, Suécia, Coréia do Sul, etc… Nestes, diferentemente do Brasil, praticamente toda população tem acesso a segurança, saúde, (…) e principalmente, EDUCAÇÃO – o que proporciona um mercado de trabalho qualificado. Sendo o capitalismo “cego”, retribuirá aos trabalhadores bons salários de acordo com suas qualificações de forma justa e natural. Ocorrendo um efeito interessante, com a baixa oferta de mão de obra desqualificada, ela se valoriza, proporcionando até para o trabalhador menos qualificado uma boa qualidade de vida, esta que nenhum “país socialista” conseguiria alcançar. O efeito é quase um paradoxo, a evolução de países capitalistas os torna em um quase socialismo ideal, onde todos os cidadãos podem ter uma excelente qualidade de vida. Se queixar por algumas pessoas obterem mais suce$$o nesses países é querer institucionalizar a inveja.

    Um dos erros do Socialismo é não perceber que os “meios de produção” não são escassos e fixos no mundo, não são produtores mágicos de riquezas que simplesmente precisam de um funcionário para o operá-lo – são criados e evoluídos pelo próprio capitalismo, ficam cada vez mais complexos, tendendo a diminuição do serviço braçal e o aumento da especialização, tornam-se cada vez mais interligados e abrangentes. É fundamental a ADMINISTRAÇÃO complexa de todo o setor produtivo, responsável pelo sucesso ou não de toda a indústria. No mercado atual a empresa que não estiver constantemente evoluindo e revolucionando todo o seu material humano e tecnológico estará tendendo a desaparecer. Os empresários não são simplesmente donos dos “meio de produção”, não apenas sentam na cadeira e esperam o lucro vir. Soa infantil não reconhecer a complexidade de gerir uma empresa.
    Lembrando também que a riqueza não é algo fixo no mundo, onde necessariamente o enriquecimento de um implica no empobrecimento do outro, a riqueza é gerada.

    {{{“O capitalismo busca a produção e a comercialização de riquezas orientada pelo lucro e não pela necessidade das pessoas. Isto é, o capitalista dirige seus investimentos não conforme o que as pessoas precisam, o que falta na sociedade, mas pela busca do que dá mais lucro.”}}}

    Talvez a maior das deturpações. O lucro das empresas resulta no que o consumidor ESCOLHEU comprar. A supremacia do modelo capitalista é ter o consumidor como “REI”, nós estamos toda hora dizendo O QUE DEVE SER PRODUZIDO e quanto estamos dispostos a pagar. Essa é uma das máximas do capitalismo. Você escolhe que marcas e produtos comprará, sendo mais um “voto” na multidão, dizendo o que deve ser produzido e que empresas se sobressairão. Se um produto começa a “sobrar” na prateleira, a sua produção é diminuida, caso rapidamente esgote, a produção é aumentada. As empresas são obrigadas pelo sistema a oferecerem o melhor custo-benefício para se sobressair no mercado. Já no regime “Socialista”, a elite estatal tenta em um ato divino dizer o que deve ser produzido, o que eu e você precisamos realmente, algo absurdo – para saber as consequências basta olhar a História.

    {{{“vais ver milhões morrendo de fome na África. Não é por falta de comida, nem pelo desperdício na minha ou na tua casa, como a mesma televisão tenta nos fazer crer. As pessoas morrem de fome, por que os capitalsitas querem lucrar.}}}

    O comentário não faz sentido. Se o motivo do capitalismo é lucrar, não seria a África um mercado alimentício enorme para os “perversos capitalistas” lucrarem?
    Claro que sabemos a resposta, simplesmente falta renda para eles comprarem alimentos! O capitalismo não mata, a falta de capitalismo mata! O problema da África subsaariana é complexo, mas a principal barreira atualmente é falta de uma miníma base política que permita segurança para o desenvolvimento de uma economia.

    A História tem como a sua maior contribuição a possibilidade de criarmos o futuro sem os erros do passado. Será que não basta o “Socialismo” ter fracassado na América, Europa, África e Ásia?
    Gosto de citar os casos da Alemanha e Coréia, que tem dois dos povos mais organizados do mundo. Mesmo nesses locais o socialismo mostrou sua ineficácia. Na Alemanha após mais de 3 milhões terem fugido para o lado capitalista, o lado oriental teve que construir um muro com enormes barreiras, sendo que o contrário não ocorria, (o deslocamento do lado capitalista para o lado socialista). Já o caso da Coréia meio que dispensa comentários.

    O poder vindo só de uma fonte cria um Estado autoritário, resultando em total falta de liberdade. Soma-se a tendência do ser humano crer que o seu interesse é o mesmo interesse da sociedade. Será que é interesse da população norte-coreana ter 1/5 de seu PIB em armamentos e o maior estádio do mundo? ou seria interesse da reduzida elite estatal?

    É claro que o Socialismo parece um sistema muito mais bonito que o capitalismo, onde a sociedade ideal seria como a velha gravura do agricultor e o operário vivendo felizes em um sistema igualitário. O problema principal é que na prática, torna os produtos e serviços caríssimos e ineficientes. Vira economicamente desastroso, e consequentemente socialmente desastroso.

    “não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu próprio auto-interesse” – Adam Smith

    “Eu posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las” – Voltaire

    A discórdia gera reflexão!

    Curtir

    • Mau caro Faust

      Tu dizes que se o trabalhador tem a capacidade de “apertar um parafuso”, sim, ele ganham muito pouco. Mas segundo dizes, isto é justo, já que há milhares de trabalhadores nesta “condição” de apertador de parafusos, por que ainda, estes trabalhadores tem pouca esacolaridade por uma “opção deles”. Então tah. Vamos lá. Esta semana, em uma formatura do Porgrama Próximo Passo, que tem a finalidade de formar beneficiárioas e beneficiários do Bolda famíliap ara atuar na construção Civil, uma mulher, beneficiária do programa, fez seu depoimento a respeito. Ela dise que era analfabeta. En ão é analfabeta funcional não. É nalfabeta mesmo. Mas com o curso do SENAI, agora já sabe “sentar tijolo” como ela mesma diz. Ela esta empregada há 2 meses. Foi contratada enquando ainda fazia o curso. O salário dela é de R$ 2.700,00. Um tecnólogo, engenheiro ou um advogado, passou de 15 a 17 anos estudando e ganha quanto? No caso dos que trabalham “planejando” obras como esta que esta senhora ajuda a erguer, R$ 2.500,00. Acho o trabalho desta senhora lindo e fundamental para a sociedade. Se não fosse ela e os demais que trabalham como ela, nem eu nem tu teríamos sequer casa para morar. Masd se a lógica é esta, do mercado, do dinheiro, seria melhor não estudar, pois agora os capitalistas pagam mais para ela do que para engenheiros. Do ponto de vista do meracod é justo. Do ponto de vista de quem olha o conjunto da sociedade, com certeza esta errado. Nos preceitos básicos dos pais do socialismo sempre houve uma frase basilar: “De cada um de acordo com suas possibilidades, a cada um de acordo com suas necessidades”. Esta frase, mais do que qualquer outra, simboliza o socialismo utópico dam inha mente e de muitos outros. Não tem nada a ver com a União Soviética, nem China, nem Cuba, tem a ver com a cidadania universal. A igualdade não existe, mas o problema é que o capitalismo proclama, dizendo que todos tem direito de ser empreendendores da mesma forma na democracia. Não tem não. Cada um é diferente. E a difereça não é a base do individualismo capitalista burges que exalta o empreendedorismo, mas sim o reconhecimento das diferenças. Por isto a frase “de cada um de acordo com suas possibilidaes e a cada um de acordo com as suas necessidades. Queres falar da Coréia, esta que dizes que não precisa nem de comentários? Sabes onde ficam os portadores de necessidades especiais por lá? Na África dizes que não há renda para comprar alimentos? Mas quem disse que é preciso ter renda para comprar alimentos? Não dá para produzir alimerntos? O capitalismo, este que tanto defendes, aplica recursos lá para desenvolver tecnologias que possibilitam plantar em terras desérticas? Não estas tecnologias estão disponíveis, mas para quem tem condições econômicas extraídas da excploração da mão de obra em outros países. Ou de onde pensa quem vem as tecnologias de irrigação em Israel? Mas Israel cede de graça esta tecnologia para o mundo? Não. Querem ganhar dinheiro com ela. E se não lhes pagam, não a liberam. Milhões morrem de AIDS na África. No entanto, os laboratórios proprietarios das fórmulas de coquetéis que minimizam ou até elidem a AIDS, não os liberam para a África, pois lá não tem dinehrio para pagar. Rcentemente, depois de muitas negociações, o Brasil quebrou os “direitos de patente” dos ingredientes dos coquetéis contra a AIDS. Masd isto não foi fácil. Pois quebrando-as, outros remédios deixaram de ser fornecidos ao Brasil. Foi necessário bancar com a força da nossa economia, que produz outros produtos dos quais o mundo carece, esta possibilidade. E a África. Bom, a África produziu e produz ouro, Diamantes, petróleo e outras riquezas, que no entanto estão na mão de quem mesmo? O capitalismo do qual falas, e que eu abomino, por querer e pretender que todos sejam iguais, este não me serve. Já o Socialismo que falas, este que transcorreu na União Soviética, transcorre na China e em outros países, que segrega os diferentes, pretendendo a mesma igualdade que o capitalismo tanto prega, é só correia de transm,issão do mesmo capitalismo que faz do mercado a sua referência e não do desenvolvimento humano e individual a sua bandeira. Não servem. Levam a humanidade ao desastre. destruindo a natureza, submetendo as diferenças ao império da igualdade dos que “mandam”. O Estado tem uma só razão de ser, que é a mesma das cercas que separam quintais: a propriedade privada dos poucos que são “mais iguais” a sí mesmos, por terem propriedades que a maioria não tem. O Socialismo não fracassou, por que de fato ele nunca foi implementado na sua plenitude. Esta plenitude só será possível, quando não houverem mais países, fronteiras, cercas, alambrados…Aí o homem, assim emso, no singular, poderá reinar, por que seu reino será o mundo, sem a pressão da produção e nem a obrigatoriedade do consumo mercantilista. Sinto muito que penses assim. Este pensar é o que faz que produzamos cada vez mais carros, cada vez mais produtos de “consumo” e fiquemos forçando todos a assimilarem falsas necessidades que só fazem ampliar a poluição, a degradação e a diferença entre os que tem e os que não tem. E pelo visto, culpas os que não tem por não ter. Mencionas Adam Smidt. Sugiro que leias a História da Familia, da Propriedade Privada e do Estado, de Engels. Não tem nenhuma ideologia alí.É só a história da humanidade. Quem disse que “ter” propriedade e bens de consumo é tão importante? Só se for para quem vende os bens, pois para quem os tem, muitas vezes eles são absolutamente inúteis mas tu achas que precisas deles. E o estado contrbui para isto, já que afinal, ele existe para fortalecer aqueles que são os donos dos meios que produzem estes bens que a propaganda convence as pessoas de que são fundamentais. Eu não tenho carro. Nem quero ter. Vivo muito bem assim. Uso metrô, ônibus, bicicleta, taxi. Não morrí por causa disto e nem tampouco deixei de ser o que sou. Mas tu e a grande maioria acha que tem que ter carro. Anda sozinho nele, quando o trânsito engarrafa, xinga o estado por que não faz estradas, etc… Sem falar na poluição que gera. Qunado se dá conta de que de fato eu tenho razão, vais argumentar que o transporte coletivo precisa melhorar, etc… Mas tu não pegas o Õnibus. E aí o dono da empresa deônibus diz que não tem passageiros suficientes para colocar mais ônibus, e tu continuas andando com teu carro, sozinho, engarrafando o trânsito junto com os outros, que afinal conseguiram ser tão iguais e já podem ter o que os iguais tem, um carro. E aí, para que todos tenham ganhos pra comprar carros, o governo facilita a compra de mais carros, pra que mais gente tenha emprego para comprar mais carros, pra poder andar por aí, dirigindo sozinho e engarrafando o trânsito e xingando o esatado que não faz… O mundo pode e deve ser diferente. E não é a sociedade do consumo insensível e nem a sociedade da propriedade privada que levarão o mundo a bom termo. Diz aí qual é a alternativa??? Mais consumo e mais mercado regulando pessoaspara que sejam iguais, ou mais sociedade, reconhecendo as diferenças que há e valorizando o potecial e enxergando as necessidades de cada um?? O Socialismo não tem nada a ver com igualdade. Isto é coisa do capitalismo. O SOcialismo de verdade tem a ver com o reconhecimento das diferenças, lembra? “A cada um de acordo com suas necessidades e de cada um de acordo com suas possibilidades” Isto é do Manifesto da 1ª Internacional Comunista!! E vale até hoje!

      Curtir

  3. Pingback: “A cada um de acordo com suas necessidades e de cada um de acordo com suas possibilidades” – O socialismo que reconhece as diferenças! « Luizmuller's Blog

  4. Pingback: “A cada um de acordo com suas necessidades e de cada um de acordo com suas possibilidades” – O socialismo que reconhece as diferenças! « Luizmuller's Blog

Deixar mensagem para J Faust Cancelar resposta