Lula

Delegado Anselmo é político e sua política é perseguir Lula para impedi-lo em 2018

Por Davis Sena Filho  no Blog Palavra Livre

ANSELMO

Então, fiquemos apenas com esta pergunta: o que acontecerá, por exemplo, com o delegado da PF, Márcio Adriano Anselmo, que resolveu porque está determinado por ele que Lula é autor de crimes. Isto mesmo. Lula é criminoso, mas, conforme se percebe, no decorrer do tempo no que é relativo à Lava Jato, o intrépido e impoluto delegado Anselmo não conseguiu ainda investigar, acusar e denunciar um demotucano sequer, a despeito de eles terem sido delatados por praticamente todos os donos e executivos das grandes empreiteiras brasileiras.Eu estava aqui a pensar: quando o tempo passar e a Lava Jato terminar, bem como se comprovar que o ex-presidente Lula não cometeu crimes, o que acontecerá com os procuradores, delegados e juiz da Força Tarefa da Lava Jato? Além disso, evidentemente, porque não tem jeito, muitas pessoas que foram envolvidas no escândalo da Petrobras não têm culpa no cartório, pois se trata de muita gente e, obviamente, que nem todos os acusados e investigados são culpados.
É o que se poderia ser chamado de seletividade e opção partidária, política e ideológica. Afinal, o delegado tão cônscio de suas responsabilidades quando se trata do PT, não tem a mesma postura e conduta quando se trata do PSDB e do DEM. Por que será? O problema é que ninguém é idiota e todo mundo está vendo como são os procedimentos e as ações dos operadores da Lava Jato.

Anselmo, por exemplo, é considerado por inúmeros analistas de política que repercutem suas opiniões e textos pela internet como um dos delegados “aecistas” de Curitiba. Esses servidores públicos muito bem pagos pelo contribuinte brasileiro e que pensam não dever nada a ninguém, nem mesmo dar satisfações, mesmo a serem empregados do público, participaram ativamente da corrida eleitoral de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff foi reeleita ao derrotar o tucano golpista Aécio Neves.

E não é que o delegado Márcio Anselmo participou ativamente da campanha eleitoral em prol de Aécio Neves? Sim. Repercutiu palavras agressivas repletas de preconceitos e ferocidade por meio de seu facebook. Os adjetivos e arrogâncias publicados denotaram que tal servidor público e seus colegas delegados estavam a participar efetivamente de um círculo político-partidário de apoio ao candidato do PSDB, bem como de desprezo e ira contra a candidata do PT, Dilma Rousseff e seu principal apoiador, Luiz Inácio Lula da Silva.

Quem pesquisar pela internet perceberá os insultos repercutidos pelo policial e, com efeito, terá uma dimensão maior do que os adversários políticos de tais servidores públicos do Judiciário estão a enfrentar, porque, nitidamente, percebe-se que são perseguidos por aqueles que têm a obrigação e o dever de serem justos, imparciais e isentos, que é o caso do delegado Anselmo, do juiz Sérgio Moro e dos procuradores, a exemplo de Carlos Fernando e Deltan Dallagnol

Contudo, volto a perguntar: o que vai ser desses servidores de carreira do Estado quando ficar claro, como aconteceu com Juscelino Kubistschek, que Lula não cometeu quaisquer malfeitos? Juscelino também foi perseguido por causa de apartamento onde morava, na Vieira Souto,  em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O mandatário mineiro foi tratado como ladrão, porque perseguido e humilhado pelos meganhas fascistas da época, que também resolveram por conta própria fazer política indevidamente, pois servidores que têm de se ater às leis e não criar situações e polêmicas para desmoralizar o adversário político a ser abatido.

O delegado Anselmo é useiro e vezeiro em transformar seu cargo público em plataforma política de enfrentamento ao campo da esquerda de perfil trabalhista. Para se ter uma ideia, o varão de Plutarco da terra dos pinheirais compartilhava, com outros delegados da Superintendência da PF no Paraná, propaganda eleitoral do candidato da direita, Aécio Neves, assim como atacava o ex-presidente Lula e a candidata à reeleição, Dilma Rousseff.

Só que tem um importante “porém”, no que diz respeito à ética profissional: tais policiais indevidamente politizados e partidarizados são exatamente os que estão a investigar o presidente Lula, sua família e seus correligionários e amigos. Como pode um negócio desse? Em um País cuja democracia é tradicional e estável esse delegado seria sumariamente afastado, investigado e, certamente, demitido para o bem do serviço público.

Afinal, trata-se de um empregado da máquina do Estado e não de um deus, porque passou em um concurso público e recebeu uma arma e um distintivo. A Polícia Federal não é um dos Poderes da República, conforme estabelece a Constituição. Não se pode esquecer. A PF é apenas uma corporação subordinada ao Ministério da Justiça, que se reporta à Presidência da República.

A corporação policial teve e tem liberdade para trabalhar, principalmente nos governos do PT, mas não tem liberdade para perseguir e rasgar a Jurisprudência e a Constituição. Se o delegado Anselmo e seus pares querem ser políticos, que tratem de se filiar a um partido, de preferência de direita, de acordo com seu perfil ideológico e, por sua vez, concorra às eleições, como qualquer cidadão brasileiro, como qualquer ser mortal. Delegado é servidor público. Ele não governa e não apresenta ou aprova programas de governo e projeto de País. Delegado não efetiva políticas públicas, porque, para efetivá-las, necessário e imperativo é ter a legitimidade e a autoridade do voto popular. Ponto.

Imagine se os governantes dos Estados Unidos permitiriam tanta ousadia para delegado do FBI se meter em política e perseguir partidos e seus membros, como ocorre, agora, com Lula, sua família e o PT. Jamais. Rapidamente tal meganha seria colocado em seu devido lugar, bem como torcer para não ser transferido para o Alaska ou ser demitido.

O problema é muito sério. Lula já depôs quando foi raptado por policiais da PF, que eles chamam para amenizar a arbitrariedade e o abuso de poder de condução coercitiva, a esclarecer os fatos e as dúvidas. Seu depoimento se tornou público, porque o líder trabalhista o publicou no site do Instituto Lula, sendo que a informação viralizou na internet. Levaram-no de sua casa, sorrateiramente, para um aeroporto paulista, como se ele tivesse cometido o crime de ter vendido o Brasil, como ocorreu no Governo de Fernando Henrique — o Neoliberal I.

Essa gente arbitrária e partidarizada à direita tratou o Lula como se o estadista brasileiro fosse bandido, como fizeram no passado com Juscelino. Só que se deram mal, porque causaram comoção e indignação em todo o País. Foi uma covardia incrível e inacreditável. Porém, a covardia continua, assim como a perseguição sistemática em um tempo de quase três anos, desde que a Lava Jato se tornou o trunfo da oposição de direita para consolidar o golpe bananeiro. A oposição capitaneada pelo PSDB, pelos golpistas do PMDB, com o objetivo de não serem presos pela operação policial e pelos sistemas midiático privado e Judiciário.

Delegado Anselmo, por que os ministros golpistas do PMDB que caíram ainda não foram presos? Ué, eles conspiraram contra a “intocável” e quase “santificada” Lava Jato? Lula conversou com Dilma pelo telefone e agora os dois líderes trabalhistas vão ter, ao que parece, de responder por tentativa de obstrução da Lava Jato, quando, ao contrário, quem cometeu crime contra as garantias individuais e contra o Estado nacional foi o juiz Sérgio Moro, que vazou ilegalmente as conversas entre ambos e ainda banca o bom moço para a imprensa de mercado corrupta e golpista, assim como para os coxinhas de classe média, que, idiotizados durante décadas pelas mídias privadas, poderão pagar com a perda de direitos trabalhistas, previdenciários, além das conquistas históricas como o 13º salário já aprovado pela Câmara controlada por políticos conservadores e golpistas.

Não duvide da direita no poder, porque é o que pretende fazer o usurpador e traidor *michel temer, por intermédio de seu programa lesa-pátria “Uma Ponte para o Futuro”, que, na verdade, trata-se de uma ponte para que os trabalhadores se queimem no inferno, inclusive com a perda dos programas de inclusão social implementados pelo PT, no decorrer de anos.

E são exatamente essas questões que técnicos e operadores do Judiciário não compreendem, porque não compreendem e não enxergam as estratégias para se conquistar desenvolvimento social e econômico, pois não têm uma visão ampla e macro do Brasil, somente possível aos estadistas e seus auxiliares comprometidos com o País, a exemplo de Getúlio, Jango, Juscelino e Lula. Tais operadores do Judiciário trabalham para os interesses do status quo e por isto que enxergam apenas até o limite das pontas de seus narizes.

Não compreendem o que realmente está em jogo, porque são apenas técnicos de corporações policiais, além das procuradorias e da Justiça, sendo que, se compreendem, é porque são cúmplices ativos dos desmandos políticos, jurídicos e judiciais que ocorrem no País, a exemplo do golpe terceiro-mundista promovido pelo consórcio de direita que tomou de assalto o poder e que pretende desmontar o Estado nacional e extinguir direitos históricos do povo brasileiro. É o DNA da direita.

O juiz Sérgio Moro certa vez afirmou: “Sou favorável que a mídia apoie a Lava Jato para que a corrupção seja combatida”. A verdade é que Moro e seus colegas da Força Tarefa, a exemplo do delegado Anselmo, são, sobretudo, os pauteiros da imprensa empresarial, os marqueteiros da ex-oposição demotucana e são desditosamente seletivos, porque desejam, sem sombra de dúvida, tornarem-se os coveiros do PT e, principalmente, de Lula, que é forte candidato às eleições presidenciais de 2018, até porque o político de esquerda lidera os índices das pesquisas eleitorais.

O juiz Moro, o delegado Anselmo e o procurador Carlos Fernando têm a mais sólida compreensão sobre o tabuleiro político brasileiro, sendo que o Lula é considerado o entrave para se consolidar a vitória da direita nas eleições de 2018. Por sua vez, os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e José Roberto Batochio, publicaram e repercutiram as ações dos delegados da Força Tarefa da Lava Jato, quando eles se tornaram, equivocadamente, cabos eleitorais do senador tucano, Aécio Neves, por intermédio de suas redes sociais. São essas pessoas seletivas e partidárias que estão à frente do processo persecutório e covarde contra Lula e sua família. Surreal, para dizer o mínimo.

Fazer com que a Dona Marisa Lula da Silva e seu filho, Fábio Luís, compareçam à Polícia Federal para depor sobre o sítio de Atibaia, que não pertence ao Lula, conforme comprovam e atestam documentos legais apresentados por Lula por meio de seus advogados aos policiais e aos procuradores é de uma insensatez e de uma perversidade sem igual. Para quem não sabe, o sítio de Atibaia foi comprado com cheques administrativos, fato este que anula qualquer intenção de se cometer malfeitos, acontecer enganos ou dar brecha à corrupção e à maledicência.

Além disso, os donos do sítio de Atibaia comprovaram, legalmente, que seus recursos financeiros permitem que a compra da propriedade se concretizasse. Outrossim, Atibaia como Guarujá são municípios paulistas e não do Paraná, estado onde o juiz Moro mora. Entretanto, neste caso vem ao caso, porque Moro, que de juiz passou a ser promotor (acusador) quer julgar o Lula para prendê-lo, dia este que, certamente, vai ser comemorado pelos políticos golpistas do PSDB, do PMDB e do DEM, que, enfim, assumirão a Presidência da República livre da concorrência eleitoral do maior e mais importante líder político deste País, que é exatamente o Lula. Moro quer ser o julgador universal e oficial do Brasil. Durma-se com um barulho desse.

Vale ressaltar, que tanto o sítio quanto o apartamento, que nunca pertenceu ao Lula não são objetos de investigação ligado à corrupção na Petrobras, realidade esta que evidencia ainda mais de que Lula está a ser perseguido como se fosse caça por operadores do Judiciário. É o fim da picada. Por causa desses fatos os advogados de Lula recorreram a fóruns internacionais como a ONU.

Enquanto isso, José Serra, Fernando Henrique, Aécio Neves e Geraldo Alckmin alçam seus voos de tucanos inimputáveis como os deuses, como se esses políticos não tivessem recebido dinheiro de construtoras para financiamento de eleições, além do caixa dois do PSDB e o desvio de recursos de estatais, como a Petrobras, Furnas, Metrô, Trem e empresas estaduais de saneamento e energia. Todo mundo sabe disso, menos os operadores do sistema judiciário, pelo simples motivo de que eles são parte intrínseca do golpe, que está a se concretizar principalmente por causa das ações seletivas de juízes, procuradores e delegados. Sem sombra de dúvida. Da história essa gente não vai escapar.

Voltemos ao depoimento. O que o delegado Anselmo espera? Que os dois parentes de Lula — Marisa e Fábio — falem ao policial outras informações que Lula, porventura, não tenha dito quando foi levado de forma violenta e anticonstitucional para uma sala de aeroporto para depor? O que eles sabem a mais do que Lula sobre o sítio? Simplesmente não sabem e, por conseguinte, não têm nada mais a acrescentar à PF. O depoimento de Lula no aeroporto, volto a lembrar, foi longo e cansativo, mas objetivo e sem contradições. Eu li o depoimento publicado pelos blogs e sites progressistas, além do site do Instituto Lula ter também, obviamente, publicado seu depoimento. Ressalta-se.

Trata-se de perseguição pura e simples. Esses servidores públicos não se interessam quando se trata da corrupção tucana. De forma alguma, e pensam que os milhões de brasileiros que elegeram Dilma e que tiveram seus votos rasgados desrespeitosamente e despoticamente não estão a perceber as covardias e as arbitrariedades cometidas por um delegado político, ideológico e que pensa, erroneamente, que todo mundo fora do círculo tucano e policial é idiota. Engana-se redondamente. O contribuinte está vendo as arbitrariedades do servidor público Anselmo.

Juiz Sérgio Moro, delegado Anselmo e procuradores Deltan e Carlos Fernando, dentre outros parceiros de luta política, são marqueteiros da ex-oposição demotucana e golpista, pauteiros da mídia mercantil e golpista, sendo que ainda querem ser os coveiros do PT. Está aí para comprovar o que eu assevero na pessoa do condestável juiz Gilmar Mendes, do PSDB do Mato Grosso, que deseja o fim do PT por intermédio da cassação de seu registro. Inacreditável.

Entretanto, como todo juiz compromissado até a medula com o golpe bananeiro e de direita, tal magistrado, que envergonha a Nação com suas ações seletivas e espúrias, não pediu ainda a cassação dos registros do PSDB, do PMDB, do DEM, do PPS e do PSB, partidos que constam em todas as listas de delações premiadas de todas as empreiteiras. Será que o delegado Anselmo não sabe disso? Que a Lava Jato, além de promover a quebra da indústria de base brasileira e ferrar com a economia, serviu de trampolim para que forças entreguistas, golpistas e antinacionalistas tomassem de assalto o poder, como se fossem bandoleiras e piratas? Ele não sabe? Ou finge não saber?

Garantidos pela Constituição e pela jurisprudência brasileira, os advogados de Lula não permitiram que sua esposa e seu filho virassem alvo de propaganda opressiva da Lava Jato, de forma que Lula fosse ainda mais humilhado, achincalhado e linchado politicamente e moralmente para ilustrar as manchetes da imprensa mais corrupta e desonesta do planeta. A imprensa familiar “amiga” da PF. Deveriam sugerir, inclusive, aos delegados de Curitiba que eles investigassem também os coronéis das famílias midiáticas, que tratam o Brasil como quintais das casas deles. Seria muito bom, já que o delegado Anselmo é tão responsável e republicano. HSBC, Zelotes, paraíso fiscais, sonegação de impostos, remessas de lucros e importações ilegais e não declaradas etc. etc. etc. Quando penso nessas questões, não sei por que, delegado Anselmo, vem rapidamente à minha memória as famílias donas de todas as mídias oligopolizadas e cruzadas. Por que será?

Outra questão é quanto ao delegado Márcio Anselmo, que insultou Lula ao chamá-lo de “anta” em plena atividade funcional, participou de grupos ideologicamente de direita e contrários a continuidade do PT no poder. Os delegados Márcio Anselmo, Igor de Paula, Rosalvo Franco, Erika Mialik Marena e Maurício Grillo, dentre outros participavam de um grupo no Facebook e atacavam violentamente o PT e suas lideranças. Só que tem um porém: eles são delegados que estão diretamente envolvidos com a Lava Jato, a força tarefa que até agora só foi pra cima do PT, a “esquecer” os inimputáveis do PSDB.

Como pode, então, tais servidores terem ideias formalizadas e preconcebidas sobre os investigados? O problema deles é que tiveram de tirar suas páginas do Facebook do ar. Pelo menos as páginas do tempo das eleições de 2014 vencidas por Dilma Rousseff, para o desgosto e inconformismo desses policiais. E por que afirmo isto? Afirmo porque o jornal “Estado de São Paulo” publicou matéria que mostrava as postagens deles, tanto as imagens quanto os diálogos.

Veja bem, trata-se do conservadoríssimo “Estadão”, que não pode ser chamado pelos delegados, mesmo se eles quisessem, de jornal comunista, bolivariano, socialista ou o que valha em termos de jargões e lugares comuns há muito tempo usados pela direita, principalmente quando ela está prestes a consolidar o golpe. Nada é mais de direita que o “Estadão”, a não ser a Veja — a Última Flor do Fáscio — e, pelo o que observo, também os delegados da PF de Curitiba.

Anselmo fez críticas anticomunistas que ele dever ter aprendido durante sua adolescência e reforçado sua ideologia direitista e sectária na Academia da PF. As imagens contra Dilma, Lula e o PT publicadas pelo grupo desses delegados no Facebook são lamentáveis, pois eles são servidores de segundo escalão e do Estado, pagos pelo povo brasileiro e que resolveram, inadvertidamente, fazer política e com ideologia digna de fascistas, pois os diálogos e as imagens não deixam margem a dúvidas quanto aos seus procedimentos e condutas.

O “Estadão” fez com que eles recuassem, quando resolveram suspender suas páginas de sedição. Sinal que sabem o que fizeram, porque se não soubessem não extinguiriam suas páginas no facebook. Cito as páginas da época das eleições de 2014. Malandro é malandro. Esperto é esperto. Deus não dá asas a cobras. Deboche, escárnio, desprezo, publicidade opressiva, partidarismo, sentimento elitista em relação à maioria da sociedade e insultos evidenciavam o que os delegados publicavam contra o PT, o Lula e a Dilma. Se o leitor duvida, que trate de pesquisar na internet. Acha-se fácil tanta falta de respeito e insensatez de conotação política e ideológica. Basta pesquisar.

Agora vamos à pergunta que não quer calar: “São esses servidores públicos sem isenção e parciais que vão investigar, acusar, denunciar e prender, por exemplo, o Lula? Inaceitável. Por causa disso, recorre-se à ONU. Esse pessoal perdeu a confiança de grande parte da população, o que se torna um problema grave. Ou eles acham que a população somente é composta por coxinhas de classe média que chegam ao ponto de abraçar o pato amarelão, corrupto, sonegador de impostos e golpista da Fiesp?

Não sei como vai terminar a Lava Jato, mas que a história vai colocá-la em seu devido lugar como colocou o DOI-Codi e o Dops, ah, isto vai. Evidente que os tempos são outros, mas a perseguição intermitente e o linchamento moral que estão a fazer com o Lula e sua família se trata de terrível covardia sem igual. Três anos de ações e atos persecutórios perpetrados pelo sistema judiciário controlado por juízes, procuradores e delegados sediciosos e partidarizados.

A delação premiada é uma excrescência moral, política e jurídica, como o é o domínio do fato, teoria que iniciou o processo jurídico de combate ao PT e por onde começaram a armar as armadilhas para tirar o Partido dos Trabalhadores do poder de forma antidemocrática e antirrepublicana, que redundou no golpe bananeiro, mas violento, contra Dilma Rousseff, que não cometeu crime de responsabilidade, assim como propiciou a caçada sem fim ao Lula. O líder trabalhista não roubou. A história e os fatos comprovarão. Agora, fica a pergunta: quem vai punir juízes, procuradores e delegados se for comprovada a inocência de Lula? Deus? É isso aí.

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