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Aécio, Serra, Moreira Franco,Aloysio Nunes e Padilha estão na segunda lista de Janot

Do Jornal GGN

Foto-montagem: Brasil247
Jornal GGN – A segunda lista de Janot, como foi chamado os pedidos de inquéritos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas delações da Odebrecht chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (14). Segundo informações da Folha de S. Paulo, pelo menos cinco ministros de Temer estão na lista: Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações).
Segundo informações do JOTA, o presidente Michel Temer não aparece como investigado e tem seu nome arrolado apenas no pedido de abertura de inquérito contra Padilha. A decisão é com base na Constituição, que determina que presidente da República não pode ser investigado por fatos alheios ao mandato.
Em sigilo, os nomes dos alvos dos 83 pedidos de inquéritos não foram divulgados oficialmente, mas já se sabe que as apurações incluem ministros e parlamentares citados nos depoimentos dos 78 executivos e ex-funcionários da empreiteira, dos quais parte significante integra a cúpula do governo, entre o PMDB e o PSDB.
Ainda, segundo reportagem da Folha, também estão nos pedidos de investigação os parlamentares Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), além dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Apuração do JOTA também levanta como nomes de investigados os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Slva, Dilma Rousseff  e os ex-ministros Antonio Palocci e Guido Mantega. O jornal destaca que cada pedido de inquérito entregue pela PGR é sobre os fatos apurados e não o número de investigados, o que inclui documentos, planilhas, emails e vídeos de depoimentos.
Mas além dos políticos, que por foro privilegiado são julgados pela última instância, Janot também pediu outras 211 investigações a instâncias inferiores, significando pessoas que não detêm a prerrogativa. Também na segunda lista de Janot estão 7 arquivamentos e 19 pedidos de outras providências.
Entre as delações que foram consideradas para os novos pedidos da PGR estão a do patriarca do grupo, Emílio, e seu filho e herdeiro Marcelo Odebrecht. Ambos detalharam como foram feitos os repasses em esquema de caixa dois para partidos políticos.
Nos depoimentos, foi citado, por exemplo, um encontro no Palácio do Jaburu, em 2014, organizado pelo agora presidente da República Michel Temer, e então candidato a vice-presidente, em que em nome do PMDB, Eliseu Padilha, o agora ministro da Casa Civil, solicitava os repasses para financiar as campanhas peemedebistas.

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