Porto Alegre

PORTO ALEGRE NO FUNDO DO “POÇO NEGRO”? (Sobre a liquidação do Orçamento Participativo)

Por Carlos Castro no Facebook

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Marchezan Marchezan “nosso indigitado prefeito” está promovendo uma “revolução [administrativa]”. Isso mesmo, uma “revolução”, já que não é possível denominar de reforma um processo que não restaura e nem faz “progredir”, promovendo mudanças a esmo para “reorganizar” e restringir serviços tentando demonstrar algum objetivo político. Tentativa vã, pois não existe nada mais do que impotência administrativa e a incapacidade de reconhecer isso. >>>> Mas Porto Alegre de 1989 até 2004 experimentou uma outra “revolução [administrativa]” >>>> Uma “revolução ambiciosa”, que então orgulhosamente se vinculava ao “modo petista de governar”. >>>> E foi neste período que o Orçamento Participativo evoluiu e chegou à configuração que tem hoje. >>>> Na evolução do OP , os conselhos temáticos se multiplicaram, com a cidade e a sua administração sendo “mapeadas” pelos respectivos planos diretores, quase todos eles “formulados” em concorridas conferências. >>>> Mas em 2005, a “revolução” [do “modo petista”] “atravessou no ritmo” e “errou o tom” e como um “concerto de orquestra desafinada”, no decurso dos anos seguintes, foi “cansando o público” e “perdendo audiência”. >>>> Mas como as administrações – mandatários e servidores embarcados – também desafinavam nas “execuções”, ninguém e nem nada ousou suspender os instrumentos de “participação popular” e especialmente seu ícone maior, o Orçamento Participativo que tanto prestígio e fama traz para Porto Alegre. >>>> Não foi por “amor”, nem por “respeito” pela “obra petista”, foi apenas por “sabedoria” política. >>>> Os políticos que assumiram a PMPA sabiam o que Marchezan não sabe e parece que só vai aprender depois de experimentar a desgraça. >>>> SUSPENDER O ORÇAMENTO PARTICIPATIVO NÃO AUMENTA, NEM DIMINUI O CAPITAL POLÍTICO DE MARCHEZAN E DOS SEUS SECRETÁRIOS E APOIADORES. Nunca entenderam e assim não valorizavam o OP. Por esse motivo não acumularam e não detêm nenhum capital político decorrente dele. >>>> No entanto, para a política e para a cultura administrativa de Porto Alegre o impacto é enorme. >>>> A DESMORALIZAÇÃO E A DESCRENÇA COBRINDO E “ABATENDO” CONSELHEIROS, DELEGADOS, LIDERANÇAS, POLÍTICOS E MILITANTES, QUE POR TRÊS DÉCADAS LABUTAM CONSTRUINDO UM GOVERNO “MAIS INTELIGENTE” PARA PORTO ALEGRE. >>>> Por isso seria importante demais que Marchezan, mesmo tolhido pela impotência administrativa que “suas ideias” e “seu modo de governar” só agravam, revertesse a suspensão inepta e “aproveitasse” ao máximo o OP para debater e deliberar com mais e numerosos bons cidadãos porto alegrenses, sobre o que fazer neste momento tão grave. >>>> Nisso o OP É UM TESOURO INESTIMÁVEL – REUNIÃO DE MILHARES DE BONS CIDADÃOS MUITO DEVOTADOS À SUA CIDADE – e o prefeito Marchezan tem a obrigação de enxergar isso.

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