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Não vamos trocar um golpista por outro, defende CUT

Roberto Parizotti/CUT20 mil foram às ruas de São Paulo

 

Da CUT

Nunca foi fácil e não seria agora. Se não dava pra ver os milhares de rostos escondidos sob os guarda-chuvas na Avenida Paulista na tarde deste domingo (21), era fácil descobrir o que queriam as mais de 20 mil pessoas que enfrentaram a forte chuva: ‘Diretas Já’ foi o grito que tomou conta da principal avenida de São Paulo.

Por todo o Brasil, ocorreram atos organizados pelas entidades que compõem as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, entre elas a CUT. As mobilizações surgiram após delações dos executivos da JBS, divulgadas nesta semana, que colocam o ilegítimo Michel Temer (PMDB) no centro de um milionário esquema de corrupção.

Presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas lembrou que a Globo está repetindo o que fez com o ex-presidente Fernando Collor ao tentar derrubar quem colocou no poder. Mas, novamente, não se trata de nenhum compromisso com os interesses nacionais.

“Querem tirar Temer porque ele não consegue entregar o produto, fazer as reformas (da Previdência e Trabalhista). Mas querem tirar um golpista pra colocar outro”, afirmou.

Vagner reforçou que os movimentos não aceitarão ‘gambiarras’ ou qualquer saída que não seja a saída de Temer e eleições diretas. Falou da mobilização para o dia 24, quando centrais sindicais e movimentos sociais estarão em Brasília exigindo eleições diretas com votação do povo – e não eleição indireta, com a decisão nas mãos do Congresso, como querem a velha mídia e a parte conservadora dos parlamentares –, além do fim das reformas que atacam a classe trabalhadora.

“Vamos ocupar Brasília e não nos venham com propostas golpistas. Eles querem entregar o pacote das reformas, nós queremos uma Constituinte. O povo não pode ser relegado a segundo plano.  O povo tem direito de votar”, disse.Ato na Paulista contou com ampla representação de movimentos e partidos políticos - Foto: Roberto ParizottiAto na Paulista contou com ampla representação de movimentos e partidos políticos – Foto: Roberto Parizotti

Presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, apontou que as mobilizações deste domingo são apenas o princípio de uma luta para a retomada da democracia. “Mesmo debaixo de chuva, o povo permaneceu até o final. Esse é só o começo da luta. Permaneceremos nas ruas até conseguirmos derrubar este governo golpista e nós estaremos juntos na ocupação de Brasília.”

Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), igualmente falou que uma eleição indireta irá colocar no poder outro presidente ilegítimo. “Hoje estamos gritando ‘Fora Temer’, mas se colocarem o Rodrigo Maia (presidente da Câmara) vamos gritar ‘Fora Maia’, e se entrar Cármen Lúcia (presidenta do STF), a mesma coisa.”.

Dirigente nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto), João Paulo, apontou que os próximos dias serão fundamentais para colocar fim ao governo golpista. “Essa semana é decisiva para nós porque além de lutar por diretas, temos que apresentar alternativa para a classe trabalhadora que não aguenta mais conviver com governo golpista de reformas. Por isso é extremamente importante ocupar Brasília dia 24”.

Liderança da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio, alertou que a direita pode estar dividida no método, mas tem unidade no objetivo. “A direita e o grande capital estão divididos: uns querem Temer pra acabar com diretos trabalhistas e a Previdência, outros querem eleições indiretas para acabar com a Previdência e os direitos trabalhistas”.

Para o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), umas das entidades que compõem a Frente Brasil Popular em SP, Raimundo Bonfim, o Brasil assiste a uma das crises da maior gravidade. “É um quadrilha golpista no poder enquanto Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara) ganha sua mesada. Eles argumentam que não podem alterar a Constituição Federal,  mas desrespeitando as leis foi que eles deram  um golpe. Não permitiremos que o golpe continue”, apontou.

Pedidos de impeachment

Desde que o caso de Temer veio à tona, importantes entidades do Brasil divulgaram posicionamentos cobrando explicações de Temer e pedindo sua renúncia, como a CUT e a CNBB. Na madrugada deste domingo (21), foi a vez da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) decidir, em comissão especial, pela abertura de processo de impeachment contra o presidente Temer por crime de responsabilidade. O ilegítimo já coleciona outros nove pedidos na Câmara ingressados desde quarta-feira.

O governo golpista também tem enfrentado diariamente manifestações em diferentes pontos do Brasil. Inclusive atividades culturais acabaram ganhando peso político por parte do público. No sábado e na manhã de domingo (21), houve intervenções durante a Virada Cultural, em São Paulo, quando artistas como Daniela Mercury e a dupla As Bahias e a Cozinha Mineira pediram a saída de Temer. Na plateia, vários cartazes cobram o fim do governo do golpista Temer e eleições diretas.

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