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LEISHMANIOSE MATA MUITO MAIS QUE A DENGUE E VOLTOU AO RIO GRANDE

LeishmanioseMais do que cães, Leishmaniose mata gente. E mata mais do que outras doenças mais conhecidas transmitidas por mosquitos. E a razão de sua volta ao RS, depois de anos, tem a ver com a falta de política de prevenção, provocada pelos cortes orçamentários na saúde, tanto a nível Federal como Estadual. Por isto este blog publicou um primeiro artigo técnico sobre o tema Leishmaniose: Doença que esta matando gaúchos, tem ligação com a Política e a Economia. Volto com mais um artigo para alertar da gravidade do que esta acontecendo. Uma doença que praticamente tinha desaparecido do RS, esta matando gente até na capital do Estado. E o pior é que a solução apontada por autoridades havia sido a de matar mais de 300 cães, quando não é o cão o transmissor, mas sim o mosquito, que deve ser combatido. A seguir vai mais um esclarecedor artigo sobre o tema

A leishmaniose mata muito mais que a dengue. O alerta é do presidente do Comitê de Ética da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Vitor Márcio Ribeiro, e foi feito durante audiência pública convocada pela Comissão de Saúde da ALMG para discutir a epidemia de dengue em Minas Gerais. Ribeiro alertou, ainda, para o risco de um surto de leishmaniose visceral e de leptospirose no Estado.

O professor criticou o fato de as políticas públicas de saúde estarem constantemente “apagando incêndio”. Segundo Ribeiro, “matar os cães contaminados é fazer uma maquiagem e efetivamente não resolve o problema. Não controlamos os vetores de maneira adequada. Temos uma população muito grande de cães de rua sem uma política permanente de controle”, advertiu.

A doença – Trata-se de uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.

A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo. Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”.

A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade se torna menos freqüente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

 Transmissão – A transmissão da leishmaniose se dá por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Os flebótomos medem de 2 a 3 milímetros de comprimento e devido ao seu pequeno tamanho são capazes de atravessar as malhas dos mosquiteiros e telas. Apresentam cor amarelada ou acinzentada e suas asas permanecem abertas quando estão em repouso. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

Os hospedeiros das leishmanioses são, principalmente, os animais silvestres e os insetos flebotomíneos. Mas pode ser também o cão doméstico. Na leishmaniose cutânea os reservatórios são os roedores silvestres, tamanduás e preguiças. Na leishmaniose visceral a principal fonte de infecção é a raposa do campo.

 Sintomas –  Na leishmaniose visceral os sintomas são febre irregular, prolongada; anemia,  indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço. Já, na leishmaniose cutânea, de duas a três semanas após a picada pelo flebótomo aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

 Os cães com a doença apresentam sinais como emagrecimento, perda de pelos, lesões na pele e, na fase final da doença, crescimento desordenado das unhas.

Para saber mais, acesse Para saber mais acesse o link :https://www.abcdasaude.com.br/infectologia/leishmaniose-ou-leishmaniose

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